sexta-feira, 26 de setembro de 2008
PRESIDENTE BOSSA NOVA
Já a matéria do Correio Braziliense “Sintonia Antiga”, também do dia 18 de setembro de 2008 o texto utilizado é mais informativo e jornalístico. O lead da matéria fala da amizade de Leila Pinheiro e Roberto Menescal, mais especificadamente de Leila. No segundo parágrafo, já começa a se falar da Bossa, contando uma história da gravação do CD de comemoração dos 30 anos do estilo.
As fotos das duas matérias condizem com o material da reportagem. Porém, a do Jornal do Brasil é mais clara, visto que retrata o que está realmente está dizendo o texto: A gravação foi feita apenas com Menescal ao violão e Leila ao piano. E o Correio ilustra com uma fotografia de Leila ao vocal e Menescal ao violão.
O sutiã das duas é praticamente igual. Correio: “Leila Pinheiro e Roberto Menescal celebram parceria no Memorial JK. Há lote de 310 ingressos gratuitos”. Jornal do Brasil: “Roberto Menescal e Leila Pinheiro se apresentam hoje, em Brasília, com entrada gratuita”. Enquanto o chapéu do Correio é ‘Música’ o do Jornal do Brasil é ‘Bossa Nova', o que mostra que foi destinada uma parte no jornal ao estilo musical que completa 50 anos.
As duas matérias são marcantes com relação a aspas dos artistas e têm outra coisa em comum: a linguagem acessível.
Caroline Figueira, Anna Karla e Eugifran
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Eleições Americanas: o jogo sujo dita as regras da campanha

Em linhas gerais, nesta semana, ficou constatado na cobertura das eleições americanas o jogo “sujo”, e de uma maneira escancarada. Acusações desmedidas, troca de insultos, a conveniência política, a disputa racial. A circunstância observada se dá devido ao curto espaço de tempo que os candidatos têm para convencer eleitores e o dia da decisão eleitoral. Republicanos e democratas sofrem de um angustiante empate técnico, com uma pequena e insignificante vantagem para Barack Obama.
De um lado Obama, o inovador, jovem, negro, o popular. De outro John McCain, conservador, governista, branco e oportunista. Em um país como os Estados Unidos em que o racismo existe e é declarado, ao contrário daqui que é velado, o que predomina é a eleição racial.
O cinismo dos falsos apoios políticos de Bill e Hillary Clinton que apóiam Obama, quando na verdade por motivos de força política maior querem que McCain ganhe. A divulgação da imprensa de que Sarah Palin é a vice-republicana foi bem aceita e deu um fôlego para a campanha do governista.
Porém, o discurso oportunista e bastante contraditório de McCain que sempre foi contra a regulamentação econômica das grandes empresas em Wall Street fez com que o candidato perdesse pontos com os eleitores. McCain mudou o discurso mais pela conveniência do que pela consciência.
Enquanto isso, o astuto Obama só espera um vacilo do oponente para lhe dar uma rasteira e correr para o abraço.
De acordo com as apurações feitas pelo grupo, a mídia impressa foi a que mais veiculou informações sobre o assunto sendo o jornal Folha de São Paulo, o responsável, pela maior cobertura do assunto. Seguido pelo jornal O Globo. Na televisão, nem o Jornal Nacional e Jornal da Record abordaram o assunto. Em ambos, a eleição americana foi ofuscada, pela pauta da semana, a “crise boliviana”. Os programas de notícias das rádios, Jovem Pan e Transamérica também optaram pela crise da Bolívia.
O Mundo Pega Fogo e (Quase) Ninguém Fica Sabendo
No dia 17, o DFTV dedicou-se um pouco mais ao assunto. Com mais informações, mas nenhuma grande cobertura. Satisfatório, apenas. A primeira edição do jornal deixou passar batido a pauta, ficando a cargo da segunda edição.
O jornal local da Record fez uma cobertura com um viés diferente. No dia 10/09 destacou aqueles prejudicados pelos incêndios dos quais nem ouvimos falar: os animais. Em determinado momento chegam a mostrar um tamanduá morto, queimado. Uma cena não muito agradável, diga-se de passagem. Só que à medida que a matéria vai se desenvolvendo, o lead vai pro saco, mudando misteriosamente. Deixa de ser os incêndios para se tornar unicamente os animais. Assim, começaram a falar dos atropelamentos a animais e as queimadas viraram história.
Nosso moderno sistema de monitoramento de rádios, que consiste em ficar mudando de uma estação para outra freneticamente até achar algo que preste, identificou apenas uma matéria que tratava do assunto. Foi no jornal Bandnews FM, em sua edição noturna. A galera do Saad deu uma matéria apenas, mas foi boa, completinha.
O Jornal de Brasília, famoso por ser infame, dedicou-se um pouco mais ao assunto. Praticamente todos os dias da semana compreendida entre os dias 15 e 19/09 trataram do assunto. Mas também não foi nenhuma cobertura digna de Prêmio Esso. Entrevistou alguns bombeiros e atribuiu o problema à falta de preparo dos fazendeiros, sobretudo. A característica especial ficou nas capas mais bem elaboradas que a própria matéria, com destaque para o dia 17, que publicou uma foto bem grande na frente, mas a matéria em si não ocupou nem meia página. Algo muito parecido com os programas que o SBT lança. Fazem um grande estardalhaço antes da estréia e quando você vê não é nada de mais.
O Correio Braziliense também não esqueceu o assunto. Não fez uma grande reportagem – o que ninguém fez, na verdade -, preferindo cobrir o assunto com doses homeopáticas ao longo da semana. Ainda assim algum destaque foi dado à dobradinha clima seco + irresponsabilidade = queimadas. Um jornalismo meio ambiental, meio público; um feijãozinho com arroz, que é meio obrigatório nesses casos. No dia 17, porém, o correio fez uma retrospectiva dos últimos 18 dias de seca e chamas. Cobertura positiva para o Correio, que um dia chegará ao nível da Folha e do Estadão. Podia ser melhor, mas está no caminho certo. Avante, filhos de Chateaubriant! Um dia acabaremos com a supremacia dos “mano”!
And that’s all, folks!
Amilton Leandro, Erik Lima, Nathalia Frensch, Raquel Bernardes e Marcelo Brandão
Menino de oito anos ajuda mãe no parto da irmã
A nota do SPTV foi bem completa. Contou todos os passos do pai até chegar em casa e descobrir que a filha havia nascido. O pai está bem presente na matéria, que falou também da dificuldade em se conseguir ajuda tanto da SAMU quanto da Guarda Civil Metropolitana. A matéria do Jornal Hoje contou, de forma mais rápida, o que ocorreu com a família Sabino, e focou a história em Robert, o menino que fez o parto da irmã.
Os veículos televisivos foram bem detalhistas ao contar o ocorrido. Os jornais (SPTV e Jornal Hoje) que foram ao ar no dia 15/09, trouxeram sonoras do menino Robert e de seu pai, Luciano. O SPTV teve uma duração maior, uma vez que o jornal é local e transmitido apenas ao estado de São Paulo.
O Correio Braziliense publicou apenas uma nota em seu jornal. Não houve nenhuma sonora, apenas os fatos mais relevantes estavam na nota publicada. Já o jornal O Globo contou a história mais detalhada. Desde o momento em que a mãe começou a sentir dores até a hora em que foi para o hospital verificar se estava tudo bem com a mãe e a filha. Procurou também usar sonora de todos os envolvidos na história. O foco maior da matéria foi a coragem do menino em fazer o parto da mãe.
Os veículos de rádio quase não deram a notícia. A rádio Jovem Pan, um dos poucos a noticiar, apenas deu um boletim sem sonora e não citou nome de ninguém envolvido na história. A rádio, de forma rápida, conta que a mãe foi auxiliada pelo menino e, em seguida, encaminhada para o Hospital Geral de Guaianases.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes e Thaís Paranhos
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Cantora Madonna fará shows extras no Brasil
Para quem pensava que Madonna se resumia a dois ou três rebolados e a caras e bocas se enganaram. Ela se reinventa a cada sucesso surpreende críticos e fãs. O público Madonna se renova, mas os clássicos da década de 80 como Like a Virgin e Like a prayer garantido no podium das preferidas.
Sobre as apresentações de Madonna no Brasil, a cobertura da mídia ainda é pequena por que os shows só acontecerão no fim do ano. Na última semana, se restringiu apenas a confirmação das apresentações extras e os problemas com vendas de ingressos. Uma boa notícia confirmada pela assessoria da cantora, é que está reservado para os portadores de deficiência e idosos um espaço para assistirem os shows.
Os veículos de rádio analisados, Jovem Pan e Transamérica, apresentaram apenas promoções de ingressos para fãs. Não veicularam nenhuma reportagem sobre o tema. Já nos jornais impressos Folha de S.Paulo e O Globo a repercussão foi pequena.
Nem o Jornal Nacional, nem o Jornal da Record, veicularam matérias durante o período.
No período pesquisado, Folha de S.Paulo veiculou somente uma matéria no dia (06/09) uma reportagem enfocando sobre a confusão e o esgotamento de ingressos para o show, abordando a problemática das empresas de produção envolvidas.
O jornal O Globo abordou melhor o assunto. Publicou matérias não só sobre os shows de Madonna, mas também sobre curiosidades que envolvem a diva do Pop. Os fãs de Madonna que leram O Globo durante o período analisado, tiveram acesso a informações complementares e atualizadas. Contudo, acreditamos que o assunto ganhará de acordo, com a proximidade do evento.
Alunos responsáveis pela análise dos veículos
Adimar Júnior
Diana Vasconcelos
Hermes Pena
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Novos rumos para a educação do Brasil
A abordagem feita sobre o assunto no Rádio foi a mais pobre em dados e também a mais sucinta em relação aos veículos impressos e televisivos. Tanto na abordagem da CBN como na da Jovem Pan, não há sonora do ministro da Educação, única fonte oficial ouvida em todas as matérias analisadas sobre o assunto. Com aproximadamente 1’40, a reportagem da CBN citou dados numéricos e a lista das dez melhores instituições do país., mas sequer mencionou o ministro da Educação. A matéria da Jovem Pan abordou a não participação das principais universidades estaduais do país, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do caso da demissão do reitor da primeira colocada do ranking, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Dos jornais veiculados na televisão, tanto o Jornal Nacional assim como o Bom Dia Brasil tiveram sonora do ministro da Educação, Fernando Haddad. Nos programas não foi citado o nome do novo método de avaliação, o Índice Geral de Cursos (IGC). Pelo fato dos jornais serem produzidos pela mesma emissora, as matérias que foram transmitidas, estão muito parecidas e citam as mesmas informações.
Os jornais impressos analisados foram os mais completos em relação aos outros veículos. Foram analisados O Globo e o Correio Braziliense. O jornal O Globo usou aspas do ministro da Educação e utilizou números, porcentagens e gráficos, além de fazer uma análise regional do IGC, mostrando que a região Sul é a mais bem avaliada e a Norte, a que tem a pior avaliação. O Correio dá ênfase às colocações de algumas instituições de ensino do DF, dando destaque à UnB e a Escola Superior de Ciências da Saúde do Governo do Distrito Federal (Escs). O jornal também enfatizou as faculdades que tiveram os piores desempenhos.
De modo geral, há discrepância em alguns dados numéricos divulgados pelos três meios de comunicação analisados. Pelo menos um de cada veículo analisado na TV, na Rádio e nos Jornais, cita a Unifesp, que foi destaque por estar no topo da lista e ser estadual – as universidades estaduais não são obrigadas a participar do Enade, exame feito para que os cursos de graduação pudessem ser avaliados. A maioria dos veículos analisados mostra a notícia por um viés positivo. Apenas o jornal O Globo mostra que 500 cursos foram reprovados no IGC.
Alunas: Luíza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thais Paranhos, João Felipe
Grampos, escutas e tesouras
Concordamos que o Congresso está sempre agitado, pelo menos das segundas às quartas-feiras, quando tem alguém trabalhando por lá. Mas ultimamente, os corredores de lá se agitam com a CPI dos Grampos, não o de cabelo, claro. Ao contrário do seu primo capilar, o grampo telefônico salta para um universo de agentes da PF, ABIN e por fim, a imprensa (leia-se todo o resto do mundo), uma conversa que deveria se restringir a apenas duas pessoas, localizadas em cada uma das pontas de uma linha de telefone. E daí surgem aquelas matérias nos telejornais que mostram diálogos exibidos com legendas ipsis litteris do que está sendo dito - coisa que particularmente adoro, principalmente quando a conversa é entre traficantes que falam “abacaxi” querendo dizer “vinte quilos da mais pura cocaína boliviana”.Voltando ao colarinho branco (no caso de Protógenes Queiroz, uma camisa de feira com paletó improvisado), a ABIN está sendo encurralada por todos os cantos para explicar as dúzias de grampos feitos nas mais diversas investigações. Por incrível que possa parecer, a Globo não apontou o dedo na cara de ninguém acintosamente, limitando-se a contar as notícias mais fresquinhas das investigações. Gilmar Mendes posa como o mais ofendido dos seres humanos, e o Jornal Nacional lhe dá todo o espaço possível. Entre os dias seis e dez de setembro (o assunto foi ignorado dia 11) o JN foi mostrando os desdobramentos do caso. Relatou o depoimento do ex-diretor da ABIN, Paulo Lacerda e o envolvimento do Delegado Protógenes - parece nome de personagem de novela da plim-plim, concorda? – da Polícia Federal, que foi envolvido no caso e não sai dos holofotes da imprensa desde a “Operação Satiagraha”, por mais que sua falta de jeito com as câmeras entregue que ele prefere ficar fazendo seus cursos da PF sem ser notado. Só para fechar o comentário sobre o Jornal Nacional, o depoimento de Lacerda, que parecia ser o grande barato da coisa toda, foi mostrado quase que como um detalhe. Do depoimento do ex-diretor, saiu apenas que ele afirmou que a ABIN não tinha equipamentos específicos para fazer escutas telefônicas. Pouco ou nenhum destaque para um fato aparentemente tão importante para o caso.
Ainda dentro do Império dos Marinho, o impresso O Globo foi contemporizando até os limites do enjoativo, contando as notícias retamente, sem pôr lenha na fogueira, sempre afirmando que fulano negou isso, cicrano negou aquilo...
A Folha de S. Paulo, por sua vez, cobriu intensamente o caso, chegando a interferir diretamente nas investigações, com sua cobertura. Se Tarso Genro, Ministro da Justiça, gosta de ver seu nome no jornal, a Folha lhe deu um prato cheio. Suas declarações tiveram destaque no impresso, que, de longe, fez uma cobertura mais completa e redondinha.
A versão menos popular do Jornal Nacional, o Jornal da Record, tentou contar toda a história da humanidade com os grampos telefônicos em um minuto e meio em cada edição. O telejornal do Bispo tentou socar todas as informações possíveis em um espaço curto de tempo, muito mais curto do que o assunto merecia. Acabou falando tudo e não atingiu o público em nada. Como diz o cantor e compositor brega Falcão, “ou é ou deixa de é”. Nesse caso, a Record não foi nem deixou de ir.
Pra piorar a situação, o repórter usava um tom de voz tendencioso, não parecendo se importar se o leitor tem um cérebro totalmente formado e quer tirar suas conclusões sozinho.
Para o público que cola o ouvido no radinho, a CBN cobriu com eficiência e conseguiu o que a Record não chegou nem perto. Em poucos minutos de matéria, as informações foram bem explicadas, bastante atuais e sem puxar a sardinha pro gato ou pro cachorro.
Resumindo, leia a Folha escutando a CBN que você estará catedrático em grampos telefônicos em pouquíssimo tempo.
Em tempo: para grampos de cabelo, fale com Carlinhos Beauty, o Mago das Tesouras.
Um Big Bang na Comunicação
Nas matérias veiculadas no Jornal Nacional, da Rede Globo, o assunto foi publicado em duas edições. A primeira vez, na véspera do acontecimento e a segunda no dia seguinte, quando falaram sobre o procedimento. No entanto, os recursos que ilustrariam o fenômeno, como infografias ou efeitos gráficos, foram pouco explorados nos jornais televisivos. No Jornal da Record, foi veiculada apenas uma matéria, mas foi a melhor elaborada. Houve simulação do experimento o que deixou o assunto um pouco mais claro. Outro diferencial da matéria da Record em relação aos outros veículos foi a informação sobre a existência de um acelerador de partículas igual, porém menor, na Universidade de São Paulo (USP) desde os anos 70.
Nos dois veículos impressos analisados, O Globo e o Estado de S. Paulo, a cobertura foi basicamente a mesma. A construção do acelerador, as conseqüências do experimento para as novas tecnologias, principalmente a medicina foram os tópicos abordados. O diferencial da cobertura do Estadão, foi a preocupação em falar sobre a polêmica entre os cientistas Peter Higgs e Stephen Hawking sobre a existência do bóson de Higgs, responsável por dotar de massa tudo que existe no Universo. A grande surpresa da análise foi a ausência da notícia na Band News FM.
É importante ressaltar que as pautas – acelerador de partículas e a simulação do Big Bang – não são assuntos novos na mídia especializada. Prova disso são as matérias e reportagens publicadas em revistas especializadas nos anos 90. Mesmo nos veículos que tratam de ciência e tecnologia mas detém um público mais amplo, como a Superinteressante ou a Galileu, o tema já era recorrente em reportagens.
Postado por:
Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem
Caos na Ibovespa e terrorismo na imprensa
Realmente, matérias de economia são difíceis de engolir. Expressões como “commodities” ou “índice de desvalorização” provocam uma fuga em massa da sala de TV. Pensando nesse fenômeno, é comum ver meios de comunicação populares como o Jornal Nacional e Jornal da Record tentando simplificar o tema para que o telespectador não se sinta tão burro.
Segundo o JN, nossa economia estava seguindo “o caminho vermelho para o fundo do poço” e que “o dólar era o culpado”. Já o Jornal da Record fez uma análise tanto quanto mediana, citando mais as bolsas internacionais do que a própria Ibovespa. Mas não seria o caso de repensar o enfoque, trazê-lo para mais perto do espectador?
Este tema deu muito pano para manga porque o Ibovespa permaneceu no vermelho. O Jornal da Record voltou a falar sobre o assunto na quinta-feira da mesma semana e deu um pouco mais de crédito aos problemas do Brasil. Contudo, o JN não se preocupou em dar mais detalhes sobre o assunto.
Diferente do ocorrido no horário nobre, o Jornal da Globo superou a expectativa de ambos jornais, explicando com detalhes claros a situação em que o Ibovespa se encontrava e indicando as futuras saídas para a bolsa paulista. A matéria de 6 minutos trouxe um analista que falou economês por longos 3 minutos. Pelo menos deixaram para o analista a parte complicada. Nos dias seguintes, quarta e quinta-feira, o jornal ainda voltou ao assunto.
ALL NEWS – Band News e CBN mostraram tudo que era importante comentar, além de citar os preços cotados nas bolsas no final do dia. A Band News voltou com o mesmo tema na quarta-feira, dando uma cobertura mais apurada ao assunto, mas não voltou a falar sobre.
A CBN pode receber mais créditos porque acompanhou o desenvolvimento mais vezes durante a semana. Apoiada em vários comentaristas e especialistas, ela produziu matérias que variavam de cinco a doze minutos de duração – consideradas grandes para uma rádio. A rádio analisou de forma mais clara e conseguiu explicar em minúcias os pontos que ficaram brancos na cabeça dos ouvintes.
CAOS NO IMPRESSO? – Primeiro dia de crise. Matérias desesperadas nas capas das sessões de economia. O Globo disse Dias sombrios no império; O Estado de São Paulo explica: “Temor sobre expansão global aumenta e analistas já vêem pânico”. Os jornalistas não pouparam palavras desse tipo nas páginas completas do primeiro dia após o “caos” trazido pela queda.
Em O Estado de São Paulo, levamos duas colunas inteiras para ouvir a palavra commodities, termo tão explicado nas outras mídias. A queda é diretamente ligada à alta do dólar sem, no entanto, ser explicado o porquê.
O Globo conta como o pessimismo gerado na economia americana, devido à crise nas hipotecas do país, levou a Bovespa à queda. Ponto! Mas ponto perdido ao continuar a leitura cheia de números e análises pouco claras.
Mas engraçado como o jornal disse que o caos estava instalado: o dia seguinte desmentiu o desespero. Com a chamada “Bovespa reage e dólar também sobe”, O Estado de São Paulo volta ao assunto em seu pobre único parágrafo cheio de números. Poderíamos perguntar a Claudia Violante, Denise Abarca e Paula Laier, jornalistas que assinaram a matéria, de onde foi o release resumido.
O Globo não voltou ao assunto. Fim aos dias sombrios.
Por Carolina Lima, Gustavo Oliveira, Priscila Botão e Rayanne Portugal
Jornais de Muleta
A verdade é que o Brasil gosta daqueles que não se esforçam, porque nas olimpíadas daqueles ditos "normais" as capas estavam lotadas de fotos, imagens e vários cadernos especiais. A crítica é a mesma todos os anos, o país não investe no esporte, mas o investimento que é menor aos para-atletas é bem utilizado porque eles estão se transformando em ouro, enquanto os milhões investidos nos hiper-atletas transformaram-se no máximo em bronze.
Engraçado, se o anormal é noticia e se atletas portadores de deficiência estão dando um show do outro lado do mundo, mesmo sem investimento, porque isso não é noticiado? Porque o preconceito existe, da parte do leitor que não está afim de ver o que não o conforta, nem de acompanhar o esforço daqueles que vencem o dobro de barreiras para estarem onde estão. Não é bonito, não é legal comentar dos atletas "não-oficiais" do Brasil e do mundo.
O rostinho bonito digno de páginas de jornais se chama Phelps, um estrangeiro, quando deveria ser Daniel Dias. No fim das contas é que o brasileiro deve gostar de sofrer e ir atrás daqueles que te maltratam, que ficam no quase, enquanto atletas espetaculares estão no canto das notícias e sendo tratados como se tivessem fazendo um grande favor para um país deficiente de ouro e riquíssimo de talentos na Paraolimpíadas.
Meios de Comunicação Avaliados
Jornais
Nos dois jornais analisados, o Globo e O Estado de São Paulo, as matérias são pequenas e enxutas. Em uma mesma reportagem, são citados vários esportes. As fotos, porém, são marcantes. No Globo, o momento da vitória nos 100 m borboleta de André Brasil. No Estadão, o momento de André, competindo na prova.
Na matéria do jornal O Globo, “Nadador André Brasil conquista ouro e bate seu próprio recorde mundial” são dedicadas 36 linhas para o medalhista olímpico. O restante da matéria, mais 52 linhas, é dedicado a 10 outros atletas. Já na do Estadão, “Dois Ouros e um Bronze”, o foco maior é para os dois atletas que conquistaram a medalha de ouro, André Brasil e Daniel Dias. A reportagem fala, basicamente, dos dois campeões. E apenas cita outros esportes.
Agora, pergunto: se a matéria fosse sobre os nossos atletas que competiram nas olimpíadas, não haveria um caderno separando cada um dos esportes? Se duvidar, falando da vida, desde a infância, de cada um dos atletas, como Ronaldinho Gaúcho, ou Kaká.
O que é engraçado é que os atletas são paraolímpicos e na primeira semana de olimpíadas são quase mais medalhas do que as conquistadas na olimpíada de atletas sem nenhuma deficiência física. Não quero dizer que nossos atletas são incapazes, mas pegar metade de uma folha de jornal e dar destaque para 11 atletas, é de menos!
Nossa capacidade é muita, tanto nos atletas paraolímpicos, como nos que não são. Porém, parece faltar um pouco mais de empenho dos nossos profissionais do esporte e dos nossos profissionais de imprensa. É preciso dar mais valor aos atletas, sejam eles quem forem.
Rádios
A matéria "Mais duas medalhas de ouro para o Brasil", do jornalista Marco Antônio Reis, da Rádio Senado foi gravada ao vivo no dia nove de setembro. Ela está bem completa. Além de dar a notícia que faz parte do lead, o jornalista responde dúvidas dos ouvintes.
Um exemplo disso é quando cita a curiosidade que as pessoas têm em saber como funciona a classificação dos atletas com deficiência, que ele explica detalhadamente. Quando ele responde a outra dúvida, de por que o Brasil sempre tem bons resultados nas paraolimpíadas e não nas olimpíadas entra no quesito político, citando a legislação que trata do deficiente de forma engajada, mas o repórter deixa a desejar com o excesso de comentários, o que é comum nas matérias de esporte.
Na matéria da CBN, "Brasil conquista mais 10 medalhas nas Paraolimpíadas em Pequim", também do dia nove, apenas dá a notícia, sem que haja comentários, além de ouvir os atletas ganhadores, o que passa mais emoção e a sensação de proximidade com o evento, apesar de ser uma matéria gravada. O conteúdo das duas matérias está bacana, se comparado com os dos outros meios de comunicação encontrados bem menos superficial.
Jornais Televisivos
O Jornal Nacional exibiu notícias das paraolimpíadas nos dias 8, 10 e 11 de setembro porque o Brasil ganhou medalhas de ouro. As matérias são muito menores do que as das olimpíadas. O jornal da Record transmitiu às 20h dos dias 08, 09 10 e 11. Apesar de o Jornal Nacional transmitir menos notas do que a das olimpíadas “normais”, a cobertura foi melhor do que a do Jornal da Record. No entanto, o Jornal da Record transmitiu todos os dias, pelo menos uma nota sobre as paraolimpíadas no período analisado.
O César Cielo, atleta olímpico, ganhou medalha de ouro nas olimpíadas e a imprensa fez um escândalo, apareceu em todos os veículos de comunicação com muito destaque, enquanto que o ganhador paraolímpico, Daniel Dias, ganhou medalha de ouro também na natação e ganhou um mero ‘parabéns’ sem comparações com Cielo. Enquanto nas olimpíadas, independente do esporte, se algum brasileiro chegasse perto do podium, era reportado nos jornais. Nas paraolimpíadas, muitos brasileiros ganharam medalhas e foram reportados como esportes que ganharam a medalha, e só. Sem a devida atenção que mereceriam.
Percebe-se que ainda existe muito preconceito com os deficientes brasileiros. Ambos os jornais reportaram as paraolimpíadas, o da Record mais que o da globo, mais o que pode se perceber é que as paraolimpíadas não dão tanta audiência quanto as olimpíadas “normais” e por isso merece menos espaço e atenção nos espaços dos jornais.
Eleições x Mídia - façam suas apostas
A cobertura dos telejornais, por outro lado, pareceu mais um carteado de comadres. De feijãozinho em feijãozinho, o Jornal da Record saiu na frente com a cobertura. Celso Freitas e Adriana Araújo apresentaram três matérias sobre o tema ao longo da semana. Durante o telejornal, uma matéria sobre a crise econômica no país foi gancho para comentários sobre as eleições.
Na quarta-feira, uma matéria sobre a vice de McCain, fo(fo)cava nos óculos de Sarah Palin. Desde o começo da campanha, o modelo quadruplicou em vendas. Até o Jornal da Globo, que incrivelmente não soltou nenhuma matéria sobre as eleições americanas, deu atenção à queridinha de McCain. A única chamada sobre o tema foi uma charge sobre a escolha da governadora do Alaska como vice.
Para os veículos impressos, Correio Braziliense x Jornal de Brasília. Ambos comentaram poucas vezes assuntos relacionados com as eleições. Mais ocupados com as preocupações de sempre, Evo Morales e Hugo Chávez ofuscaram Obama e McCain. Com o resto de brilho que sobrou, os candidatos ainda fizeram render os ataques do Washington Post à Sarah Palin. Apesar da aparente vitória que a candidata teria nas urnas, Obama é o queridinho no resto do mundo. Uma pesquisa em 22 países teria apontado o candidato com 49% de apoio.
Para quem não acompanhou a evolução da campanha, a Folha online conta com um histórico invejável de publicações, perfis, rumores, intenções de voto, históricos, opiniões sobre os candidatos, tudo. Quando você já estiver cansado de ler, desça mais um pouquinho e ache um “leia mais”. Poucos elementos visuais, mas sempre atualizada com notícias em formatos menores e informações precisas.
Como o duelo é de titãs, o G1, portal online da Globo, faz das eleições um novo Big Brother. Embora o caminho seja mais longo para ter acesso às informações - diferente da Folha que linka direto da home -, o investimento vale a pena. Você procura na home. Clica em Mundo. Clica em Cobertura completa das eleições americanas blábláblá. Clica ali. Mais ali. Quase desiste e... achou. Eis o verdadeiro oásis das eleições nos EUA. Os números mais recentes, a disputa nos estados, imagens antigas dos candidatos – Obama como um dos Jacksons Five e McCain um partidão hollywoodiano -, a trajetória dos candidatos, vídeos, fofocas, tudo. Um passo a passo completo, e cada pegada com sua respectiva foto. Isso é a Globo.
Ana Cândida Pena
Caroline Morais
Fabíola Souza
Letícia Menezes
Luana Carvalho
Morena Mascarenhas
Reféns do descaso
O principal jornal da capital, o Correio Braziliense, fez – e continua fazendo – uma boa cobertura em relação ao caso. Mostra que mesmo com a situação aparentemente tranqüila no Caje, do lado de fora o circo está pegando fogo. Além dos questionamentos em relação a gestão do local e superlotação das celas, outro problema ainda maior surgiu. Um dos internos foi levado ao hospital de base com um ferimento na perna. A princípio, a notícia que corria era a lesão ocorreu por conta de um chute na porta que o jovem teria dado. Porém, no hospital foi constatado um ferimento à bala. A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania investiga o caso.
Diferente do Correio, o Jornal de Brasília – segundo maior jornal da cidade – não deu tanta importância aos acontecimentos conseqüentes. Enquanto o Correio divulgava constantemente notícias sobre o caso no impresso e no site, o Jornal de Brasília se mostrou relapso. Em uma semana, publicou apenas três matérias sobre o assunto. Os leitores do Correio tiveram a oportunidade de expor suas opiniões tanto na coluna Sr. Redator, quanto na página da internet, coisa que não aconteceu com o outro veículo.
Na televisão o assunto deu margem a bastante discussão. O DFTV levou sua equipe para o local, deu espaço para os gestores e as autoridades se posicionarem sobre a crise da instituição e questionou quais providências seriam tomadas. O telejornal ainda deixou acessível na internet o VT da matéria e o texto escrito com espaço para comentários dos internautas. Já o DF Record não utilizou nenhuma ferramenta da Web, dificultando a busca de informações sobre o caso Caje.
Durante a programação de notícias nas rádios Band News e CBN que ouvimos não identificamos nada que envolvesse o Caje. Ao recorrermos a internet, encontramos no arquivo uma nota feita em 2003 sobre uma outra rebelião no local. Prova de que o problema não é recente e continua sem solução.
Comportamento ou espetacularização do entretenimento?
Não há uma padronização ou um agendamento do “assunto do momento” por parte dos principais veículos de comunicação do país. Verifica-se que cada um, de acordo com a linha editorial, relaciona questões leves, de caráter comportamental, aos temas mais densos e delicados tratados no veículo.
Não há, com isso, a preocupação de que tais assuntos se relacionem com a discussão pública que é instaurada pelos meios de comunicação sobre determinada temática.
Observa-se, que a cobertura dada pela mídia não é igual. A imprensa brasileira detém cada vez mais a presença de gatekeepers, que atuam na filtragem das informações tidas como “relevantes”. Atualmente, o que poderia ser considerado um assunto comportamental passa a ser abordado como uma questão de entretenimento. Revistas, jornais, programas de televisão e de rádio passam a registrar assuntos vinculados às pessoas públicas, tidas como celebridades. O termo “Paparazzi” passa a ser do conhecimento popular porque é, sempre, relacionado à perseguição de celebridades com o fito de obter alguma informação e/ou imagem inédita. Nessa perspectiva, a abordagem passa a ocupar um espaço de relevante impacto nos meios de comunicação que perdem o viés informativo e passa a transmitir questões de entretenimento.
Na última semana, um dos destaques de jornais, principalmente on-line, foi a premiação da cantora norte-americana Britney Spears. Ela foi uma das apresentadoras da 25ª edição do MTV Vídeo Music Awards (VMA), maior premiação de videoclipes realizado pela rede de TV nos Estados Unidos. Britney foi campeã nas categorias Clipe do Ano, Clipe de Cantora e Clipe Pop. A cantora é um dos exemplos de como o comportamental acaba virando entretenimento com a invasão da privacidade de celebridades. Durante o ano de 2007, a cantora foi extremamente criticada pela “imprensa”. As criticas, todavia, não eram acerca de assuntos tidos como de interesse público e, sim o fato da artista estar acima do peso e por viver conjugais e familiares. A exposição da norte-americana foi tão grande, que nas notícias da premiação do VMA deste ano, como no OGlobo On-line e no site G1, ela foi titulada como uma estrela, mas que não apresentou nada além das expectativas.
Perde-se, com isso, em se tratando dos assuntos comportamentais, a lógica da mídia que é o cumprimento da função social: representar de forma jornalística a reconstrução da realidade, por meio da seleção de aspectos a serem destacados, silenciados, traduzidos, entre outros. Nessa perspectiva, a espetacularização de ações do cotidiano, pelo simples de fato de serem praticadas por pessoas públicas, principalmente do meio artístico, tende a ocupar um espaço cada vez maior nos veículos de comunicação. O princípio, nesse caso é “entreter para vender mais", e, não informar para que a sociedade seja senhora de si.
Camila Costa, Jacqueline Silva, Layla Fuezi, Natália Pereira, Tamara Almeida, Samuel Júnior
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Negócios suspeitos sob as asas Varig
Internautas, hoje vamos falar sobre a cobertura jornalística com relação à denúncia de suposta irregularidade na compra da empresa Varig pelo grupo Varig Log.A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu afirmou ao jornal “Estado de S. Paulo” que a Casa Civil pressionou a Anac para aprovar a venda da companhia aérea ao fundo norte-americano Martlin Patterson associado a três empresários brasileiros, acionários da VarigLog.
Segundo Denise, a ministra Dilma Rousseff defendeu a omissão da nacionalidade dos recursos empregados pelos novos líderes da empresa e a participação de cada um nas ações da viação aérea, a fim de burlar a legislação brasileira.
Para nós, é legítimo o foco jornalístico sobre a legalidade ou não da compra da Varig. Mas falta o principal: os veículos não questionam os órgãos públicos responsáveis pelo serviço aéreo brasileiro a respeito da estrutura deficiente da aviação no país.
Esperamos que a resposta não venha por meio de mais um desastre aéreo como o da Serra do Cachimbo ou do Aeroporto de Congonhas.
Eco-economia

As notícias de meio ambiente dos jornais Folha de São de Paulo e Estado de São Paulo estão pautadas no caderno de Economia. O curioso é que o referencial é diretamente ambiental, e não necessariamente financeiro. A edição de hoje de FSP é um bom exemplo. O título da matéria: “Lobão diz que mudança em Jirau gera ganho ao ambiente”. Apesar do título com referência ambiental, e a matéria estar dentro do caderno de economia, o conteúdo da matéria é de...política.
A notícia, basicamente declaratória, é pautada a partir de afirmações de dois ministros.
O lide é o ministro de Minas e Energia. “O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse ontem à Agência Brasil que a proposta de alteração do projeto original para a hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), anunciada pelo consórcio vencedor do leilão, representa um "ganho ambiental e não um prejuízo". O jornal não informou com precisão o que seria um ganho ou prejuízo à região. Limitou-se a uma outra afirmação, dessa vez do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. “Segundo o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), o Ibama recebeu anteontem a justificativa da mudança do local da usina. "Essa decisão [sobre o deslocamento] vai ser rápida, objetiva e calcada em pareceres técnico", disse.
E foram justamente as declarações dos ministros a notícia de Meio Ambiente em Estado de São Paulo. O jornal optou pela parte política, sem sequer citar que as mudanças no projeto podem trazer prejuízos ou benefícios ao meio ambiente.
“Se depender dos discursos dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, as brigas entre os dois ministérios são coisa do passado. Numa demonstração de que pretende trabalhar em parceria com Lobão, Minc anunciou ontem que o Ibama deverá antecipar a emissão da licença de instalação da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, permitindo o início das obras.
E a intriga política continuou:
O ministro Edison Lobão aproveitou a solenidade para elogiar o colega do Meio Ambiente. “Tenho uma aliança com o Minc, que é indestrutível. Não há intriga que nos faça separar”, declarou . Lobão disse que a relação com a ex-ministra Marina Silva não era ruim. “Mas devo admitir que melhorou significativamente com o novo ministro, que tem visão muito próxima da minha no que diz respeito à rapidez com que as licenças devem ser examinadas.”
SPORT X CORINTHIANS

Fugindo do circuito Rio – São Paulo, um time do Nordeste conquista a copa do Brasil.
Nesta quarta-feira, dia de decisão pela Copa do Brasil, muitos se surpreenderam com a força do leão.O Sport venceu o Corinthians por 2 a 0 e conquistou o título. Além disso, quem vencesse garantia classificação para a Libertadores da América em 2009.
Chegar a essa posição não foi fácil. O Sport teve que enfrentar times fortes como Vasco, Palmeiras e Internacional. Mas passou por todos eles e conquistou o campeonato.
Agora vamos ao jogo. Segundo a Folha de São Paulo a partida começou equilibrada e o Sport não se mostrou intimidado diante do Corinthians, mas jogou mais recuado. Já o Corinthians, marcou muito bem e impediu que o Sport pressionasse a defesa, mas não obteve sucesso.
O site do Correio trouxe também um “recado” do jornal Diário de Pernambuco: "Alguns dias demoram mais do que os outros. Hoje, acreditem, o tempo não vai andar. Estamos vivendo um dia que nunca irá acabar. Que vai morar para sempre na memória de cada torcedor do Sport". Festa para o time pernambucano.
Bianka de Sousa
Ao vencedor, tudo!
Vou ter que concordar com o técnico do Corinthians, Mano Menezes, sobre as manchetes de futebol após o resultado do jogo entre Sport e Corinthians na quarta-feira passada (11): “a quem ganha todo o mérito, a quem perde, nada”. Pelo menos foi essa a percepção diante da análise da matéria veiculada pelo Globo Esporte, na TV Globo, na quinta-feira (12). Essa foi a única aparição do time que perdeu.
Com uma longa matéria sobre o time vencedor da Copa do Brasil, o Sport, a reportagem foi a primeira a ser exibida no programa. Vestiário dos jogadores, imagens do troféu, sonoras de jogadores, do goleiro, do técnico do Sport, Nelsinho Batista, uma mostra do jogo e da animada torcida. Tudo demonstrou a euforia dos jogadores e de todos que torciam pela vitória inédita do time pernambucano
Aline Hanriot
Expressar opinião ao transmitir jogos tem sido atitude comum em coberturas esportivas
Os fãs do esporte, mais especificamente do futebol, sempre reclamam, “Este juiz é ladrão”, “aquele bandeirinha rouba pra mãe dele, não marcou o pênalti”, “a arbitragem no geral foi péssima”. Não se ouve apenas isto numa partida, muitos reclamam. “Você viu como o narrador gritou com mais vontade o gol do time tal, ou como ele falou com mais entusiasmo do jogador x”. Coisa comum hoje em dia, a parcialidade tomou conta do futebol e tem sido o centro de boas discussões em botequins, faculdades, trabalhos e etc e etc.
Tudo bem, tudo bem. Jornalistas também podem torcer, está certo. Mas daí a deixar clara em plena cobertura esportiva, o time para o qual torcem ou o jogador que mais admiram é demais né. Foi com um início incomum que o jornalista Luciano do Vale deu partida ao seu programa Apito Final, na TV Bandeirantes. Ele começou a transmissão com uma crítica clara aos “colegas” de profissão, por conta de sua cobertura tendenciosa à partida Sport e Corinthians.
“Isso não é jornalista, é radialista”, esta foi umas das afirmações de Luciano que exaltado, exclamava que estes caras precisavam fazer faculdade para trabalhar. “Eles não têm diploma”, afirmou. Correta ou não a postura de Luciano, o importante disso tudo é perceber que determinados conceitos do jornalismo não devem mudar, que a imparcialidade é necessária e inflexível. Mas vamos lá Luciano, também não era para tanto, todo mundo sabe de seu passado. Afinal, você não é conhecido como um dos jornalistas mais imparciais da TV, mas valeu o recado.
Alan Paulo
Jornalismo esportivo é apenas futebol?
Por que ver um dia depois no jornal impresso o resultado de um jogo de futebol que foi transmitido ao vivo pela televisão e rádio? O que teria de diferente nas paginas do jornal tradicional? Será que algum detalhe que as lentes não conseguiram pegar e o jornalista que estava de serviço para o impresso teria conseguido ver? O jornalismo esportivo no Brasil resume-se basicamente a futebol. Quase não se vê reportagens de outros esportes. O impresso ganharia mais se investisse nos esportes menos comentados, como por exemplo, trilhas e Box. Os pugilistas são lembrados apenas em ocasiões especificas, como por exemplo, no Pan. Depois disso eles tiveram espaço no jornalismo?
Se o jornalismo esportivo do Brasil trabalhasse com os outros esportes eles ganhariam novos leitores, telespectadores ou ouvintes. Os atletas de esportes menos divulgados ganhariam notoriedade com a cobertura jornalística mais democrática.
Victor Cabral
Mais um poço de petróleo é descoberto pela Petrobras
Crítica:
O jornal Estadão deu mais destaque a matéria, ela é mais extensa, que o outro jornal analisado, e contém partes de uma nota divulgada pela assessoria do Ministério do Trabalho, com aspas do ministro. Na matéria o ministro falou aos jornalistas que eles ficarão sabendo nas próximas semanas, sobre a quantidade de Petróleo que o Brasil possui e afirmou ainda que isso é tema do Ministério de Minas e Energia e que não pode falar mais nada sobre o assunto. Foi divulgado ainda na matéria que fontes teriam revelado que o reservatório de óleo seria ainda maior do que o de Tupi, o bloco mais promissor até agora, com reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Ou seja, a matéria explica o assunto em cima das aspas do ministro e não dá detalhes sobre a descoberta de petróleo, sobre o que é camada pré-sal e por ai vai.
A matéria do outro jornal analisado G1, está mais explicativa tirando as dúvidas dos leitores em relação à profundidade do poço, aonde foi encontrado o petróleo e ainda traz o recurso do mapa apontando a distância entre o poço e a costa. O site usa também o recurso de link que explica os diferentes tipos de petróleo. A única aspa existente na matéria é a do diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires.
Alunas: Gabriela Gralha, Maria Thereza e Roseane Teixeira
O NOVO IMPOSTO PARA SAÚDE
G1Estadão.com
A cobertura sobre a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) lembra outras situações que mobilizaram a imprensa anteriormente. A cobertura do mensalão e uma mais atual, a crise envolvendo a governadora do Rio Grande do Sul (RS), são exemplos de coberturas semelhantes. A analogia se dá pelo viés. Em todos os casos é perceptível a “amnésia” dos veículos. Explico. No caso da CSS, ao comparar, com toda propriedade, a nova “contribuição” à CPMF, esquecem-se de que quem criou a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira não foi o atual Governo. E assim passaram toda semana acusando o Lula de trazer de volta o que já estava morto. Acredito que bastava dizer que a cobrança é um absurdo e que é necessário acabar com os assaltos aos cofres públicos. Lembrando do mensalão percebo que eles esqueceram, durante a cobertura, de lembrar que o mensalão nasceu em minas, entrando no cenário político pela direita e não pela esquerda. E pra terminar, esquecem que o pedido popular de impeachment de Yeda Crusius (PSDB) não é pra transformá-la em vítima e sim, caso não se lembrem, para justificar o sentido de ética ante a políticos que usam de tudo para chegar e manter o poder.
Cobertura imprenso
O Estado de São Paulo fez uma cobertura ampla. Os empresários e o presidente do Senado forma escutados. Dando uma boa perspectiva do que a Contribuição Social para a Saúde (CSS) causará na sociedade brasileira. Porém o jornal deixou prevalecer o seu lado conservador, pois somente os lados negativos do novo imposto foram colocados. O assunto também foi levado para o lado da disputa para a prefeitura de São Paulo. Mostrando as farpas trocadas entre Alckmin e Marta Suplicy em relação ao imposto. O Correio Braziliense foi mais neutro, deu espaço para os benefícios que a CSS traria para a saúde. Um interessante infográfico foi colocado na matéria, informando aos eleitores como cada partido votou na criação do novo tributo.
TV
O Jornal Nacional levou a informação aos telespectadores de maneira simples e objetiva. As críticas chegam de todos os lados. Mesmo assim, os aliados do governo insistem em ressuscitar o imposto do cheque e agora dizem ter encontrado uma espécie de atalho para aprovar a proposta no Congresso. No Palácio do Planalto, a preocupação é que o Congresso garanta uma fonte de recursos para a saúde. A cobrança foi feita pelo presidente Lula em uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
A cobrança da CMPF terminou no dia 31 de dezembro do ano passado. Ainda assim, no quarto mês de 2008, o governo bateu o quarto recorde de arrecadação de impostos. Em abril, foram mais de R$ 59 bilhões – 11,44% a mais do que no mesmo período do ano passado.Já a TV Band, foi mais rápida ao passar a notícia . Semana decisiva para o Governo. A nova CPMF deve ser votada na Câmara, nesta terça-feira. Mas, a oposição promete jogar duro para evitar a aprovação do imposto.
Bruno Nascimento
Felipe Romero
Márcia Lima
Futebol europeu para jornalista brasileiro ver
Grupo: Bianca Moura, Marcella Cibreiros e Patrícia Álvares
Já diz o ditado popular que esporte, política e religião não se discutem. Então imagino a dificuldade de um jornalista de discutir sobre o primeiro assunto, quando envolve o seu time do coração. Quando é Copa do Brasil nem se fala, a tão discutida imparcialidade jornalística dá espaço para uma das grandes paixões nacionais. Mas quando o tema em pauta é a EUROCOPA? Não é nenhum time brasileiro, multidões desse lado do oceano não se reúnem na frente da TV para acompanhar as partidas.
Esses podem ser alguns dos motivos para comprovar que não há razão para não existir imparcialidade da parte dos jornalistas. Errado. A começar pelos blogs de esportes. Juca Kfouri já admitiu que seu coração bate mais forte por um time paulista, mas no começo do campeonato europeu escreveu um texto, muito bonito por sinal, sobre a goleada da Holanda em cima dos franceses. Em seu blog não existe imparcialidade nenhuma, mas ainda pode ser relevado, já que o espaço serve justamente para isso. Mas no seu programa diário na rádio CBN, ele exprime as mesmas opiniões. Se ele puxa a sardinha para um lado, o seu maior concorrente no ramo puxa para o outro. Milton Neves no seu programa também diário na Band News narra “imparcialmente” todos os fatos, até o final quando termina sempre com um comentário pessoal. Sua opinião. Na TV, a imparcialidade dura um pouco mais, até a final do campeonato, quando o homenageado ganha todas as regalias.
Holanda vence por 4x1 da França na primeira fase do campeonato. É a mesma França, que já tirou o Brasil de duas copas e tinha um craque chamado Zidane. Glorificada com uma das melhores seleções, essa semana foi massacrada inesperadamente pelo adversário, e também, como não pode deixar de ser, pela tão massacradora mídia. Inclusive a do lado de cá do oceano. Futebol é coisa que não se discute, só assiste e escreve, com o máximo de imparcialidade possível, se é que existe isso nesse meio. Quando se trata de uma das paixões nacionais, as pessoas perdem a razão, até mesmo os jornalistas.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A saúde antes do CSS
O tema mais recorrente sobre a saúde é sem sombra de dúvidas a volta do ICMS. Vestido de CSS ou Contribuição Social para a Saúde, ele foi aprovado ontem (10/06) na votação da Câmara. Na semana passada, entretanto, o Ministro José Gomes Temporão declarou durante a abertura do 2° Seminário Internacional de Regulação da Saúde Suplementar, no Rio de Janeiro, que havia outras formas de garantir recursos. segunda-feira, 9 de junho de 2008
Caso Fritzl

O site de notícias, g1 e o estadão atualizam o tema contando sobre "onde anda fritzl". Os repórteres falam que a justiça estendeu a prisão do senhor de 73 anos por mais dois anos e que muito provavelmente só irá ser indiciado em setembro.
Mas e até lá? Onde está a vítima Elizabeth? Ninguém mais quer saber como ela está? Nem entrevistá-la? E a filha que está internada? O que aconteceu com ela essa semana?
A repercussão do caso foi tão grande, que a mídia online usou o mesmo para fazer comparações com o da menina Natasha Kampusch e também com o do homem argentino Eleuterio Soria, que foi apelidado pela imprensa de "austríaco argentino".
A mídia online quando o assunto ainda está quente, faz de tudo pra dar qualquer notícia sobre o assunto, mas com o passar do tempo, as coisas são simplesmente esuqecidas e atualizadas quase como uma obrigação. E quem quiser saber sobre o assunto que ache outro meio.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Até quando vamos resistir?

Investidas estrangeiras são cada vez maiores sobre o maior bem nacional
O que o Brasil pensa sobre a investida do capital estrangeiro na Amazônia? Que medidas a República está tomando para frear a campanha ostensiva de entidades internacionais que financiam e incentivam a compra de florestas públicas no Brasil? São com essas perguntas que a Agência Amazônia de Notícias inicia a matéria sobre a venda de terras na Amazônia.
O New York Times questiona a soberania do Brasil. Indiferente às leis soberanas nacionais, o jornal mais influente dos Estados Unidos insinua que a Amazônia deveria ser propriedade das nações.
Volta e meia surgem na impressa discussões sobre a quem pertence a Amazônia. O assunto é bem polêmico e estava caindo no esquecimento da população brasileira, mas a venda de terras na Amazônia a estrangeiros que recebeu grande destaque durante a semana passada resgatou o assunto.
Este tema foi o centro de várias discussões, fóruns e seminários que debatem a importância da preservação, o alto valor do bem natural, entre outros temas. A equipe do Fantástico divulgou uma longa reportagem sobre isso, no domingo passado (1º), comentando inicialmente sobre o relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que levanta suspeita sobre a atuação da ONG Cool Earth em áreas públicas da Amazônia. Segundo a reportagem da Agência Amazônia, esse mesmo empresário, que é um braço-forte do governo britânico, decidiu pôr um preço na Amazônia: US$ 50 bilhões.
A repórter do Fantástico foi até Londres entrevistar o diretor da ONG e empresário sueco, Johan Eliasch, apontado como o maior comprador de terras amazônicas.
Não há dúvidas que a Amazônia é do Brasil, entretanto, parece que outras nações não pensam da mesma forma. A matéria mereceu todo o destaque por ser um assunto de interesse social.
É um absurdo a nossa floresta ser retalhada independente do preço a estrangeiros, ainda mais com suspeita de ilegalidade. A Amazônia é do Brasil e a defesa dela é a defesa da soberania nacional.
Ciclo vicioso
Cecília Lopes, Gabriel Guimarães, Heloisa Caixêta e Milton Junior. Aumento do consumo mundial de energia
. Produção incompatível de alimentos
. Aumento dos preços dos alimentos
. Taxa Selic sobe para 12,25% ao ano
. Queda de consumo
. Economia nacional estabilizada
. Consumismo em alta
. Aumento do consumo mundial de energia...
Dois assuntos foram os protagonistas desta semana em economia: inflação e aumento do preço dos alimentos. Considerando a globalização o resultado é algo absolutamente natural. Conseqüências, apenas conseqüências.
A mídia não tem poderes para ir além do que vem fazendo. Alertar o público sobre as reflexos dos seus atos. Poluição, gera o aquecimento global. Consumismo exacerbado gera:
. Aumento do consumo mundial de energia
. Produção incompatível de alimentos
. Aumento dos preços dos alimentos
. Taxa Selic sobe para 12,25% ao ano
. Queda de consumo
. Economia nacional estabilizada
. Consumismo em alta
. Aumento do consumo mundial de energia...
Obama X Mccain
O Portal BBC Brasil deu uma ampla cobertura para as prévias das eleições americanas de novembro. Desde o começo do ano várias reportagens mostraram o desenrolar das prévias democratas e republicanas. O BBC Brasil teve matérias que iam além do que era mostrado nas outras mídias, pois se aproveitando do seu prestígio internacional conseguiu um lugar privilegiado de fontes dos ambos os lados das prévias. O time de repórteres é outro ponto forte, nomes como Lucas Mendes e Caio Blinder fizeram boas análises da vitória de Obama. O portal G1 também foi fundo nas análises, a renúncia de Hillary Clinton teve destaque com várias matérias. Nelas foram enumeradas as principais dificuldades que Obama terá para vencer John McCain nas eleições de novembro. Destaque para o mapa com tecnologia “flash” para informar os leitores em quais estados cada candidato ganhou.
TV
Jornal Hoje
Jornal do SBT
Há algumas semanas, a disputa dentro do partido Democrata pela indicação para concorrer à presidência dos Estados Unidos em novembro, vinha tomando ares de já ganhou nos telejornais. Analistas, âncoras e repórteres mais afoitos davam como certa a vitória de Barack Obama sobre Hillary Clinton. Esta semana Obama ultrapassou os 2118 delegados necessários para a nomeação, confirmando assim, a previsão dos jornalistas de plantão. Assim que o senador se declarou como candidato Democrata, começaram as especulações para saber quem será o vice. Como prêmio de consolação, alguns jornais mostram toda a sua preferência por Hillary, sendo taxativos em suas análises ao afirmarem que só com Clinton ele chegará à Casa Branca.
Vitória de Obama nas primárias
Folha de São PauloCorreio Braziliense
A cobertura do Correio Braziliense da vitória de Barack Obama sobre Hillary Clinton nas prévias do Partido Democrata para a eleição de novembro mostrou mais preocupação em traçar perspectivas para a disputa entre democratas e republicanos do que em recapitular a disputa entre os senadores democratas. A Folha de SP preocupou-se em tratar do futuro de Hillary nas eleições, trazendo a informação de sua possível candidatura à vice-presidência dos EUA. O jornal paulistano trouxe declarações de John Mccain, adversário de Obama na eleição, tratando o democrata como favorito para o pleito. O Correio traçou retrato geográfico da disputa pela presidência, trazendo os estados "mais importantes" para a disputa, aqueles que costumam decidir as eleições pela histórica indecisão entre democratas e republicanos. Ambos os jornais trouxeram números que apontam empate técnico entre Mccain e Obama. O Correio Braziliense pecou ao trazer uma abordagem mais interpretativa da notícia, enquanto a Folha de São Paulo abordou a notícia de forma mais factual.
William Granjeiro
Felipe Romero
Bruno Rocha
Márcia Lima
Procurador-Geral de Roraima é preso por suspeita de pedofilia.

O procurador-geral de Roraima, Luciano Alves de Queiroz, foi preso nesta sexta-feira acusado de participar de um esquema de tráfico de drogas e prostituição infantil. Ao todo, as oito pessoas envolvidas foram presas.
Crítica:
O jornal que apresentou mais destaque na capa foi o Correio Braziliense, porém, quando se vai ler a notícia, é extremamente resumida. A matéria começa com a prisão do então procurador-geral e das outras sete pessoas envolvidas. Depois fala sobre a reação do governador de Roraima, que se lamenta pelo ocorrido e logo em seguida cita, como uma retrospectiva que foi o Procurador-Geral que suspendeu, em março, a Operação Upatakon 3, para a retirada de não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol.
Na Folha On-Line, a matéria tem pouco destaque inicialmente, mas é bem mais detalhista. Fala sobre a prisão das oito pessoas, que horas a operação Arcanjo foi deflagrada, como a investigação começou - através de denúncias e imagens que comprovam o envolvimento dos acusados em pedofilia.. A matéria tem o cuidado de não citar o nome das crianças e nem dos responsáveis por elas, cumprindo o ECA, quantos oficias da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança participaram da operação e dedica um tópico só para falar da reação do governador de Roraima e a decisão de afastar o procurador-geral do cargo.
Mas, a matéria mais completa foi feita pelo jornal O Globo, que foi cheia de detalhes e bem explicativa, contextualizando a notícia e falando sobre o rumo que ela tomará. A matéria começa falando sobre a prisão dos envolvidos. Coloca ainda os crimes pelos quais a “quadrilha” está sendo acusada: prostituição infantil, estupro presumido, exploração infantil, corrupção de menores e atentado violento ao pudor. Fala que as crianças envolvidas estão viciadas em cocaína e que pertencem a famílias humildes de Boa Vista. Cita as imagens do procurador pegando crianças e levando para motéis, sobre as conversas telefônicas gravadas e quanto ele pagava por cada programa. Fala também sobre a Operação Upatakon 3, sobre a reação do governador de Roraima e termina dizendo que as crianças serão ouvidas e os pais serão chamados para prestar esclarecimentos.
Sem transporte e sem voz
la mêm chose
Grupo: Juliana Boechat e Filipe CoutinhoOs cadernos de cultura da maioria dos veículos de comunicação são assim: a mesma coisa.
A internet deu alternativa ao leitor. Hoje em dia, quem quer ler algo diferente, interessante, sem viés e linha editorial, deve, então, acessar a internet. Dois exemplos demonstram isso:
Correio Braziliense
Quem lê o caderno de cultura do Correio se depara com muitas páginas. Mas se decepciona ao perceber que metade delas é reservada para programação da televisão paga e aberta, cinemas, teatros e os shows da cidade.
As capas nunca deixam a desejar: sempre bonitas, bem diagramadas e coloridas. Elas são o carro chefe das matérias mais elaboradas, pautadas e apuradas. Mas esse tipo de matéria é escassa. No jornal, costumam ser umas três por dia. O resto é cruzadinha e o jogo dos oito erros, sempre em primeiro lugar no painel que mede a leitura dos assinantes do jornal. As matérias "elaboradas" nem aparecem na "votação".
As capas são, na maioria das vezes, matérias sobre um super-filme hollywoodiano, eventos em lugares super-conhecidos ou ainda sobre novidades da Record, Globo e Bandeirantes.
E onde estão as bandas independentes? Os artistas desconhecidos? As peças de teatro de graça em centros culturais pouco visitados?
Não aparecem!!!
O motivo: falta de espaço, linha editorial, qualquer coisa que tente justificar o injustificável. Elas não estão ali e ponto.
Internet
É aí que entra a internet. Para quem gosta de música, por exemplo, o kotonete.blogspot.com dá um banho de informação para os leitores-ouvintes. Ali está disponível, além de músicas e discografias para fazer download, explicações e histórias sobre as bandas e uma pequena análise do tipo de música para situar os ouvintes de primeira viagem.
Vamos mexer mais no mouse: coloca no google o que procura e você acha. A Revista Cinética é uma revista virtual com jornalistas, cineastas, pessoas comuns, que têm atividades cotidianas, mas tiram um pouco do tempo para postar no site. São críticas de filmes fora do circuito comercial e análises profundas de cada um. Assim como tem de cinema, tem de literatura, artes plásticas e tudo o que for possível. Hoje a internet é assim.
Para os mais preguiçosos, que navegam pouco na internet, estão na cara os blogs dos sites de jornal. Folha e Globo têm bons especialistas. Lá, existe a liberdade. E aí, se o blogueiro for bom , atualiza os fiéis várias vezes ao dia. Um exemplo é Marcelo Coelho. O jornalista atualiza mais de uma vez ao dia, tem uma boa freqüência de postar todos os dias e sempre tenta analisar ou colocar textos críticos sobre arte e cultura em geral.
Então a saída é essa:
Os amantes das sete artes devem mesmo procurar os blogs independentes. Sem linha editorial. Com tempo, disposição e gosto pela coisa, escrevem, criticam e abrem espaço para discussão da cultura. Tudo isso é o que falta na imprensa de hoje e que vai, aos poucos, perder espaço para os jovens que têm opiniões formadas sobre as manifestações culturais. Eles sim agregam no espaço virtual cada vez mais fãs.
A grande imprensa que se cuide.
Niguém segura esse carro!
tecnologia

Bianca Moura, Marcella Cibreiros e Patrícia Álvares
Quanto maior for a cidade, melhor para combater aquecimento global.
meio ambiente
Quando nos pergutamos quem polui mais, quem mora em uma grande cidade ou quem mora no campo automáticamente a resposta vem a nossa cabeça. Sempre tivemos em mente que quem mora em uma metrópole polui muito mais do que quem mora no campo. Um estudo feito nos Estados Unidos, mostra que não é bem assim que acontece. De acordo com o levantamento feito pela Brookings Institution, pessoas que vivem em cidades poluem individualmente menos que pessoas que vivem no campo por diversos fatores. Por exemplo: as coisas nas áreas urbanas ficam menos distantes umas das outras e o transporte coletivo é mais usado, oque diminui a emissão de poluentes per capita. Já nas grandes cidades, o uso de metrô e ônibus é mais difundido, em uma menor as pessoas precisam usar mais o carro, e por distâncias maiores.
"O desenvolvimento mais compactado das cidades, com paredes divididas e menores distâncias, pode ajudar a reduzir as emissões de carbono por pessoa ou por dólar gasto”, explicou um dos autores do estudo, Frank Southworth.
No rankim de poluentes dos Estados Unidos, as grandes cidades ainda respondem por 56% do total de emissões. A diferença se mantém apenas na média per capita, porque essas áreas concentram dois terços da população americana. Southworth acredita que a mesma diferença deve também ser encontrada em países como o Brasil, que não dependem tanto da queima de carvão para a obtenção de energia.
“Não importa a fonte de energia. Principalmente porque quanto menor e mais isolada é a cidade, mais difícil é fazer as fontes de energia limpa valerem a pena, porque o mercado é muito restrito”, disse ele.
Bianca Moura, Marcella Cibreiros e Patrícia Álvares
Governo de SP erra no "encino"
educação
Foram distribuidas apostilas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo com um erro de português. No caderno de dicas entregue aos docentes de inglês da 8ª série a palavra ensino apareceu grafada como "encino". Segundo o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) professor Carlos Ramiro de Castro, o sindicato ainda não terminou de fazer a revisão em todos os livros entregues para serem usados no segundo semestre, mas esta não é a primeira vez que isso acontece.
"Os livros são entregues aos professores sem nenhuma revisão. No início do ano os professores constataram outros erros. Um deles dizia que o rio Xingu estava no Rio Grande do Sul", disse.
Castro explicou que os livros e apostilas que são impostos pelo governo , não passam pela aprovação dos professores da rede.
"Os livros têm revisão superficial. Eu acho que o Estado tem que recolher o material entregue para corrigir e imprimir novamente", avaliou o professor.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou, o erro de português foi constatado por eles mesmos e logo os professores foram alertados. A assessoria disse ainda que o erro existe apenas na página 11 dos livros dos professores de inglês da 8ª série e é um problema de digitação, já que a mesma palavra está escrita quatro vezes no mesmo livro de maneira correta. O órgão também afirmou que os livros foram elaborados depois da consulta a 3 mil professores e educadores e que há um grupo que faz a revisão. Como os alunos não têm acesso a este material e a Secretaria alegou que tem 76 tipos de apostilas, em que estão grafadas mais de 350 vezes a palavra ensino corretamente, o órgão não achou necessário o recolhimento dos livros.
Bianca Moura, Marcella Cibreiros e Patrícia Álvares

