Depois do alarde da bolsa de valores, notícia das últimas semanas, um outro assunto ganhou espaço no caderno Economia. A crise dos bancários deu uma trela, depois de 15 dias de paralisação nacional. Ainda estão em greve bancos de oito estados do Brasil, onde as negociações continuam. Para quem aceitou os aumentos de até 10%, será uma semana agitada. Muitos cidadãos que se sentiram prejudicados pela greve, prometem processar os bancos.Durante toda a semana, pouco se escutou sobre o assunto nas rádios. A CBN News mandou ao ar somente algumas notinhas. Na quinta-feira, a notícia da paralisação rendeu matérias mais completas, com sindicalistas explicando suas reivindicações e o acordo firmado com Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A rádio Band News publicou apenas uma matéria durante toda semana. Somente no dia 23, assim como na CBN Brasil, o fim da greve foi notícia.Os portais online G1 e Folha Online, como sempre, cumpriram o papel de informar a cada variação de temperamento dos bancários. Com matérias objetivas, sem desperdiçar informações, tanto o G1 quanto a Folha mantiveram o estilo tradicional para deixar os leitores atualizados: sem vídeos, sem gráficos, sem enquetes, com informação. Menos comportadinho que a Folha, entretanto, o G1 conseguiu que tantas taxas, porcentos e vírgulas cedessem espaço para depoimentos de quem sofre com a crise, passando por quem está dentro dela.Na televisão, quase nada sobre. A Record ignorou totalmente o caos bancários e a Globo deu espaço para só uma notinha sobre o fim da greve. Os jornais do DF, mesmo com 23 dias sem bancos na cidade, não pareceram interessados no assunto. Nada saiu no caderno de Economia, nem do Correio nem do Jornal de Brasília. Apenas meia página no Cidades sobre a retomada bancária, nos dois veículos. Aparentemente, a editoria de Economia ainda não deu muito espaço para outro assunto que não a crise mundial, que tem afetado o bolso do brasileiro e dos brasilienses.
Ana Cândida Pena, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Nova novela diária: caso Eloá
O caso do seqüestro do ABC chocou o Brasil. Foram nove dias acompanhando o sofrimento de Eloá Pimentel. O caso, assim como o do ônibus 174 e o da menina Isabela, deixou os brasileiros apreensivos. Durante os nove dias, que vão do começo do seqüestro até a morte de Eloá, todas as mídias exibiram exaustivamente e de todas as formas possíveis, sobre todos os ângulos possíveis a notícia do seqüestro.
Os jornais televisivos foram os que deram mais informações, se for feita uma comparação com as outras mídias. Um dia depois do término do seqüestro a programação do Jornal Hoje foi inteiramente dedicada ao assunto. O jornal teve inclusive um psicólogo, um ex-sargento da polícia, e um especialista em táticas do Gate. Todos deram depoimentos e opiniões sobre o caso.
A âncora Sandra Annenberg interrompeu o psicólogo em umas das respostas dele, por ser contraditória, ao que estava aparecendo. Pelo caso ter caído nas graças do povo, as mídias exploraram de todas as formas possíveis. Alguns jornais, inclusive, deixaram o caso o mais sensacionalista possível.
As imagens que os telejornais exibiam no dia do desfecho foram as mais trágicas. Pareciam que as emissoras estavam batalhando para ver quem mostrava a imagem mais perto da Eloá, sendo carregada pelos para-médicos.
As coisas estão sendo exploradas de um jeito tão exagerado que tudo o que acontece com a Nayara (uma das seqüestradas), ou com a família são reportadas. Inclusive que a sobrevivente deixou comentários em um site de relacionamentos da internet (Orkut) para a falecida amiga, como se fosse uma novela diária do terror
Mínimos detalhes. Assim foi noticiado o enterro de Eloá Pimentel pela rádio CBN. Até os minutos que o caixão levou do velório ao sepultamento foram citados. Além disso, a própria voz do jornalista que noticia a matéria é nebulosa, com muita entonação e emoção. O sensacionalismo se tornou presente na matéria. Falar quantos quilômetros foram percorridos, em certo espaço de tempo é demais para uma reportagem que conta um momento de dor e sofrimento. Enquanto isso, a matéria da Band News FM foi curta e grossa. Falou o essencial, sem rodeios.
Ousada. Assim podemos descrever a matéria do Correio Braziliense, de Ulysses Campbell. O jornalista ultrapassou os "limites" do comum nas matérias sobre o caso Eloá citando as diferenças entre gravações feitas pela Rede Record e pela Rede Globo. A análise foi feita pela própria perita do caso e diz que no material captado por uma câmera da Record, é possível ouvir um estrondo semelhante ao barulho de um rojão. Nas imagens captadas pela TV Globo, que montou uma câmera mais próxima ao apartamento e no lado oposto onde estava a equipe da outra emissora, não há nenhum estrondo. Podemos concluir que as emissoras podem estar manipulando as imagens para conseguir a interpretação desejada? O Jornal de Brasília foi superficial, falando apenas o trivial, sem que houvesse nenhum diferencial entre os outros meios de comunicação.
Grupo: Anna Karla, Caroline Figueira e Eugifran Moreira
Os jornais televisivos foram os que deram mais informações, se for feita uma comparação com as outras mídias. Um dia depois do término do seqüestro a programação do Jornal Hoje foi inteiramente dedicada ao assunto. O jornal teve inclusive um psicólogo, um ex-sargento da polícia, e um especialista em táticas do Gate. Todos deram depoimentos e opiniões sobre o caso.
A âncora Sandra Annenberg interrompeu o psicólogo em umas das respostas dele, por ser contraditória, ao que estava aparecendo. Pelo caso ter caído nas graças do povo, as mídias exploraram de todas as formas possíveis. Alguns jornais, inclusive, deixaram o caso o mais sensacionalista possível.
As imagens que os telejornais exibiam no dia do desfecho foram as mais trágicas. Pareciam que as emissoras estavam batalhando para ver quem mostrava a imagem mais perto da Eloá, sendo carregada pelos para-médicos.
As coisas estão sendo exploradas de um jeito tão exagerado que tudo o que acontece com a Nayara (uma das seqüestradas), ou com a família são reportadas. Inclusive que a sobrevivente deixou comentários em um site de relacionamentos da internet (Orkut) para a falecida amiga, como se fosse uma novela diária do terror
Mínimos detalhes. Assim foi noticiado o enterro de Eloá Pimentel pela rádio CBN. Até os minutos que o caixão levou do velório ao sepultamento foram citados. Além disso, a própria voz do jornalista que noticia a matéria é nebulosa, com muita entonação e emoção. O sensacionalismo se tornou presente na matéria. Falar quantos quilômetros foram percorridos, em certo espaço de tempo é demais para uma reportagem que conta um momento de dor e sofrimento. Enquanto isso, a matéria da Band News FM foi curta e grossa. Falou o essencial, sem rodeios.
Ousada. Assim podemos descrever a matéria do Correio Braziliense, de Ulysses Campbell. O jornalista ultrapassou os "limites" do comum nas matérias sobre o caso Eloá citando as diferenças entre gravações feitas pela Rede Record e pela Rede Globo. A análise foi feita pela própria perita do caso e diz que no material captado por uma câmera da Record, é possível ouvir um estrondo semelhante ao barulho de um rojão. Nas imagens captadas pela TV Globo, que montou uma câmera mais próxima ao apartamento e no lado oposto onde estava a equipe da outra emissora, não há nenhum estrondo. Podemos concluir que as emissoras podem estar manipulando as imagens para conseguir a interpretação desejada? O Jornal de Brasília foi superficial, falando apenas o trivial, sem que houvesse nenhum diferencial entre os outros meios de comunicação.
Grupo: Anna Karla, Caroline Figueira e Eugifran Moreira
Crise no mercado financeiro
A crise econômica tomou conta do noticiário local e internacional. Depois do baque na economia americana, o mundo ficou em alerta. Os veículos de comunicação publicam a todo instante e em tempo real, toda a movimentação nos mercados brasileiro e internacional.
O Jornal Nacional fez matérias diárias sobre a crise econômica. Os altos e baixos da Bolsa de Valores de São Paulo, as cotações do dólar e os mercados internacionais ganharam grande destaque no noticiário. Ao longo da semana, foram mostradas matérias com muitos dados e que resumiam, de forma clara, o que estava sendo discutido no mercado financeiro. O veículo ainda se preocupou em mostrar algumas matérias de serviço, explicando como a crise americana poderia afetar os brasileiros.
Assim como a TV Globo, a Record buscou informar a população brasileira sobre tudo o que ocorre no mercado financeiro. Em notícias diárias, o Jornal da Record mostrava a situação da economia no país e no mundo. A emissora ainda usou como fontes economistas de importantes universidades para ajudar na explicação sobre o assunto.
A Bandnews FM manteve o ouvinte informado durante toda oscilação da crise. Vários especialistas foram entrevistados para esclarecer o cenário econômico. A Rádio ainda deu algumas dicas de como aplicar o capital e não perder o dinheiro investido. Em todos os boletins tinha matérias atualizadas apresentando dados de âmbito nacional e mundial.
Nos jornais impressos, a cobertura foi mais ampla. A crise estava estampada, diariamente, nas principais capas. A Folha, por exemplo, além de informar o assunto, ainda mostrou dados que ajudam o leitor a compreender como a crise começou. Há cerca de um mês, o jornal publicou um especial explicando, de forma clara e objetiva, porque essa é a pior crise desde 1929.
Juliana Ribeiro, Rebeca de Bem, Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves
O Jornal Nacional fez matérias diárias sobre a crise econômica. Os altos e baixos da Bolsa de Valores de São Paulo, as cotações do dólar e os mercados internacionais ganharam grande destaque no noticiário. Ao longo da semana, foram mostradas matérias com muitos dados e que resumiam, de forma clara, o que estava sendo discutido no mercado financeiro. O veículo ainda se preocupou em mostrar algumas matérias de serviço, explicando como a crise americana poderia afetar os brasileiros.
Assim como a TV Globo, a Record buscou informar a população brasileira sobre tudo o que ocorre no mercado financeiro. Em notícias diárias, o Jornal da Record mostrava a situação da economia no país e no mundo. A emissora ainda usou como fontes economistas de importantes universidades para ajudar na explicação sobre o assunto.
A Bandnews FM manteve o ouvinte informado durante toda oscilação da crise. Vários especialistas foram entrevistados para esclarecer o cenário econômico. A Rádio ainda deu algumas dicas de como aplicar o capital e não perder o dinheiro investido. Em todos os boletins tinha matérias atualizadas apresentando dados de âmbito nacional e mundial.
Nos jornais impressos, a cobertura foi mais ampla. A crise estava estampada, diariamente, nas principais capas. A Folha, por exemplo, além de informar o assunto, ainda mostrou dados que ajudam o leitor a compreender como a crise começou. Há cerca de um mês, o jornal publicou um especial explicando, de forma clara e objetiva, porque essa é a pior crise desde 1929.
Juliana Ribeiro, Rebeca de Bem, Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves
Guitarras de brinquedo e suas inovações ganham cada vez mais destaque
Na última semana a onda dos games é o lançamento da nova guitarra do Guitar Hero. Agora Wireless, a guitarra para o jogo de tocar música precisa apenas de duas pilhas para funcionar. Não mais de plástico, agora elas vêm com o corpo em madeira e um acabamento detalhado que lembra o instrumento real. Além disso, os fabricantes lançaram ainda, um modelo "exclusivo" para as meninas, com o ousado formato de coração e em tons de rosa chocantes. O mimo chega às lojas dos Estados Unidos ainda em outubro.
Durante a semana não foi encontrado nos jornais impresso – Correio Braziliense e Jornal de Brasília - nenhuma notícia sobre o lançamento do novo brinquedo do jogo. O mesmo aconteceu com os veículos no rádio e na televisão, – Jornal Hoje e Jornal da Record e na rádio, Band News e CBN - que se focaram em notícias de tecnologia que atingem diretamente, a economia mundial. A divulgação do lançamento da guitarra e suas inovações ficaram restritas aos sites na internet. O que faz sentido, visto que o interesse pela novidade, normalmente é mais procurado pelos jovens que costumam acessar os sites da internet para se manterem atualizados.
Diante disso, resta saber até onde a tecnologia vai chegar com suas inovações que substituem coisas reais e restringem os jovens cada vez mais ao mundo virtual, dentro de suas casas.
Camila Denes, Luiza Andrade e Vítor de Moraes.
Durante a semana não foi encontrado nos jornais impresso – Correio Braziliense e Jornal de Brasília - nenhuma notícia sobre o lançamento do novo brinquedo do jogo. O mesmo aconteceu com os veículos no rádio e na televisão, – Jornal Hoje e Jornal da Record e na rádio, Band News e CBN - que se focaram em notícias de tecnologia que atingem diretamente, a economia mundial. A divulgação do lançamento da guitarra e suas inovações ficaram restritas aos sites na internet. O que faz sentido, visto que o interesse pela novidade, normalmente é mais procurado pelos jovens que costumam acessar os sites da internet para se manterem atualizados.
Diante disso, resta saber até onde a tecnologia vai chegar com suas inovações que substituem coisas reais e restringem os jovens cada vez mais ao mundo virtual, dentro de suas casas.
Camila Denes, Luiza Andrade e Vítor de Moraes.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Ciúme e obsessão: quando o amor se torna insanidade
Tensão. Essa é a palavra que talvez possa definir o início dessa semana no país. Além de toda a situação que permeia a infindável greve dos bancários, um rapaz de apenas 22 anos foi capaz de cometer uma insanidade para se vingar da ex-namorada.
O ABC paulista, mais precisamente Santo André, vive seus dias de apreensão. Na terça-feira, a intenção dos amigos da menina Heloá era formar um grupo de estudo, mas a semana acabou se transformando num verdadeiro caos. Inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg Fernandes mantém, desde o dia 14, a ex-namorada de 15 anos presa dentro da casa dela. Em conversa gravada pelo Jornal da Record, Lindemberg se mostra apreensivo com relação à mãe, mas nada sentido pelo que tem causado à família da menina.
Segundo o Jornal Nacional, a polícia acredita somente na negociação. Uma coisa muito esquisita, e ressaltada pela Folha de São Paulo e pelo Jornal Nacional, é o fato de uma das amigas da seqüestrada ter sido “devolvida” ao cativeiro depois de libertada. Dizem que foi porque a moça quis ajudar a amiga... Mas como? Conversando com o seqüestrador? Ora, se nem os policiais do GATE que são treinados para isso, conseguiram tal feito, como uma menina de apenas 15 anos conseguiria fazer o rapaz se entregar? E mesmo fazendo parte do esquema tramado pela polícia, não deu certo. Agora são duas reféns a serem resgatadas! Em entrevista à Folha, dois membros da SWAT concordam na demora das negociações e da resolução do caso. Realmente, se a polícia fosse mais bem preparada para esse tipo de situação, quem sabe a moça já não estivesse junto com os familiares e o rapaz preso e com acompanhamento psicológico?
A família e os amigos de Lindemberg dizem que ele era esforçado, carinhoso e trabalhador. Como uma pessoa com essas qualidades é capaz de manter uma moça refém por mais de 80 horas, agredir cinco jovens e manter uma delas amarrada? Esse tipo de questionamento a imprensa não faz. Aliás, a imprensa tem questionado (e pressionado) muito pouco a ação dos policias que estão à frente do caso. O que se vê na TV, nos impressos e se escuta no rádio é o fato alarmante do seqüestro. A história toda está sendo tratada de forma muito controversa pelos meios de comunicação. Em um dia você entra em sites para procurar o desfecho da história naquele dia e encontra informações jogadas ao vento, algumas sem confirmação, como dizer que a garota havia sido liberada, e outra até que ela havia sido baleada pelo ex. A cobertura feita pela imprensa é razoável. O sensacionalismo é fortíssimo (como sempre tendeu a ser). Sempre ressaltam que o rapaz está pesadamente armado, mas e quanto à saúde da garota? Alguém tem informação? Os meios de comunicação estão saturados de informações sobre o acontecimento, mas sempre são as mesmas. É como se importasse somente a imagem hollywoodiana de suspense e terror. O filme perfeito para vencer o próximo Oscar!
Carolina Lima, Gustavo Oliveira, Priscila Botão e Rayanne Portugal.
O ABC paulista, mais precisamente Santo André, vive seus dias de apreensão. Na terça-feira, a intenção dos amigos da menina Heloá era formar um grupo de estudo, mas a semana acabou se transformando num verdadeiro caos. Inconformado com o fim do relacionamento, Lindemberg Fernandes mantém, desde o dia 14, a ex-namorada de 15 anos presa dentro da casa dela. Em conversa gravada pelo Jornal da Record, Lindemberg se mostra apreensivo com relação à mãe, mas nada sentido pelo que tem causado à família da menina.
Segundo o Jornal Nacional, a polícia acredita somente na negociação. Uma coisa muito esquisita, e ressaltada pela Folha de São Paulo e pelo Jornal Nacional, é o fato de uma das amigas da seqüestrada ter sido “devolvida” ao cativeiro depois de libertada. Dizem que foi porque a moça quis ajudar a amiga... Mas como? Conversando com o seqüestrador? Ora, se nem os policiais do GATE que são treinados para isso, conseguiram tal feito, como uma menina de apenas 15 anos conseguiria fazer o rapaz se entregar? E mesmo fazendo parte do esquema tramado pela polícia, não deu certo. Agora são duas reféns a serem resgatadas! Em entrevista à Folha, dois membros da SWAT concordam na demora das negociações e da resolução do caso. Realmente, se a polícia fosse mais bem preparada para esse tipo de situação, quem sabe a moça já não estivesse junto com os familiares e o rapaz preso e com acompanhamento psicológico?
A família e os amigos de Lindemberg dizem que ele era esforçado, carinhoso e trabalhador. Como uma pessoa com essas qualidades é capaz de manter uma moça refém por mais de 80 horas, agredir cinco jovens e manter uma delas amarrada? Esse tipo de questionamento a imprensa não faz. Aliás, a imprensa tem questionado (e pressionado) muito pouco a ação dos policias que estão à frente do caso. O que se vê na TV, nos impressos e se escuta no rádio é o fato alarmante do seqüestro. A história toda está sendo tratada de forma muito controversa pelos meios de comunicação. Em um dia você entra em sites para procurar o desfecho da história naquele dia e encontra informações jogadas ao vento, algumas sem confirmação, como dizer que a garota havia sido liberada, e outra até que ela havia sido baleada pelo ex. A cobertura feita pela imprensa é razoável. O sensacionalismo é fortíssimo (como sempre tendeu a ser). Sempre ressaltam que o rapaz está pesadamente armado, mas e quanto à saúde da garota? Alguém tem informação? Os meios de comunicação estão saturados de informações sobre o acontecimento, mas sempre são as mesmas. É como se importasse somente a imagem hollywoodiana de suspense e terror. O filme perfeito para vencer o próximo Oscar!
Carolina Lima, Gustavo Oliveira, Priscila Botão e Rayanne Portugal.
O mundo gira, a bola rola...
O futebol é paixão nacional. Mesmo aqueles que não praticam o esporte, com certeza, indicarão um time de sua preferência numa rodinha de bar. O futebol causa comoção nacional e não só em período de Copa do Mundo. Todos os anos milhares de torcedores acompanham os jogos do Campeonato Brasileiro. Para ver a elite do futebol nacional os amigos se encontram, sofrem ao ver um pênalti ou um lance perdido e se esgoelam ao ver o time do coração fazer aquele gol entalado na garganta...
Especificamente em relação ao Campeonato Brasileiro 2008, série “A”, os ânimos estão alterados. Times considerados da elite do esporte nacional estão ameaçados de rebaixamento para a série “B”. Um pecado sem perdão para os torcedores. Vasco da Gama, Portuguesa e Atlético Paranaense dividem a lanterna do campeonato ao lado do modesto Ipatinga, de Minas Gerais. Já o Santos, o Náutico, o Figueirense e o Fluminense brigam para não trocar de lugar com os lanternas, lutando bravamente, ou nem tanto, para fugir da zona de rebaixamento. Bem distantes dessa realidade reinam absolutos o Grêmio, o Palmeiras, o Cruzeiro e o São Paulo. Neste bloco a briga é pelo título de campeão brasileiro 2008.
Os últimos jogos vão acontecer no dia 7 de dezembro e, até lá, todos os times lutarão com unhas, dentes e pontapés para sagrar-se campeão ou, quem sabe, apenas não ser rebaixado à segunda divisão. Nesse vai e vem a mídia busca o seu espaço. Durante a programação da CBN Brasil o Campeonato Brasileiro é o assunto mais comentado em todos os boletins esportivos. Às quartas-feiras e nos finais de semana a CBN apresenta uma programação especial com a narração ao vivo dos jogos da competição. Após os jogos os narradores debatem a rodada do Brasileirão com especialistas e convidados. Na Band News não é diferente. A cada 20 minutos as noticias esportivas são atualizadas. Outras emissoras de rádio, igualmente, transmitem boletins com dados sobre o Brasileirão como a Club FM e a rede Transamérica de rádio. No Transamérica Esporte são transmitidos jogos ao vivo de terça à quinta-feira, tanto da série “A”, quanto da “B” do brasileirão.
As agências de notícia on line priorizam as informações da série “A”. Para os torcedores “sofredores” que queiram notícias sobre os times da série “B” é necessário ter paciência e vasculhar todos os menus. A única noticia que fica em destaque sobre a série “B” é do time Corinthians, por causa da atuação, tida como fantástica, na segunda divisão.
Nos veículos televisivos o campeonato tem lugar cativo. A Rede Globo mantém diariamente, às 12 horas, o programa “Globo Esporte”. No domingo a partir das 9 horas, a Globo transmite o Esporte Espetacular, com reportagens especiais mais detalhadas. A Band segue o mesmo formato da Rede Globo. Todos os dias, às 12 horas, é exibido o programa Jogo Aberto. E no domingo, quanta coincidência. O Band Esporte Clube, agora em novo formato, traz informações sobre o esporte com todos os pormenores. Notas rápidas também têm espaço na programação televisiva de ambas as emissoras. Os lances mais importantes são mostrados, sempre, ao final das edições. Já os veículos midiáticos impressos trazem informações fragmentadas e apenas comentários sobre os principais jogos da semana.
Nesse ritmo a vida segue. Uns choram e outros vibram, afinal onde houver uma bola rolando todos os holofotes estarão direcionados. Se fosse diferente, não estaríamos no País do futebol.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natalia Pereira, Samuel Laurindo e Tâmara Almeida
Especificamente em relação ao Campeonato Brasileiro 2008, série “A”, os ânimos estão alterados. Times considerados da elite do esporte nacional estão ameaçados de rebaixamento para a série “B”. Um pecado sem perdão para os torcedores. Vasco da Gama, Portuguesa e Atlético Paranaense dividem a lanterna do campeonato ao lado do modesto Ipatinga, de Minas Gerais. Já o Santos, o Náutico, o Figueirense e o Fluminense brigam para não trocar de lugar com os lanternas, lutando bravamente, ou nem tanto, para fugir da zona de rebaixamento. Bem distantes dessa realidade reinam absolutos o Grêmio, o Palmeiras, o Cruzeiro e o São Paulo. Neste bloco a briga é pelo título de campeão brasileiro 2008.
Os últimos jogos vão acontecer no dia 7 de dezembro e, até lá, todos os times lutarão com unhas, dentes e pontapés para sagrar-se campeão ou, quem sabe, apenas não ser rebaixado à segunda divisão. Nesse vai e vem a mídia busca o seu espaço. Durante a programação da CBN Brasil o Campeonato Brasileiro é o assunto mais comentado em todos os boletins esportivos. Às quartas-feiras e nos finais de semana a CBN apresenta uma programação especial com a narração ao vivo dos jogos da competição. Após os jogos os narradores debatem a rodada do Brasileirão com especialistas e convidados. Na Band News não é diferente. A cada 20 minutos as noticias esportivas são atualizadas. Outras emissoras de rádio, igualmente, transmitem boletins com dados sobre o Brasileirão como a Club FM e a rede Transamérica de rádio. No Transamérica Esporte são transmitidos jogos ao vivo de terça à quinta-feira, tanto da série “A”, quanto da “B” do brasileirão.
As agências de notícia on line priorizam as informações da série “A”. Para os torcedores “sofredores” que queiram notícias sobre os times da série “B” é necessário ter paciência e vasculhar todos os menus. A única noticia que fica em destaque sobre a série “B” é do time Corinthians, por causa da atuação, tida como fantástica, na segunda divisão.
Nos veículos televisivos o campeonato tem lugar cativo. A Rede Globo mantém diariamente, às 12 horas, o programa “Globo Esporte”. No domingo a partir das 9 horas, a Globo transmite o Esporte Espetacular, com reportagens especiais mais detalhadas. A Band segue o mesmo formato da Rede Globo. Todos os dias, às 12 horas, é exibido o programa Jogo Aberto. E no domingo, quanta coincidência. O Band Esporte Clube, agora em novo formato, traz informações sobre o esporte com todos os pormenores. Notas rápidas também têm espaço na programação televisiva de ambas as emissoras. Os lances mais importantes são mostrados, sempre, ao final das edições. Já os veículos midiáticos impressos trazem informações fragmentadas e apenas comentários sobre os principais jogos da semana.
Nesse ritmo a vida segue. Uns choram e outros vibram, afinal onde houver uma bola rolando todos os holofotes estarão direcionados. Se fosse diferente, não estaríamos no País do futebol.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natalia Pereira, Samuel Laurindo e Tâmara Almeida
"Nossas crianças, um dever de todos"
Foi lançado no último dia 12, o programa "Nossas crianças, um dever de todos". O programa foi desenvolvido através de uma parceria feita entre o Governo do Distrito Federal, Vara de Infância e Juventude e o Conselho Nacional de Justiça e vai desenvolver projetos para garantir os direitos de crianças e adolescentes. Dentre as ações do programa, a mais adiantada é o Cadastro Nacional de Adoção, que já possui o nome de 1.257 crianças e quase dez mil famílias.
O "Nossas crianças, um dever de todos", funcionará no prédio do Touring, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. Lá, profissionais que trabalham na proteção à infância e à adolescência, juízes e policiais atuarão em conjunto, como já previsto um Núcleo de Ação Integrada
O projeto tem como padrinho o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino e recebe o apoio da seleção brasileira de futebol.
O Bom Dia DF trouxe a cobertura do lançamento do progama "Nossas Crianças, um dever de todos" com detalhes e explicações. O telespectador pôde entender o que é o programa e qual o seu objetivo, claramente. As principais fontes ouvidas foram do padrinho do projeto, Rogério Flausino, José Roberto Arruda, governador do DF e do presidente do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Gilmar Mendes.
Uma matéria completa da Band News mostrou como crianças procuram, no esporte, um modo de sair das ruas. De acordo com o jornal, essa situação é um dos maiores desafios atualmente e será, a partir de agora, o maior objetivo do judiciário e dos governos estaduais. Para o ministro Gilmar Mendes as grandes mudanças nas áreas de infância e adolescência não podem ser respondidas com simples medidas judiciais, é preciso criar políticas adequadas. A reportagem trouxe também a opinião do técnico da seleção brasileira Dunga e do jogador de futebol Kaká.
Na rádio CBN, a repórter fala sobre o novo programa, citando a data em que foi lançado - dia das crianças - e enumerando as ações que serão prioritárias dentro do projeto. É destacado também que o programa começa a ser colocado em prática primeiramente em Brasília, mas que será estendido por outras regiões do Brasil. De acordo com a rádio, o ministro do STF Gilmar Mendes, pediu apoio para que todos atuem nas ações do programa. Rogério Flausina, que esteve presente na solenidade, acredita que o apoio da sociedade é imprescindível em programas como este.
Ao divulgar a Campanha Nossas Crianças, a Rádio Justiça mostrou o que é o projeto e as medidas adotadas por ele. A campanha conta com a colaboração da Confederação Brasileira de futebol. Nas sonoras dos organizadores eles pediram a ajuda da sociedade para que esse projeto tenha resultado positivo. O padrinho da campanha Rogério Flausino e uma menina, Jéssica de 16 anos, também manifestaram sua opinião sobre essa parceria. A cobertura feita pela rádio foi excelente, eles conseguiram mostrar todos os eixos do assunto, abordando desde o principio ate as soluções que pretendem ser alcançadas com esse projeto.
O Jornal do Brasil trouxe uma longa matéria explicando a atuação conjunta do GDF e da Justiça Federal no combate à violência contra o menor no DF. De acordo com o JB, o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acredita que essa ação é apenas o protótipo e que deve se estender para todo o Brasil. Para ele essa atuação deve ser em favor da ressocialização dos menores e da formação adequada das crianças e adolescentes. O jornal traz ainda a opinião do governador Arruda, que ressalta que essa parceria atuará com aquele menor que não tem opção e diminuirá as derrotas nas políticas com as crianças.
O Correio Braziliense apresentou uma reportagem bem completa sobre a parceria firmada entre CNJ e o GDF. O jornal cobriu o evento de inauguração do programa Nossas Crianças, um dever de todos, no qual foi assinado o convênio entre os órgãos. Estavam presentes o governador de Brasília, José Roberto Arruda, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o cantor Rogério Flausino e crianças e jovens de escolas públicas do Distrito Federal. Um adolescente que estava no dia da inauguração e que já esteve envolvido com drogas foi personagem da matéria e a repórter apresentou um depoimento do jovem que revelou a importância de um projeto como esse. De acordo com Arruda as medidas vêm sendo tomadas para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes desde a denúncia de exploração sexual de garotas e garotos no centro de Brasília.
Nenhum dos veículos analisados se destacou como melhor cobertura. Todos apresentaram as mesmas fontes, mostraram os mesmos detalhes e o foco principal foi o evento de lançamento do programa.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos
O "Nossas crianças, um dever de todos", funcionará no prédio do Touring, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. Lá, profissionais que trabalham na proteção à infância e à adolescência, juízes e policiais atuarão em conjunto, como já previsto um Núcleo de Ação Integrada
O projeto tem como padrinho o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino e recebe o apoio da seleção brasileira de futebol.
O Bom Dia DF trouxe a cobertura do lançamento do progama "Nossas Crianças, um dever de todos" com detalhes e explicações. O telespectador pôde entender o que é o programa e qual o seu objetivo, claramente. As principais fontes ouvidas foram do padrinho do projeto, Rogério Flausino, José Roberto Arruda, governador do DF e do presidente do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Gilmar Mendes.
Uma matéria completa da Band News mostrou como crianças procuram, no esporte, um modo de sair das ruas. De acordo com o jornal, essa situação é um dos maiores desafios atualmente e será, a partir de agora, o maior objetivo do judiciário e dos governos estaduais. Para o ministro Gilmar Mendes as grandes mudanças nas áreas de infância e adolescência não podem ser respondidas com simples medidas judiciais, é preciso criar políticas adequadas. A reportagem trouxe também a opinião do técnico da seleção brasileira Dunga e do jogador de futebol Kaká.
Na rádio CBN, a repórter fala sobre o novo programa, citando a data em que foi lançado - dia das crianças - e enumerando as ações que serão prioritárias dentro do projeto. É destacado também que o programa começa a ser colocado em prática primeiramente em Brasília, mas que será estendido por outras regiões do Brasil. De acordo com a rádio, o ministro do STF Gilmar Mendes, pediu apoio para que todos atuem nas ações do programa. Rogério Flausina, que esteve presente na solenidade, acredita que o apoio da sociedade é imprescindível em programas como este.
Ao divulgar a Campanha Nossas Crianças, a Rádio Justiça mostrou o que é o projeto e as medidas adotadas por ele. A campanha conta com a colaboração da Confederação Brasileira de futebol. Nas sonoras dos organizadores eles pediram a ajuda da sociedade para que esse projeto tenha resultado positivo. O padrinho da campanha Rogério Flausino e uma menina, Jéssica de 16 anos, também manifestaram sua opinião sobre essa parceria. A cobertura feita pela rádio foi excelente, eles conseguiram mostrar todos os eixos do assunto, abordando desde o principio ate as soluções que pretendem ser alcançadas com esse projeto.
O Jornal do Brasil trouxe uma longa matéria explicando a atuação conjunta do GDF e da Justiça Federal no combate à violência contra o menor no DF. De acordo com o JB, o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acredita que essa ação é apenas o protótipo e que deve se estender para todo o Brasil. Para ele essa atuação deve ser em favor da ressocialização dos menores e da formação adequada das crianças e adolescentes. O jornal traz ainda a opinião do governador Arruda, que ressalta que essa parceria atuará com aquele menor que não tem opção e diminuirá as derrotas nas políticas com as crianças.
O Correio Braziliense apresentou uma reportagem bem completa sobre a parceria firmada entre CNJ e o GDF. O jornal cobriu o evento de inauguração do programa Nossas Crianças, um dever de todos, no qual foi assinado o convênio entre os órgãos. Estavam presentes o governador de Brasília, José Roberto Arruda, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o cantor Rogério Flausino e crianças e jovens de escolas públicas do Distrito Federal. Um adolescente que estava no dia da inauguração e que já esteve envolvido com drogas foi personagem da matéria e a repórter apresentou um depoimento do jovem que revelou a importância de um projeto como esse. De acordo com Arruda as medidas vêm sendo tomadas para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes desde a denúncia de exploração sexual de garotas e garotos no centro de Brasília.
Nenhum dos veículos analisados se destacou como melhor cobertura. Todos apresentaram as mesmas fontes, mostraram os mesmos detalhes e o foco principal foi o evento de lançamento do programa.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos
Imprensa: Falta profissionalismo, sobra sensacionalismo
O tema comportamento não é abordado de forma linear. Cada veículo aborda assuntos diversos. Contudo, nesta semana a notícia de destaque de todos os jornais foi o seqüestro da jovem, Eloá, de 15 anos. Ela foi mantida refém em cárcere privado por mais de 100 horas, pelo ex-namorado, Limdemberg. Após muitas negociações e horas de desespero. A morte de Eloá foi anunciada no início da noite desta sexta-feira pelo governador de São Paulo. Mas, a informação foi negada e corrigida minutos depois. A jovem foi baleada na cabeça e no abdômen. Ela foi levada para o Centro Hospitalar de Santo André. Até momento, o estado de saúde de Eloá é delicado.
Os veículos impressos repercutiram o caso de maneira mais detalhada. A Folha de São Paulo, por exemplo, explorou o assunto e ouviu a opinião de psiquiatra. O especialista afirmava que Limdemberg vivia uma “fantasia”. A televisão também veiculou informações sobre o caso. Alguns programas reservaram um espaço maior e muitos alegavam, falta de maturidade, ciúmes e o excesso de responsabilidade. A cada dia que passa, os jovens são mais cobrados e pressionados a tomar decisões importantes.
Em linhas gerais, o acontecimento ganhou espaço da mídia. Porém, esbarramos mais uma vez, na barreira que divide o bom jornalismo do sensacionalismo. O episódio foi um prato cheio para aqueles que se importaram apenas, com a audiência e não com a responsabilidade social.
Adimar Junior, Diana Vasconcelos & Hermes Pena
Os veículos impressos repercutiram o caso de maneira mais detalhada. A Folha de São Paulo, por exemplo, explorou o assunto e ouviu a opinião de psiquiatra. O especialista afirmava que Limdemberg vivia uma “fantasia”. A televisão também veiculou informações sobre o caso. Alguns programas reservaram um espaço maior e muitos alegavam, falta de maturidade, ciúmes e o excesso de responsabilidade. A cada dia que passa, os jovens são mais cobrados e pressionados a tomar decisões importantes.
Em linhas gerais, o acontecimento ganhou espaço da mídia. Porém, esbarramos mais uma vez, na barreira que divide o bom jornalismo do sensacionalismo. O episódio foi um prato cheio para aqueles que se importaram apenas, com a audiência e não com a responsabilidade social.
Adimar Junior, Diana Vasconcelos & Hermes Pena
SÃO SILVESTRE ELEITORAL
A ex-ministra Marta Suplicy e o atual prefeito Gilberto Kassab foram para o segundo turno das eleições de São Paulo. Prato cheio para a imprensa, a disputa acirrada pela prefeitura da maior metrópole do país faz é notícia certa em todos os meios de comunicação. Pelo menos até o último domingo de outubro vai ser assim - dia 26 será a grande decisão.
Os telejornais mais assistidos do país, nesta semana, se limitaram a divulgar o sobe e desce das pesquisas do Datafolha e Ibope. O foco dos telejornais nacionais está direcionado para o humor das bolsas de valores mundiais.
As rádios Band News e CBN Brasil tem divulgado, diariamente, a campanha feita pelos candidatos - com matérias embasadas, bem estruturadas e com espaço para os dois lados se manifestarem. O primeiro debate do segundo turno, realizado no domingo (12), foi quente e rendeu matérias para toda a semana nas rádios. No entanto, o interesse pareceu estar muito mais no passado dos candidatos do que nas propostas de cada um. Tanto os comentaristas da CBN quanto da Band deram opinião sobre o andamento da eleição. Uns e outros até se arriscaram a dar palpites de quem vai ganhar a disputa pela prefeitura.
A Folha de S. Paulo está engajada na cobertura do segundo turno do estado. Além das notícias diárias, sempre na cola dos candidatos, a Folha disponibilizou um link especial no site. Lá, o leitor pode ter acesso às pesquisas de intenção de votos, comentários e notícias sobre tudo relacionado às eleições no país.
Já no impresso, as matérias discutem a vantagem de 12 pontos de Kassab e as tentativas da adversária de chamar a atenção. Segundo a Folha, Marta Suplicy se concentrou em fazer fofoca sobre a vida pessoal de Kassab. Na capital, o atual prefeito está em alta. Ganhou mais espaço no Correio Braziliense e várias matérias deram voz ao candidato.
Vale tudo na caminhada pela prefeitura de São Paulo, porque vale tudo aonde se dá ibope. Marta tenta correr atrás do prejuízo do primeiro turno, enquanto Kassab continua com aparência de bom moço. Agora é esperar para conferir, ainda resta uma semana para os eleitores escolherem em quem vão acreditar.
Ana Cândida, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia de Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
Os telejornais mais assistidos do país, nesta semana, se limitaram a divulgar o sobe e desce das pesquisas do Datafolha e Ibope. O foco dos telejornais nacionais está direcionado para o humor das bolsas de valores mundiais.
As rádios Band News e CBN Brasil tem divulgado, diariamente, a campanha feita pelos candidatos - com matérias embasadas, bem estruturadas e com espaço para os dois lados se manifestarem. O primeiro debate do segundo turno, realizado no domingo (12), foi quente e rendeu matérias para toda a semana nas rádios. No entanto, o interesse pareceu estar muito mais no passado dos candidatos do que nas propostas de cada um. Tanto os comentaristas da CBN quanto da Band deram opinião sobre o andamento da eleição. Uns e outros até se arriscaram a dar palpites de quem vai ganhar a disputa pela prefeitura.
A Folha de S. Paulo está engajada na cobertura do segundo turno do estado. Além das notícias diárias, sempre na cola dos candidatos, a Folha disponibilizou um link especial no site. Lá, o leitor pode ter acesso às pesquisas de intenção de votos, comentários e notícias sobre tudo relacionado às eleições no país.
Já no impresso, as matérias discutem a vantagem de 12 pontos de Kassab e as tentativas da adversária de chamar a atenção. Segundo a Folha, Marta Suplicy se concentrou em fazer fofoca sobre a vida pessoal de Kassab. Na capital, o atual prefeito está em alta. Ganhou mais espaço no Correio Braziliense e várias matérias deram voz ao candidato.
Vale tudo na caminhada pela prefeitura de São Paulo, porque vale tudo aonde se dá ibope. Marta tenta correr atrás do prejuízo do primeiro turno, enquanto Kassab continua com aparência de bom moço. Agora é esperar para conferir, ainda resta uma semana para os eleitores escolherem em quem vão acreditar.
Ana Cândida, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia de Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
Células-Tronco: Sinônimo de avanço para o país!

A matéria da Band News FM fala do investimento do Ministério da Saúde em células-tronco. Ela possui duas sonoras da mesma fonte, o secretário de Ciência e Tecnologia de assuntos estratégicos do ministério, que explica que são feitos tratamentos experimentais com células-tronco. Há uma nota pé que ajuda na conclusão do pensamento do ouvinte.
Já a reportagem da CBN diz que o Brasil consegue obter a primeira linhagem de células-tronco embrionárias em território nacional, que será anunciado em Curitiba. A matéria tem 80 segundos e é bem mais curta que a da Band News, com 1'57. Ela também enfatiza que se os estudos não tivessem começado antes da decisão do Supremo, não teria sido possível tal linhagem.
Outra diferença são as sonoras. Na primeira há duas e na segunda não há nenhuma sonora Será que não falta credibilidade na matéria dessa forma?Ainda, fazendo outra comparação, a Band News fala de Curitiba, onde foi lançada a linhagem, sendo por isso, mais recente, e a CBN dá a notícia antes de ser lançada a linhagem, sendo assim, mais antiga.
Agora, analisando jornais impressos a matéria do Estadão abusa das aspas, pois cita muitos trechos de falas do Ministro José Gomes Temporão. As aspas foram escolhidas de forma a passar implicitamente uma opinião do repórter. Um exemplo é quando ele utiliza as palavras "coragem e sensibilidade" se referindo a um elogio do ministro ao STF.
No entanto, ele foi inteligente ao ouvir o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, sobre a montagem de uma rede de terapia celular, para acrescentar novas informações e para que a matéria não ficasse repetitiva.
A matéria da Folha foi mais completa. Além de falar da primeira produção de células-tronco pelo Brasil falou de outros assuntos relacionados à saúde e a ciência no Brasil.
Em televisão, foram analisadas reportagens do Jornal Nacional, em que houve uma breve explicação do que é linhagem embrionária, o que auxiliou o leitor a compreender a reportagem. Apesar de ser clara, a matéria possui um erro: colocar o nome da fonte antes de sua profissão ou cargo, que, na verdade, seria o correto. Ela possui duas fontes, cabeça e destaca claramente que o nosso país, agora, se equipara aos EUA e China, ao contrário do que acontece nas matérias de rádio.
Enquanto que no Em Cima Da Hora, da Globo News, já vai direto ao assunto: o Brasil ter conseguido criar sua primeira linhagem embrionária, depois de 35 tentativas frustradas. A cabeça da matéria é dada por dois âncoras. O segundo âncora faz uma espécie de comentário da matéria que será dada, no entanto, sem ficar muito opinativo. Faltou a matéria esclarecer melhor o que vem a ser essa linhagem.
Já a reportagem da CBN diz que o Brasil consegue obter a primeira linhagem de células-tronco embrionárias em território nacional, que será anunciado em Curitiba. A matéria tem 80 segundos e é bem mais curta que a da Band News, com 1'57. Ela também enfatiza que se os estudos não tivessem começado antes da decisão do Supremo, não teria sido possível tal linhagem.
Outra diferença são as sonoras. Na primeira há duas e na segunda não há nenhuma sonora Será que não falta credibilidade na matéria dessa forma?Ainda, fazendo outra comparação, a Band News fala de Curitiba, onde foi lançada a linhagem, sendo por isso, mais recente, e a CBN dá a notícia antes de ser lançada a linhagem, sendo assim, mais antiga.
Agora, analisando jornais impressos a matéria do Estadão abusa das aspas, pois cita muitos trechos de falas do Ministro José Gomes Temporão. As aspas foram escolhidas de forma a passar implicitamente uma opinião do repórter. Um exemplo é quando ele utiliza as palavras "coragem e sensibilidade" se referindo a um elogio do ministro ao STF.
No entanto, ele foi inteligente ao ouvir o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, sobre a montagem de uma rede de terapia celular, para acrescentar novas informações e para que a matéria não ficasse repetitiva.
A matéria da Folha foi mais completa. Além de falar da primeira produção de células-tronco pelo Brasil falou de outros assuntos relacionados à saúde e a ciência no Brasil.
Em televisão, foram analisadas reportagens do Jornal Nacional, em que houve uma breve explicação do que é linhagem embrionária, o que auxiliou o leitor a compreender a reportagem. Apesar de ser clara, a matéria possui um erro: colocar o nome da fonte antes de sua profissão ou cargo, que, na verdade, seria o correto. Ela possui duas fontes, cabeça e destaca claramente que o nosso país, agora, se equipara aos EUA e China, ao contrário do que acontece nas matérias de rádio.
Enquanto que no Em Cima Da Hora, da Globo News, já vai direto ao assunto: o Brasil ter conseguido criar sua primeira linhagem embrionária, depois de 35 tentativas frustradas. A cabeça da matéria é dada por dois âncoras. O segundo âncora faz uma espécie de comentário da matéria que será dada, no entanto, sem ficar muito opinativo. Faltou a matéria esclarecer melhor o que vem a ser essa linhagem.
Anna Karla Dantas, Caroline Figueira, Eugifran Moreira
“Devemos nos Preocuparmos com o Pobrema do Aunafabetismo”
Vamos ser francos, quem já viu uma palestra do senador Cristovam Buarque já viu todas. É aquele sambinha de uma nota só durante todo o tempo. Educação, educação, educação. Mas será que ele não está mesmo certo? Quero dizer, existem centenas de milhares de problemas no Brasil, e a maioria deles faz com que sejamos esse país com uma bola de ferro amarrada nas pernas. Temos um território de dimensões continentais, uma biodiversidade absurdamente vasta, terras férteis para plantação de um porrilhão de coisas, além de uma quantidade incalculável de petróleo, o ouro negro. E ainda assim continuamos a ser o eterno “país em desenvolvimento”, um termo que alguns proferem com orgulho, mas eu não. Sinto mais que somos as “Províncias de Luxo” dos EUA e da Europa. Mas chega desse papo de amante do comunismo e viúva do Che de que a política neoliberalista profana imposta pelos Estados Unidos e blá blá blá... Não que não faça sentido, mas não é o momento.
Recuperando o raciocínio; muitos desses problemas que nos estapeiam sem luvas de pelica cada vez que saímos na rua poderiam ser minimizados, ou até mesmo extintos, caso o país investisse pesado em educação. É certo de que não veríamos tantas crianças pedindo esmola na rua (muitos orientados por seus pais) e gente mendigando por aí. Também não teríamos medo de que o cara ali parado vá nos roubar a carteira ou daquela galerinha que cheira cola em garrafas vazias de Coca 600. Queira ou não, educação é a base. Criança na escola, motivada e aprendendo, tem 110% de chances de qualificar-se profissionalmente e ajudar o país a crescer. A era do povo burro e facilmente domesticável acabou. Cada um dos cerca de 190 milhões de brasileiros deveria carregar consigo essa responsabilidade, mas, para mais da metade dessa gente as oportunidades passam longe, e só para uma fatia infinitamente menor a faculdade deixará de ser apenas uma palavra solta no dicionário.
Há que se reconhecer que com tudo que aconteceu no mundo essa semana, a educação realmente não tinha muita chance. É a crise econômica acachapante que fez os investidores prenderem a respiração nos últimos dias, são as eleições para “presidente do mundo” nos EUA, são as partidas da seleção brasileira, além do caso do rapaz que entrou numas e resolveu seqüestrar a ex-namorada que não queria papo com ele. Realmente, fica pequeno pra educação...
Assim, o Jornal Nacional fez uma materiazinha só durante a semana, denunciando a prática ilegal que algumas escolas fazem, de cobrar uma grana extra para reservar vagas em suas fileiras. Boa pauta e muito importante, mas foi só. O DFTV fez uma matéria sobre uma escola absolutamente precária em Samambaia, mostrando um retrato fiel do descaso com a educação.
A Record, em seu telejornal local, denunciou um laboratório de informática precário em uma escola de Planaltina. A mesma escola não tem livros para as crianças estudarem, e as mesmas têm que “se virar nos 30” para estudar. O governo e a direção da escola deram respostas evasivas, tipo “eu vou resolver... eu vou...”.
Os impressos nos decepcionaram desta vez. O Correio Braziliense só falou de educação em uma notinha mísera. Nela, lia-se sobre um 14º salário oferecido para os professores e funcionários das escolas da capital que tiverem bom desempenho, que será medido pelo sistema de avaliação da Secretaria de Educação do DF. Boa notícia, inclusive. Esperamos que dê certo. O Globo não foi muito além. Publicou uma nota e uma matéria sobre o tema. Muito pouco para o que o impresso pode fazer, diga-se de passagem. A Folha não foi muito melhor. Dedicou pouco espaço, com algum destaque para uma reportagem sobre ioga pedagógica. A mesma mostrou como técnicas de ioga podem ajudar os alunos a aprenderem as disciplinas escolares.
O rádio, por sua vez, irá carregar o Troféu Saco de M. Não publicou nada referente à educação e vai levar essa com méritos de sobra. E dessa vez o Troféu Balacobaco vai ficar acumulado para a próxima semana. Ninguém o mereceu no quesito educação, então ninguém leva. E está dito.
Em tempo: o título desse post foi tirado de um livro do Casseta e Planeta das antigas. Da época que eles mandavam bem de verdade.
Erik Lima, Amilton Leandro, Nathalia Frensch, Marcelo Brandão, Raquel Bernardes
Recuperando o raciocínio; muitos desses problemas que nos estapeiam sem luvas de pelica cada vez que saímos na rua poderiam ser minimizados, ou até mesmo extintos, caso o país investisse pesado em educação. É certo de que não veríamos tantas crianças pedindo esmola na rua (muitos orientados por seus pais) e gente mendigando por aí. Também não teríamos medo de que o cara ali parado vá nos roubar a carteira ou daquela galerinha que cheira cola em garrafas vazias de Coca 600. Queira ou não, educação é a base. Criança na escola, motivada e aprendendo, tem 110% de chances de qualificar-se profissionalmente e ajudar o país a crescer. A era do povo burro e facilmente domesticável acabou. Cada um dos cerca de 190 milhões de brasileiros deveria carregar consigo essa responsabilidade, mas, para mais da metade dessa gente as oportunidades passam longe, e só para uma fatia infinitamente menor a faculdade deixará de ser apenas uma palavra solta no dicionário.
Há que se reconhecer que com tudo que aconteceu no mundo essa semana, a educação realmente não tinha muita chance. É a crise econômica acachapante que fez os investidores prenderem a respiração nos últimos dias, são as eleições para “presidente do mundo” nos EUA, são as partidas da seleção brasileira, além do caso do rapaz que entrou numas e resolveu seqüestrar a ex-namorada que não queria papo com ele. Realmente, fica pequeno pra educação...
Assim, o Jornal Nacional fez uma materiazinha só durante a semana, denunciando a prática ilegal que algumas escolas fazem, de cobrar uma grana extra para reservar vagas em suas fileiras. Boa pauta e muito importante, mas foi só. O DFTV fez uma matéria sobre uma escola absolutamente precária em Samambaia, mostrando um retrato fiel do descaso com a educação.
A Record, em seu telejornal local, denunciou um laboratório de informática precário em uma escola de Planaltina. A mesma escola não tem livros para as crianças estudarem, e as mesmas têm que “se virar nos 30” para estudar. O governo e a direção da escola deram respostas evasivas, tipo “eu vou resolver... eu vou...”.
Os impressos nos decepcionaram desta vez. O Correio Braziliense só falou de educação em uma notinha mísera. Nela, lia-se sobre um 14º salário oferecido para os professores e funcionários das escolas da capital que tiverem bom desempenho, que será medido pelo sistema de avaliação da Secretaria de Educação do DF. Boa notícia, inclusive. Esperamos que dê certo. O Globo não foi muito além. Publicou uma nota e uma matéria sobre o tema. Muito pouco para o que o impresso pode fazer, diga-se de passagem. A Folha não foi muito melhor. Dedicou pouco espaço, com algum destaque para uma reportagem sobre ioga pedagógica. A mesma mostrou como técnicas de ioga podem ajudar os alunos a aprenderem as disciplinas escolares.
O rádio, por sua vez, irá carregar o Troféu Saco de M. Não publicou nada referente à educação e vai levar essa com méritos de sobra. E dessa vez o Troféu Balacobaco vai ficar acumulado para a próxima semana. Ninguém o mereceu no quesito educação, então ninguém leva. E está dito.
Em tempo: o título desse post foi tirado de um livro do Casseta e Planeta das antigas. Da época que eles mandavam bem de verdade.
Erik Lima, Amilton Leandro, Nathalia Frensch, Marcelo Brandão, Raquel Bernardes
YES! WE CAN!
A dezessete dias das eleições que vão definir o futuro presidente dos Estados Unidos, a mídia impressa brasiliense faz uma cobertura constante do pleito.
Nessa semana, o principal foco do Correio Braziliense foi a prévia e as repercussões sobre o último debate entre Barack Obama e John McCain. As matérias do jornal são feitas na redação. Em algumas colunas comparam as estratégias adotadas por McCain, com as de alguns candidatos brasileiros, como a candidata à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. O texto analisa o vale-tudo das eleições que os candidatos são capazes de fazer para conseguir chegar ao poder.
O Jornal de Brasília, que usa matérias da agência EFE, não pôde se destacar, e manteve um conteúdo que vários outros jornais tiveram. Ou seja, os assuntos relacionados à eleição norte-americana foram os chamados "feijão com arroz". O pré-debate e o pós-debate foram os assuntos abordados. Depois do último debate, o jornal não publicou matérias sobre o assunto.
As rádios CBN e Band News foram mais a fundo. Além de matérias, comentaristas das rádios passavam longos minutos com abobrinhas sobre as eleições, tentando prever o resultado. Mesmo assim, o assunto foi bastante abordado durante a semana.
O fato é que falta pouco tempo para decidir qual será o próximo morador da Casa Branca. E, enquanto isso, muitos democratas e republicanos ainda estão confusos. Não sabem se optam pelo conservadorismo de McCain ou pela promessa de mudança de Obama. Seja nos Estados Unidos ou no Brasil fica claro que "CHANGE: WE NEED".
Camila Denes, Luiza Andrade, Mariana Laboissiére, Vítor de Moraes
Nessa semana, o principal foco do Correio Braziliense foi a prévia e as repercussões sobre o último debate entre Barack Obama e John McCain. As matérias do jornal são feitas na redação. Em algumas colunas comparam as estratégias adotadas por McCain, com as de alguns candidatos brasileiros, como a candidata à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. O texto analisa o vale-tudo das eleições que os candidatos são capazes de fazer para conseguir chegar ao poder.
O Jornal de Brasília, que usa matérias da agência EFE, não pôde se destacar, e manteve um conteúdo que vários outros jornais tiveram. Ou seja, os assuntos relacionados à eleição norte-americana foram os chamados "feijão com arroz". O pré-debate e o pós-debate foram os assuntos abordados. Depois do último debate, o jornal não publicou matérias sobre o assunto.
As rádios CBN e Band News foram mais a fundo. Além de matérias, comentaristas das rádios passavam longos minutos com abobrinhas sobre as eleições, tentando prever o resultado. Mesmo assim, o assunto foi bastante abordado durante a semana.
O fato é que falta pouco tempo para decidir qual será o próximo morador da Casa Branca. E, enquanto isso, muitos democratas e republicanos ainda estão confusos. Não sabem se optam pelo conservadorismo de McCain ou pela promessa de mudança de Obama. Seja nos Estados Unidos ou no Brasil fica claro que "CHANGE: WE NEED".
Camila Denes, Luiza Andrade, Mariana Laboissiére, Vítor de Moraes
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O progresso científico e o retrocesso jornalístico
Desde os bancos acadêmicos de nossa faculdade de jornalismo, aprendemos a velha ordem que jornalista tem que saber falar de tudo. Acima de qualquer outro conceito, está a de que a notícia tem que ser publicada, desde que tenha interesse para o cidadão.
Nunca foi escondido o terror que alguns jornalistas têm pela editoria de ciência e tecnologia, mas deixar de informar que o Congresso aprovou o projeto que permite o uso de cobaias em projetos científicos vai além de picuinhas com a editoria.
A lei Auroca - sem querer deixar minha opinião sobre a mesma, mas esse nome me remete à outra palavra que é coisa de (a) louca -, depois de 13 anos tramitando no Congresso, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sancionou na última quarta-feira (09), com direito à publicação no Diário Oficial da União e tudo mais. Quer dizer, tudo menos.
O principal jornal do Rio de Janeiro – O Globo-, que tem circulação nacional, não soltou nada durante a semana entre o dia 6 até o dia 10 de outubro. Se dependesse desse meio de comunicação eu não saberia dessa coisa de (a) louca (ups!).
Em São Paulo a situação foi a “menos pior”. No dia 10 saiu uma matéria na Folha de São Paulo falando sobre o assunto e tratou bem, com suas palavras curtas e claras. Mas infelizmente não foi suficiente para representar os jornais de maior circulação nacional.
No rádio a situação não foi muito diferente. Nada foi falado. Nem mesmo nossos companheiros comentaristas se atreveram a travar uma guerra em apoio à informação para o povo. Agora me digam, se eu disser que nosso companheiro Willian Bonner no Jornal Nacional e Celso Freitas no da Record também não falaram nada sobre a lei, vocês se surpreenderiam? Se a resposta for não, como a minha foi, chego a conclusão de que realmente o jornalismo brasileiro está ficando mais fraco.
Esse ano comemoramos 20 anos de Constituição, com a democracia caminhando ao lado do povo. Mas se o jornalismo é a ponte entre o poder e o povo, como me foi ensinado durante anos, porque a sociedade não sabe de mais detalhes sobre essa lei ou qualquer outra que venha a mudar ou mexer com a opinião de várias pessoas no país?
A lei sancionada é uma grande mudança, que pode significar progresso ou retrocesso. Não importa se anda para frente ou para trás, o jornalismo deveria informar, afinal é o que viemos fazer aqui! Se forem assuntos chatos quem decide é o ouvinte/leitor/telespectador, e nós não temos mais nada a fazer a não ser publicá-las.
Desculpas aos grandes meios de comunicação, mas se acham que existem editorias que “são chatas de fazer”, a profissão não está bem definida.
Essa semana, com toda essa desinformação, eu realmente me senti Auroca!
Carolina Lima Rocha; Gustavo oliveira; Priscila Botão; Rayanne Portugal
Nunca foi escondido o terror que alguns jornalistas têm pela editoria de ciência e tecnologia, mas deixar de informar que o Congresso aprovou o projeto que permite o uso de cobaias em projetos científicos vai além de picuinhas com a editoria.
A lei Auroca - sem querer deixar minha opinião sobre a mesma, mas esse nome me remete à outra palavra que é coisa de (a) louca -, depois de 13 anos tramitando no Congresso, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sancionou na última quarta-feira (09), com direito à publicação no Diário Oficial da União e tudo mais. Quer dizer, tudo menos.
O principal jornal do Rio de Janeiro – O Globo-, que tem circulação nacional, não soltou nada durante a semana entre o dia 6 até o dia 10 de outubro. Se dependesse desse meio de comunicação eu não saberia dessa coisa de (a) louca (ups!).
Em São Paulo a situação foi a “menos pior”. No dia 10 saiu uma matéria na Folha de São Paulo falando sobre o assunto e tratou bem, com suas palavras curtas e claras. Mas infelizmente não foi suficiente para representar os jornais de maior circulação nacional.
No rádio a situação não foi muito diferente. Nada foi falado. Nem mesmo nossos companheiros comentaristas se atreveram a travar uma guerra em apoio à informação para o povo. Agora me digam, se eu disser que nosso companheiro Willian Bonner no Jornal Nacional e Celso Freitas no da Record também não falaram nada sobre a lei, vocês se surpreenderiam? Se a resposta for não, como a minha foi, chego a conclusão de que realmente o jornalismo brasileiro está ficando mais fraco.
Esse ano comemoramos 20 anos de Constituição, com a democracia caminhando ao lado do povo. Mas se o jornalismo é a ponte entre o poder e o povo, como me foi ensinado durante anos, porque a sociedade não sabe de mais detalhes sobre essa lei ou qualquer outra que venha a mudar ou mexer com a opinião de várias pessoas no país?
A lei sancionada é uma grande mudança, que pode significar progresso ou retrocesso. Não importa se anda para frente ou para trás, o jornalismo deveria informar, afinal é o que viemos fazer aqui! Se forem assuntos chatos quem decide é o ouvinte/leitor/telespectador, e nós não temos mais nada a fazer a não ser publicá-las.
Desculpas aos grandes meios de comunicação, mas se acham que existem editorias que “são chatas de fazer”, a profissão não está bem definida.
Essa semana, com toda essa desinformação, eu realmente me senti Auroca!
Carolina Lima Rocha; Gustavo oliveira; Priscila Botão; Rayanne Portugal
E o mundo vive a crise...
O pacote de medidas do governo americano foi aprovado no último dia 03, no Congresso, para a injeção de US$ 850 bilhões de dólares na economia dos EUA. O pacote proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos será liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada de imediato, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.
O jornal Folha de São Paulo abordou o assunto dando ênfase nos primeiros efeitos da crise econômica. A queda na Bolsa de Valores de Tóquio e no mercado europeu mesmo com a aprovação do pacote de resgate econômico aos Estados Unidos, foram o foco escolhido pelo jornal. A matéria relatou as dificuldades encontradas em grandes potências mundiais com a crise dos EUA e trouxe como uma de suas fontes o presidente americano George W. Bush, que disse acreditar que o plano já é o bastante para enfrentar o problema do sistema financeiro dos EUA.
O Valor Econômico iniciou sua matéria, afirmando que a crise americana já apontou no Brasil, e que o câmbio será alterado, obrigando o governo a tomar medidas para conter a elevação dos preços e promover um ajuste na demanda interna. As principais fontes ouvidas pelo jornal foram o economista Alexandre Schwartsman e o diretor de política econômica do Banco Central, Mário Mesquita.
A CBN trouxe um pequeno boletim dizendo que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que os benefícios do plano de resgate financeiro, recentemente aprovado, vão demorar a aparecer na economia norte americana. Segundo a rádio, Bush garantiu à população que o governo será cuidadoso na implementação da legislação aprovada para aliviar a crise de crédito que provocou turbulência nos mercados financeiros globais. Já na matéria da rádio Jovem Pan, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush ressaltou que a aprovação do pacote econômico de US$ 850 bilhões para a Câmara foi importante para sanar todas as finanças. Com o pacote, segundo o presidente, a turbulência no mercado tende a acabar, com o equilíbrio das finanças dos Estados Unidos e, conseqüentemente, do resto do mundo.
O canal de jornalismo BandNwes dentre várias matérias que abordaram a crise americana trouxe uma matéria em que o presidente Lula afirma categoricamente que a crise financeira não chegará ao país. A afirmação foi feita no dia 7 de outubro, no Estado do Rio de Janeiro. A fonte oficial da matéria foi o próprio presidente. A reportagem mostrou uma reiteração feita por Lula de que o Brasil não terá um pacote econômico, assim como os Estados Unidos, para lidar com a crise. As medidas serão tomadas de acordo com os acontecimentos.
De todas as matérias analisadas, a reportagem do Bom Dia Brasil se destacou. Com mais informações e bastante objetivo, o jornal inicia dando uma introdução de como o Governo vai agir em relação à crise aqui no Brasil e já mencionando que o Banco Central vai ter mais poder. Uma comentarista explica que o governo está tomando medidas para controlar a crise, mas que estas medidas são provisórias. Na sonora, o ministro Guido Mantega ressalta a gravidade da crise, a maior, desde 1929. O presidente do Banco Central fala sobre as medidas que vão ser tomadas para controlar a crise, entre elas, os bancos oferecerão mais créditos a exportadores brasileiros. O relator do orçamento da União, senador Delcídio Amaral, afirma que terão que ser feitos cortes nas despesas, nos investimentos e nas emendas parlamentares.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos
O jornal Folha de São Paulo abordou o assunto dando ênfase nos primeiros efeitos da crise econômica. A queda na Bolsa de Valores de Tóquio e no mercado europeu mesmo com a aprovação do pacote de resgate econômico aos Estados Unidos, foram o foco escolhido pelo jornal. A matéria relatou as dificuldades encontradas em grandes potências mundiais com a crise dos EUA e trouxe como uma de suas fontes o presidente americano George W. Bush, que disse acreditar que o plano já é o bastante para enfrentar o problema do sistema financeiro dos EUA.
O Valor Econômico iniciou sua matéria, afirmando que a crise americana já apontou no Brasil, e que o câmbio será alterado, obrigando o governo a tomar medidas para conter a elevação dos preços e promover um ajuste na demanda interna. As principais fontes ouvidas pelo jornal foram o economista Alexandre Schwartsman e o diretor de política econômica do Banco Central, Mário Mesquita.
A CBN trouxe um pequeno boletim dizendo que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que os benefícios do plano de resgate financeiro, recentemente aprovado, vão demorar a aparecer na economia norte americana. Segundo a rádio, Bush garantiu à população que o governo será cuidadoso na implementação da legislação aprovada para aliviar a crise de crédito que provocou turbulência nos mercados financeiros globais. Já na matéria da rádio Jovem Pan, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush ressaltou que a aprovação do pacote econômico de US$ 850 bilhões para a Câmara foi importante para sanar todas as finanças. Com o pacote, segundo o presidente, a turbulência no mercado tende a acabar, com o equilíbrio das finanças dos Estados Unidos e, conseqüentemente, do resto do mundo.
O canal de jornalismo BandNwes dentre várias matérias que abordaram a crise americana trouxe uma matéria em que o presidente Lula afirma categoricamente que a crise financeira não chegará ao país. A afirmação foi feita no dia 7 de outubro, no Estado do Rio de Janeiro. A fonte oficial da matéria foi o próprio presidente. A reportagem mostrou uma reiteração feita por Lula de que o Brasil não terá um pacote econômico, assim como os Estados Unidos, para lidar com a crise. As medidas serão tomadas de acordo com os acontecimentos.
De todas as matérias analisadas, a reportagem do Bom Dia Brasil se destacou. Com mais informações e bastante objetivo, o jornal inicia dando uma introdução de como o Governo vai agir em relação à crise aqui no Brasil e já mencionando que o Banco Central vai ter mais poder. Uma comentarista explica que o governo está tomando medidas para controlar a crise, mas que estas medidas são provisórias. Na sonora, o ministro Guido Mantega ressalta a gravidade da crise, a maior, desde 1929. O presidente do Banco Central fala sobre as medidas que vão ser tomadas para controlar a crise, entre elas, os bancos oferecerão mais créditos a exportadores brasileiros. O relator do orçamento da União, senador Delcídio Amaral, afirma que terão que ser feitos cortes nas despesas, nos investimentos e nas emendas parlamentares.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Como as eleições americanas afetam o mundo?
Além de confundir o leitor neste parágrafo - “Obama respondeu, assim, ao golpe da equipe de McCain, que resolveu investir nas acusações feitas pela candidata republicana à vice, Sarah Palin, sobre suas supostas ligações com um ativista de extrema-direita, num momento em que McCain perde terreno nas pesquisas.” - que é cumprido e confuso, o texto do Correio Braziliense do dia 10/10/2008 parece insinuar a vitória de Barack Obama e, ainda, se mostra totalmente do lado do democrata. A matéria “Obama diz que McCain prega política do medo” é composta de vários períodos que, na verdade, poderiam ser colocados em apenas um ao invés de vários, como foi feito. Mesmo assim, a reportagem foi clara.
Já a matéria da Folha de São Paulo, “Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral”, também do dia 10/10, confirma a vitória do democrata. Ela é dividida em três subtítulos, que exemplificam e acrescentam mais credibilidade à matéria. Em relação à do Correio, a reportagem é mais clara porque não há tantas vírgulas, o que facilita a leitura. Além disso, há mais frases na ordem direta e menores. As fotos também foram bem expressivas.
Na CBN a notícia do dia 9 de outubro fala basicamente de uma pesquisa de opinião ocorrida no país. Nessa pesquisa, o candidato Barack Obama subiu pontos percentuais, levando vantagem nos resultados finais. A notícia é muito curta e seca, apenas 45 segundos. Poderia ter sido acrescentado algum comentário ou entrevista para incrementá-la.
Já em outra matéria sobre o mesmo assunto a rádio fala da importância da equipe de Obama, já que o país está em guerra e sofrendo com a crise econômica. A notícia de 1 minuto e 15 segundos é bem completa, traz uma fala traduzida de Bush e ainda faz uma alusão ao governo Clinton, por ele ter tomado a mesma medida na transição para o governo do atual presidente.
O Jornal Nacional apresentou matérias todos os dias sobre as eleições americanas e sobre a crise econômica nos Estados Unidos. Todas em geral lotadas de offs e informações. Quase todas as matérias pegavam mais de um bloco do jornal. No dia 9 de outubro, o jornal transmitiu mais de três matérias sobre as eleições e a crise, inclusive mostrando os efeitos da crise no mundo todo.
O Jornal da Record também deu bastante cobertura para ambos os assuntos, que ganharam grande espaço. A Record colocou todos os dias mais de um bloco do seu jornal falando das eleições e da crise, além de mostrar o que especialistas acham que vai mudar com o resultado das eleições.
Ambos os jornais fizeram chamadas sobre as eleições/crise e intercalaram notícias. No primeiro bloco e mais para frente, em outros blocos, falaram mais sobre os assuntos, dando a devida importância aos temas.
Ana Karla, Caroline Figueira, Eugifran Moreira
Já a matéria da Folha de São Paulo, “Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral”, também do dia 10/10, confirma a vitória do democrata. Ela é dividida em três subtítulos, que exemplificam e acrescentam mais credibilidade à matéria. Em relação à do Correio, a reportagem é mais clara porque não há tantas vírgulas, o que facilita a leitura. Além disso, há mais frases na ordem direta e menores. As fotos também foram bem expressivas.
Na CBN a notícia do dia 9 de outubro fala basicamente de uma pesquisa de opinião ocorrida no país. Nessa pesquisa, o candidato Barack Obama subiu pontos percentuais, levando vantagem nos resultados finais. A notícia é muito curta e seca, apenas 45 segundos. Poderia ter sido acrescentado algum comentário ou entrevista para incrementá-la.
Já em outra matéria sobre o mesmo assunto a rádio fala da importância da equipe de Obama, já que o país está em guerra e sofrendo com a crise econômica. A notícia de 1 minuto e 15 segundos é bem completa, traz uma fala traduzida de Bush e ainda faz uma alusão ao governo Clinton, por ele ter tomado a mesma medida na transição para o governo do atual presidente.
O Jornal Nacional apresentou matérias todos os dias sobre as eleições americanas e sobre a crise econômica nos Estados Unidos. Todas em geral lotadas de offs e informações. Quase todas as matérias pegavam mais de um bloco do jornal. No dia 9 de outubro, o jornal transmitiu mais de três matérias sobre as eleições e a crise, inclusive mostrando os efeitos da crise no mundo todo.
O Jornal da Record também deu bastante cobertura para ambos os assuntos, que ganharam grande espaço. A Record colocou todos os dias mais de um bloco do seu jornal falando das eleições e da crise, além de mostrar o que especialistas acham que vai mudar com o resultado das eleições.
Ambos os jornais fizeram chamadas sobre as eleições/crise e intercalaram notícias. No primeiro bloco e mais para frente, em outros blocos, falaram mais sobre os assuntos, dando a devida importância aos temas.
Ana Karla, Caroline Figueira, Eugifran Moreira
Trânsito no DF: Caos planejado
Brasília, uma cidade planejada. Com vias largas e retas para escoar o trânsito. No passado, os responsáveis pela criação da cidade estimavam que estas medidas seriam suficientes. Atualmente, porém, o que se vê é que Brasília enfrenta os mesmos problemas das grandes capitais do País. Porém a população nota a implantação do caos nas ruas da Capital Federal. Algumas variáveis colaboram para agravar o problema. Motoristas imprudentes, pedestres desatentos, motociclistas apressados... obras intermináveis, reformas de vias em horários de pico, início do período de chuvas... tudo é motivo para fazer Brasília parar, literalmente.
Não importa se é em Taguatinga, Gama, Sobradinho ou no Plano Piloto. O problema é similar em qualquer região. Por este motivo, trânsito é um tema coringa para os meios de comunicação. É sempre (boa) pauta. A população, de um modo geral, ao sair de casa já liga o rádio do carro para se informar acerca de um eventual acidente que pode complicar o que normalmente já é complicado. Tanto a televisão quanto os programas de rádio locais e/ou nacionais estão, cada vez mais, investindo nesse assunto. O retorno é certo.
Durante a semana, pelo menos uma matéria sobre o tema foi exibida pelas emissoras de televisão. O espaço para esse tema chega a merecer programas exclusivos como o caso do Radar DF, transmitido pela Rede Globo, diariamente, às 8 horas. Tal programa já foi premiado por inovação jornalística, no Prêmio Engenho de Jornalismo.
O assunto, por se tratar de interesse público e coletivo, não agenda decisões somente nos veículos midiáticos. Os órgãos competentes buscam endurecer e divulgar, cada vez mais, as regras e normas de trânsito. Um exemplo é a lei seca. O governo decidiu tornar mais rigorosa a fiscalização em cima dos motoristas que bebem e dirigem. A população ficou mais segura, os motoristas e motociclistas ficaram insatisfeitos e a mídia ganhou mais assunto.
Cada emissora de televisão veiculou, pelo menos, uma matéria referente à lei seca na última semana. Outros assuntos semelhantes também mereceram destaque na mídia. Acidentes de trânsito decorrentes de embriagues ou imprudência (leia-se alta velocidade) entre outros, figuraram nos jornais impressos e nos telejornais locais.
De uma forma geral, a televisão oferece uma boa cobertura quando o assunto é o trânsito e as suas complicações.Nas rádios o assunto também pauta os programas e são lançados boletins ao longo do dia. Na Clube FM, por exemplo, as notícias sobre o trânsito são ao vivo e de vários pontos da cidade. Um diferencial é a sugestão de rotas alternativas para o motorista, além de oferecer prêmios àqueles que estão parados no trânsito. Ponto para o veículo midiático que se vale do problema para expandir o número de ouvintes. As rádios de notícias como CBN e Band News FM, divulgam boletins de 30 em 30 minutos ou 20 em 20 que são uma ótima para quem precisa saber mais rapidamente, ao longo do dia, onde estão os pontos críticos da cidade.
Por enquanto, para aqueles que não podem escapar dos engarrafamentos, recomenda-se prudência e, é claro, muita paciência.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natalia Pereira, Samuel Laurindo e Tâmara Almeida
Não importa se é em Taguatinga, Gama, Sobradinho ou no Plano Piloto. O problema é similar em qualquer região. Por este motivo, trânsito é um tema coringa para os meios de comunicação. É sempre (boa) pauta. A população, de um modo geral, ao sair de casa já liga o rádio do carro para se informar acerca de um eventual acidente que pode complicar o que normalmente já é complicado. Tanto a televisão quanto os programas de rádio locais e/ou nacionais estão, cada vez mais, investindo nesse assunto. O retorno é certo.
Durante a semana, pelo menos uma matéria sobre o tema foi exibida pelas emissoras de televisão. O espaço para esse tema chega a merecer programas exclusivos como o caso do Radar DF, transmitido pela Rede Globo, diariamente, às 8 horas. Tal programa já foi premiado por inovação jornalística, no Prêmio Engenho de Jornalismo.
O assunto, por se tratar de interesse público e coletivo, não agenda decisões somente nos veículos midiáticos. Os órgãos competentes buscam endurecer e divulgar, cada vez mais, as regras e normas de trânsito. Um exemplo é a lei seca. O governo decidiu tornar mais rigorosa a fiscalização em cima dos motoristas que bebem e dirigem. A população ficou mais segura, os motoristas e motociclistas ficaram insatisfeitos e a mídia ganhou mais assunto.
Cada emissora de televisão veiculou, pelo menos, uma matéria referente à lei seca na última semana. Outros assuntos semelhantes também mereceram destaque na mídia. Acidentes de trânsito decorrentes de embriagues ou imprudência (leia-se alta velocidade) entre outros, figuraram nos jornais impressos e nos telejornais locais.
De uma forma geral, a televisão oferece uma boa cobertura quando o assunto é o trânsito e as suas complicações.Nas rádios o assunto também pauta os programas e são lançados boletins ao longo do dia. Na Clube FM, por exemplo, as notícias sobre o trânsito são ao vivo e de vários pontos da cidade. Um diferencial é a sugestão de rotas alternativas para o motorista, além de oferecer prêmios àqueles que estão parados no trânsito. Ponto para o veículo midiático que se vale do problema para expandir o número de ouvintes. As rádios de notícias como CBN e Band News FM, divulgam boletins de 30 em 30 minutos ou 20 em 20 que são uma ótima para quem precisa saber mais rapidamente, ao longo do dia, onde estão os pontos críticos da cidade.
Por enquanto, para aqueles que não podem escapar dos engarrafamentos, recomenda-se prudência e, é claro, muita paciência.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natalia Pereira, Samuel Laurindo e Tâmara Almeida
A umidade da Lei Seca
Tem quase quatro meses que a Lei 11.705 entrou em vigor. A Lei prevê mais rigor ao motorista que gosta de tomar umas e outras. Está colocando juízo na cabeça de uns e causando problema na vida de outros. As pessoas que gostavam de tomar uma ou duas cervejinhas para descontrair, agora não podem mais. Aqueles que gostavam de tomar todas e voltar de carro estão mais cuidadosos, das duas uma: vai de carona ou não bebe.
Entretanto, para tudo se dá um jeito. Jovens já estão arrumando maneiras maquiavélicas de driblar o bafômetro. Saiu no G1 essa semana uma reportagem sobre o Metadoxil, é um medicamento derivado da vitamina B6 que foi criado para ajudar pessoas em tratamento contra o alcoolismo crônico ou agudo, mas, em vez disso o medicamento está sendo usado por jovens que querem sair para as baladas e beber cerveja, vodca, uísque.
De qualquer forma a lei veio para ficar e disciplinar os motoristas inconseqüentes. O Jornal da Record e o site G1 noticiaram a primeira cassação da carteira de habilitação por desrespeito à lei seca. O mineiro Elisson Alair Miranda teve a carteira cassada por reincidência. O Estadão anunciou que o Ministério da Justiça vai destinar R$ 70 milhões para compra de 10 mil bafômetros. O Ministério constatou que caiu o ritmo de acidentes causados no trânsito por motoristas bêbados. Agora, em qualquer blitz de trânsito, o sopro no bafômetro será procedimento de rotina.
As rádios CBN Brasil e Band News FM estão mais interessadas na crise financeira americana do que na tão polêmica lei seca. Nenhum dos 29 colunistas da Band News ou os 18 respeitados comentaristas da CBN Brasil fizeram uma matéria, análise, comentário, crítica sobre a lei seca.
Os impressos se dividiram. O Jornal de Brasília, que vinha atualizando os resultados, fechou a cara para o assunto e não publicou nada. O jornal O Globo equilibrou a balança tanto com matérias narrando casos específicos, como blitz em São Paulo que levou motorista para delegacia, até a decisão do Governo de comprar 10 mil bafômetros.
Uns contra, outros a favor, a questão é que agora a lei seca deve ser respeitada. Fazer convênio com táxis, praticar o transporte solidário ou até mesmo se abster daquela cerveja marota é a saída para não ter um prejuízo maior.
Ana Cândida Pena, Caroline Moraes, Fabíola Souza, Letícia Abreu, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
Entretanto, para tudo se dá um jeito. Jovens já estão arrumando maneiras maquiavélicas de driblar o bafômetro. Saiu no G1 essa semana uma reportagem sobre o Metadoxil, é um medicamento derivado da vitamina B6 que foi criado para ajudar pessoas em tratamento contra o alcoolismo crônico ou agudo, mas, em vez disso o medicamento está sendo usado por jovens que querem sair para as baladas e beber cerveja, vodca, uísque.
De qualquer forma a lei veio para ficar e disciplinar os motoristas inconseqüentes. O Jornal da Record e o site G1 noticiaram a primeira cassação da carteira de habilitação por desrespeito à lei seca. O mineiro Elisson Alair Miranda teve a carteira cassada por reincidência. O Estadão anunciou que o Ministério da Justiça vai destinar R$ 70 milhões para compra de 10 mil bafômetros. O Ministério constatou que caiu o ritmo de acidentes causados no trânsito por motoristas bêbados. Agora, em qualquer blitz de trânsito, o sopro no bafômetro será procedimento de rotina.
As rádios CBN Brasil e Band News FM estão mais interessadas na crise financeira americana do que na tão polêmica lei seca. Nenhum dos 29 colunistas da Band News ou os 18 respeitados comentaristas da CBN Brasil fizeram uma matéria, análise, comentário, crítica sobre a lei seca.
Os impressos se dividiram. O Jornal de Brasília, que vinha atualizando os resultados, fechou a cara para o assunto e não publicou nada. O jornal O Globo equilibrou a balança tanto com matérias narrando casos específicos, como blitz em São Paulo que levou motorista para delegacia, até a decisão do Governo de comprar 10 mil bafômetros.
Uns contra, outros a favor, a questão é que agora a lei seca deve ser respeitada. Fazer convênio com táxis, praticar o transporte solidário ou até mesmo se abster daquela cerveja marota é a saída para não ter um prejuízo maior.
Ana Cândida Pena, Caroline Moraes, Fabíola Souza, Letícia Abreu, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
O Brasil e as eleições
Realizaram-se no último domingo, dia 05 de outubro, as eleições municipais. Como já se podia prever foi uma prévia para a disputa presidencial de 2010. O eleitor não é bobo e aos poucos a situação política do país vai mudando. Foi-se o tempo dos coronéis onde o povo não podia expressar sua vontade. Apesar de situações como estas ainda ocorrer no interior do Brasil e nas cidades menores.
Como ocorreu em 2006, muitos “Caciques” ficaram de fora da disputa política nos Estados, como Roseana Sarney, ACM e seus apadrinhados políticos. O mesmo ocorreu com o Senador caçado Joaquim Roriz que não conseguiu fazer a sucessora Maria Abadia. Agora todas as pesquisas erraram redondamente, pois muitos políticos que estavam liderando não foram nem para o 2º turno. Casos de ACM Neto na Bahia, Geraldo Alkimim em São Paulo. O contrário aconteceu com Fernando Gabeira, no Rio de Janeiro. Ele não estava entre os preferidos e disputa o 2º turno.
Fazendo uma analise mais profunda observa-se também o crescimento dos partidos menores como o PP, PV e PC do B, e o encolhimento dos maiores, como, PMDB, PSDB e PT.
Muitos anos na vida política não significam eleição garantida. Paulo Maluf não conseguiu nem 6% do eleitorado de São Paulo. Isso mostra que o passado do candidato conta muito para o eleitor, pelo menos nas grandes cidades. Algumas curiosidades ocorreram nesta eleição como o atacante Túlio. Ele venceu a disputa na Câmara de Vereadores de Goiânia. A volta de dois velhos conhecidos a ex-senadora, Eloísa Helena, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti. Muitas disputas estão sendo aguardadas entre partidos de linhas ideológicas diferentes como em São Paulo o atual Prefeito Geraldo Kassab ( DEM) numa disputa ferrenha com a ex-prefeita Marta Suplicy do PT. Vale lembrar que no primeiro turno a diferença entre os dois foi menor que 1%. É por meio dessas eleições democráticas, que o país tem tudo para desenvolver e crescer cada vez mais.
De um modo geral, os meios de comunicação foram levados pelos resultados dos institutos de pesquisas. Sem uma apuração mais aprofundada sobre a questão.
Diana Vasconcelos, Adimar Júnior, Hermes Pena
Como ocorreu em 2006, muitos “Caciques” ficaram de fora da disputa política nos Estados, como Roseana Sarney, ACM e seus apadrinhados políticos. O mesmo ocorreu com o Senador caçado Joaquim Roriz que não conseguiu fazer a sucessora Maria Abadia. Agora todas as pesquisas erraram redondamente, pois muitos políticos que estavam liderando não foram nem para o 2º turno. Casos de ACM Neto na Bahia, Geraldo Alkimim em São Paulo. O contrário aconteceu com Fernando Gabeira, no Rio de Janeiro. Ele não estava entre os preferidos e disputa o 2º turno.
Fazendo uma analise mais profunda observa-se também o crescimento dos partidos menores como o PP, PV e PC do B, e o encolhimento dos maiores, como, PMDB, PSDB e PT.
Muitos anos na vida política não significam eleição garantida. Paulo Maluf não conseguiu nem 6% do eleitorado de São Paulo. Isso mostra que o passado do candidato conta muito para o eleitor, pelo menos nas grandes cidades. Algumas curiosidades ocorreram nesta eleição como o atacante Túlio. Ele venceu a disputa na Câmara de Vereadores de Goiânia. A volta de dois velhos conhecidos a ex-senadora, Eloísa Helena, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti. Muitas disputas estão sendo aguardadas entre partidos de linhas ideológicas diferentes como em São Paulo o atual Prefeito Geraldo Kassab ( DEM) numa disputa ferrenha com a ex-prefeita Marta Suplicy do PT. Vale lembrar que no primeiro turno a diferença entre os dois foi menor que 1%. É por meio dessas eleições democráticas, que o país tem tudo para desenvolver e crescer cada vez mais.
De um modo geral, os meios de comunicação foram levados pelos resultados dos institutos de pesquisas. Sem uma apuração mais aprofundada sobre a questão.
Diana Vasconcelos, Adimar Júnior, Hermes Pena
Quem precisa de cultura?
Não seríamos declarados profetas ou polêmicos ao dizer que a cultura não é valorizada no país. Não é, e isso é fato. Quantos de vocês não conhecem um rapaz que é músico e teve problemas para ser aceito pelo pai da namorada? E não é exclusividade dos músicos. Pintores, artesãos, poetas, cineastas... todos eles sofrem com a instabilidade dos mercados que os cercam e com a reação da sociedade para com eles. Assim como no mundo dos atores e atrizes, os músicos e artistas plásticos só são reconhecidos depois que ficam famosos, ingressam em uma banda de sucesso ou têm a sorte de terem seu trabalho reconhecido por alguém de cacife. E esse grupo dos afortunados deve girar em torno de 1% do todo, quando muito.
Assim, fica difícil analisar uma pauta específica dentro da editoria de cultura. O negócio é sair atirando pra tudo que é lado para ver o que se consegue. E ainda assim o resultado é ralo. Ninguém esperava encontrar algo no Jornal Nacional, né? Pois bem, não se encontra mesmo. Quando algo sobre cultura sai no Jornal Nacional, é porque o negócio é extraordinário mesmo. A vinda da Madonna ao Brasil quando foi confirmada, gerou uma série de materiazinhas nos mais diversos veículos. Mostravam os fã-clubes, a correria das pessoas para conseguir um ingresso e passagens anteriores da cantora pop em terras verde-amarelas. A Madonna só deve voltar aos principais jornais do país quando de fato tocar seus pezinhos cinqüentenários na terra do futebol, do ‘jeitinho’, e do carnaval.
Na Record, se limitam às agendas culturais nos jornais locais. Acaba sendo uma nota mais de serviço do que de cultura propriamente. Já as rádios não se aventuram muito além da agenda cultural. Tanto na TV como no rádio há problemas com o tempo restrito, mas não justifica o espaço zero para a cultura de uma maneira geral.
Os impressos, por sua vez conseguem dedicar mais para a cultura e para o leitor que gosta da editoria. O Globo conta com um suplemento de cultura e traz uma grande variedade de notícias que vão da fotografia, artes plásticas, teatro e cinema. O destaque no final da semana é uma entrevista com a cantora argentina Mercedes Sosa. Entrevista pequena, mas valorosa. A Folha não fica atrás, e dedica um espaço relativamente grande para a literatura. As matérias costumam ser diferentes todos os dias, a menos quando há algum festival que dure um certo tempo; seja de música, literatura, artes cênicas e etc. Um diferencial dos cadernos é que eles trazem artigos na última página. Os artigos são reflexões de seus autores, que podem escrever sobre temas que não estão em voga. Isso dá uma autonomia aos escritores, pois eles não precisam escrever sobre temas atuais, mas sim sobre o que bem entenderem. Eles contam com páginas e mais páginas, além de todo o tempo que o leitor quiser dispor.
Erik Lima, Raquel Bernardes, Marcelo Brandão, Nathalia Frensch, Amilton Leandro
Assim, fica difícil analisar uma pauta específica dentro da editoria de cultura. O negócio é sair atirando pra tudo que é lado para ver o que se consegue. E ainda assim o resultado é ralo. Ninguém esperava encontrar algo no Jornal Nacional, né? Pois bem, não se encontra mesmo. Quando algo sobre cultura sai no Jornal Nacional, é porque o negócio é extraordinário mesmo. A vinda da Madonna ao Brasil quando foi confirmada, gerou uma série de materiazinhas nos mais diversos veículos. Mostravam os fã-clubes, a correria das pessoas para conseguir um ingresso e passagens anteriores da cantora pop em terras verde-amarelas. A Madonna só deve voltar aos principais jornais do país quando de fato tocar seus pezinhos cinqüentenários na terra do futebol, do ‘jeitinho’, e do carnaval.
Na Record, se limitam às agendas culturais nos jornais locais. Acaba sendo uma nota mais de serviço do que de cultura propriamente. Já as rádios não se aventuram muito além da agenda cultural. Tanto na TV como no rádio há problemas com o tempo restrito, mas não justifica o espaço zero para a cultura de uma maneira geral.
Os impressos, por sua vez conseguem dedicar mais para a cultura e para o leitor que gosta da editoria. O Globo conta com um suplemento de cultura e traz uma grande variedade de notícias que vão da fotografia, artes plásticas, teatro e cinema. O destaque no final da semana é uma entrevista com a cantora argentina Mercedes Sosa. Entrevista pequena, mas valorosa. A Folha não fica atrás, e dedica um espaço relativamente grande para a literatura. As matérias costumam ser diferentes todos os dias, a menos quando há algum festival que dure um certo tempo; seja de música, literatura, artes cênicas e etc. Um diferencial dos cadernos é que eles trazem artigos na última página. Os artigos são reflexões de seus autores, que podem escrever sobre temas que não estão em voga. Isso dá uma autonomia aos escritores, pois eles não precisam escrever sobre temas atuais, mas sim sobre o que bem entenderem. Eles contam com páginas e mais páginas, além de todo o tempo que o leitor quiser dispor.
Erik Lima, Raquel Bernardes, Marcelo Brandão, Nathalia Frensch, Amilton Leandro
Eleições municipais na mídia
As eleições tomaram conta dos meios de comunicação desta semana. No domingo, foram realizadas as votações para prefeitos e vereadores. Algumas cidades já escolheram seus representantes, mas grande parte vai enfrentar o segundo turno. Jornais, emissoras de rádio e televisão deram grande destaque à preparação para a nova fase.
O Jornal Nacional fez uma ampla cobertura das eleições. Em cada programa eram mostradas algumas reportagens sobre o tema. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo ganharam destaque especial. Diariamente, dados das pesquisas eleitorais e as campanhas dos candidatos eram divulgados no programa.A TV Record exibiu cerca de 36 reportagens durante toda a programação entre segunda e quinta, e na sexta exibiu uma única matéria. Diversos temas foram abordados, tais como Lei Seca, idades de candidatos, artistas eleitos e exemplos de cidadania. Na segunda e terça, foram exibidos balanços gerais além do recomeço das campanhas para os candidatos ao segundo-turno. A TV Record priorizou a cobertura paulistana, inclusive exibindo o dia-a-dia de Marta e Kassab. A rádio CBN fez uma boa cobertura sobre as eleições na semana seguinte às votações. Diariamente, foram publicadas de cinco a seis reportagens sobre o assunto, além de ter sido destaque no portal da emissora na Internet. No entanto, a rádio deu muito mais ênfase ao segundo turno nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fez até uma página especial sobre eleições 2008 no site, com links separados pra a cobertura dos resultados nas três cidades.A Band News FM enfocou mais o eixo Rio-São Paulo sem deixar de informar sobre os outros pleitos. No dia seguinte às eleições, vários especialistas promoveram balanços sobre quais partidos que obtiveram mais candidatos eleitos. Debates e entrevistas sobre os candidatos ao segundo turno, análises profundas sobre as propostas tentaram informar mais o eleitor. Em todos os giros de notícia havia matérias informativas sobre as agendas dos candidatos. Falou-se muito sobre as alianças partidárias estabelecidas para o novo round.Como não poderia ser diferente, a cobertura dos jornais impressos foi mais profunda, mostrando a maior parte das nuances que envolviam as surpresas do segundo turno, especialmente na corrida às prefeituras de Rio de Janeiro e de São Paulo. O destaque dos folhetins na ressaca das eleições de domingo foi, sem dúvida, a ida do candidato Gabeira (PV) ao segundo turno. Encarado durante toda a campanha como fraco adversário - sempre no quarto lugar das pesquisas de opinião – Gabeira conquistou a classe média e o eleitorado da famosa capital carioca. O fato foi bastante noticiado pelo jornal O Globo, que por sinal é do Rio. Mas no final da semana, noticiaram o resultado da primeira pesquisa Ibope, que apontou empate entre Paes e Gabeira, além do primeiro debate pós primeiro turno. Já no O Estado de S. Paulo, a conquista de Marta e Kassab tomou conta de boa parte do principal caderno do jornal. O resultado apertado entre os dois candidatos, o apoio do presidente Lula à Suplicy e os apoios das coligações perdedoras também ganharam espaço no Estadão. A cobertura jornalística também aproveitou a brecha das eleições municipais da principal capital do País para analisar como o resultado do segundo turno em São Paulo irá interferir na sucessão presidencial em 2010.
Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem
O Jornal Nacional fez uma ampla cobertura das eleições. Em cada programa eram mostradas algumas reportagens sobre o tema. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo ganharam destaque especial. Diariamente, dados das pesquisas eleitorais e as campanhas dos candidatos eram divulgados no programa.A TV Record exibiu cerca de 36 reportagens durante toda a programação entre segunda e quinta, e na sexta exibiu uma única matéria. Diversos temas foram abordados, tais como Lei Seca, idades de candidatos, artistas eleitos e exemplos de cidadania. Na segunda e terça, foram exibidos balanços gerais além do recomeço das campanhas para os candidatos ao segundo-turno. A TV Record priorizou a cobertura paulistana, inclusive exibindo o dia-a-dia de Marta e Kassab. A rádio CBN fez uma boa cobertura sobre as eleições na semana seguinte às votações. Diariamente, foram publicadas de cinco a seis reportagens sobre o assunto, além de ter sido destaque no portal da emissora na Internet. No entanto, a rádio deu muito mais ênfase ao segundo turno nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Fez até uma página especial sobre eleições 2008 no site, com links separados pra a cobertura dos resultados nas três cidades.A Band News FM enfocou mais o eixo Rio-São Paulo sem deixar de informar sobre os outros pleitos. No dia seguinte às eleições, vários especialistas promoveram balanços sobre quais partidos que obtiveram mais candidatos eleitos. Debates e entrevistas sobre os candidatos ao segundo turno, análises profundas sobre as propostas tentaram informar mais o eleitor. Em todos os giros de notícia havia matérias informativas sobre as agendas dos candidatos. Falou-se muito sobre as alianças partidárias estabelecidas para o novo round.Como não poderia ser diferente, a cobertura dos jornais impressos foi mais profunda, mostrando a maior parte das nuances que envolviam as surpresas do segundo turno, especialmente na corrida às prefeituras de Rio de Janeiro e de São Paulo. O destaque dos folhetins na ressaca das eleições de domingo foi, sem dúvida, a ida do candidato Gabeira (PV) ao segundo turno. Encarado durante toda a campanha como fraco adversário - sempre no quarto lugar das pesquisas de opinião – Gabeira conquistou a classe média e o eleitorado da famosa capital carioca. O fato foi bastante noticiado pelo jornal O Globo, que por sinal é do Rio. Mas no final da semana, noticiaram o resultado da primeira pesquisa Ibope, que apontou empate entre Paes e Gabeira, além do primeiro debate pós primeiro turno. Já no O Estado de S. Paulo, a conquista de Marta e Kassab tomou conta de boa parte do principal caderno do jornal. O resultado apertado entre os dois candidatos, o apoio do presidente Lula à Suplicy e os apoios das coligações perdedoras também ganharam espaço no Estadão. A cobertura jornalística também aproveitou a brecha das eleições municipais da principal capital do País para analisar como o resultado do segundo turno em São Paulo irá interferir na sucessão presidencial em 2010.
Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem
Acordo Ortográfico??????
No dia 29 de setembro foi promulgado o acordo ortográfico. Com ele, as diferenças existentes entre o vocabulário português nos oito países em que a língua é falada, foram cortadas. O ato ocorreu na cerimônia de comemoração do centenário da morte de Machado de Assis. De acordo com as novas regras, algumas palavras do vocabulário português mudam a grafia. Entre os dias 04 e 10 de outubro, o assunto continuou rendendo notícia nos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília. O primeiro fez uma editoria especial para abordar o assunto. Além de mostrar o que há de novo, fez uma matéria analisando os diversos pontos de vistas, tanto de autoridades quanto de pessoas comuns. Já o Jornal de Brasília, além de fazer uma cobertura sobre a repercussão das mudanças, dedicou um espaço para a especialista do tema e professora da UnB Stella Maris. No texto, Stella avalia que no começo as novas regras podem dar um nó na cabeça das pessoas, mas que isso no fim das contas será bastante benéfico para a unificação da língua.
Nos telejornais DFTV e Rede Record o assunto não foi comentado na última semana. Somente nos dias 29 e 30 foram encontrados arquivos de VTs sobre o acordo.
Nas rádios CBN e Band News ocorreu o mesmo que nos telejornais. O assunto só foi comentado na semana em que o acordo foi promulgado.
O fato é que agora os vôos não têm (nem esse têm tem acento) acento e ainda vai levar um tempo para os brasileiros, muitos analfabetos ainda, se acostumarem com as novas regrinhas.
Camila Denes, Luíza Andrade, Mariana Laboissiére e Vítor de Moraes.
Nos telejornais DFTV e Rede Record o assunto não foi comentado na última semana. Somente nos dias 29 e 30 foram encontrados arquivos de VTs sobre o acordo.
Nas rádios CBN e Band News ocorreu o mesmo que nos telejornais. O assunto só foi comentado na semana em que o acordo foi promulgado.
O fato é que agora os vôos não têm (nem esse têm tem acento) acento e ainda vai levar um tempo para os brasileiros, muitos analfabetos ainda, se acostumarem com as novas regrinhas.
Camila Denes, Luíza Andrade, Mariana Laboissiére e Vítor de Moraes.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Até tu, Incra?
O “pulmão do mundo” está com uma baita bronquite. O desmatamento da floresta amazônica quase triplicou em comparação a agosto do ano passado. Dessa vez, além dos fazendeiros, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão federal responsável por administrar as terras públicas da União, figura como um dos principais responsáveis pela destruição da floresta queridinha dos brasileiros – e dos americanos, dos chineses, dos europeus...
Com a aparente falta de espaço para assentar o Incra, começou o imprensa-imprensa. A mídia nacional resolveu fazer barulho. Aliando o gancho ambiental à esfera política, o Jornal da Record noticiou o impacto dos desmatamentos causados pelos assentamentos do Incra, e cobrou explicações do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que saiu pela tangente prometendo mudanças.
O posicionamento do Jornal da Globo foi de fiscalizador. Com uma matéria de dois minutos e meio, divulgou a lista dos maiores desmatadores da região amazônica. Os assentamentos do Incra ocuparam os seis primeiros lugares da lista fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Como todo latifundiário, o Incra protestou. Nas matérias publicadas pelo Correio Braziliense, Ralf Hackbart criticou a lista do Ibama e contestou os critérios técnicos usados pelo órgão. O jornal abriu espaço – aliás, a matéria inteira - para os argumentos do presidente do Incra que, para o Jornal da Record, chegou a dar a seguinte declaração: "Eu acho que o Incra é o que mais se controla".
O rádio também chiou. Pouco. A Band News tem 30 colunistas, mas nenhum deles fez qualquer comentário sobre o desmatamento, durante toda a semana. Para não passar em branco, a rádio trouxe uma reportagem equilibrada da repórter Michelle Mattos. A matéria contou com sonoras de – tchanã! - Carlos Minc e Ralf Hackbart.
Saiu mais informado quem sintonizou a CBN Brasil. Em dois dias, a emissora levou ao ar três matérias sobre o assunto. Sem muito barulho, seguiu o protocolo com sonoras dos dois lados.
O G1 e o Estadão – que nem papel gastam para as publicações – fizeram a melhor cobertura. Os portais online somaram 21 matérias vinculadas ao assunto. O Estadão apostou em agressividade. O G1 manteve a linha informativa. Mas, ao que tudo indica, se depender da imprensa brasileira a Amazônia será rebaixada de floresta para bosque, logo logo.
Ana Cândida Pena, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia Abreu, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
Com a aparente falta de espaço para assentar o Incra, começou o imprensa-imprensa. A mídia nacional resolveu fazer barulho. Aliando o gancho ambiental à esfera política, o Jornal da Record noticiou o impacto dos desmatamentos causados pelos assentamentos do Incra, e cobrou explicações do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que saiu pela tangente prometendo mudanças.
O posicionamento do Jornal da Globo foi de fiscalizador. Com uma matéria de dois minutos e meio, divulgou a lista dos maiores desmatadores da região amazônica. Os assentamentos do Incra ocuparam os seis primeiros lugares da lista fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Como todo latifundiário, o Incra protestou. Nas matérias publicadas pelo Correio Braziliense, Ralf Hackbart criticou a lista do Ibama e contestou os critérios técnicos usados pelo órgão. O jornal abriu espaço – aliás, a matéria inteira - para os argumentos do presidente do Incra que, para o Jornal da Record, chegou a dar a seguinte declaração: "Eu acho que o Incra é o que mais se controla".
O rádio também chiou. Pouco. A Band News tem 30 colunistas, mas nenhum deles fez qualquer comentário sobre o desmatamento, durante toda a semana. Para não passar em branco, a rádio trouxe uma reportagem equilibrada da repórter Michelle Mattos. A matéria contou com sonoras de – tchanã! - Carlos Minc e Ralf Hackbart.
Saiu mais informado quem sintonizou a CBN Brasil. Em dois dias, a emissora levou ao ar três matérias sobre o assunto. Sem muito barulho, seguiu o protocolo com sonoras dos dois lados.
O G1 e o Estadão – que nem papel gastam para as publicações – fizeram a melhor cobertura. Os portais online somaram 21 matérias vinculadas ao assunto. O Estadão apostou em agressividade. O G1 manteve a linha informativa. Mas, ao que tudo indica, se depender da imprensa brasileira a Amazônia será rebaixada de floresta para bosque, logo logo.
Ana Cândida Pena, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia Abreu, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas
Recessão americana versus crescimento brasileiro
Crise econômica, queda nas Bolsas de Valores, recessão. Expressões como essas estão saturando os veículos de comunicação. Alguns podem estar se perguntando: Mas são os Estados Unidos quem estão enfrentando uma crise econômica. Como isso pode interferir na economia brasileira? A resposta é simples, uma vez que, atualmente, a economia mundial se baseia em relações de dependência recíproca.
Enquanto era aguardada a votação do plano de ajuda pelo Congresso Americano, a Bolsas passaram por várias oscilações. A Bovespa foi uma delas. Na segunda-feira, dia 29, a Bolsa fechou em baixa de 9,36 pontos percentuais, mas chegou aos 7,63 pontos no dia seguinte.
Dada a importância do assunto, todos os veículos de comunicação trazem informações, muitas vezes idênticas, sobre a crise americana. Qualquer dado novo a respeito é motivo para os mais variados segmentos da comunicação publicar boletins, edições especiais, entre outros. Os jornais impressos, Folha de São Paulo e O Globo, trouxeram matérias bem parecidas, alguns dias com opiniões de especialistas, ou com as “pérolas” de Lula sobre as conseqüências da crise para o Brasil.
A rádio CBN buscou informar os ouvintes, em diversos boletins durante a semana, acerca do cenário econômico mundial. As matérias traziam além das opiniões de especialistas e professores, os discursos do ministro Guido Mantega e dos presidentes Lula, do Brasil, e de George W. Bush, dos Estados Unidos. Lula buscou manter uma postura positiva frente ao caos. Essa postura, porém, durou somente alguns dias. A incerteza da aprovação do plano fez o presidente brasileiro mudar a opinião. Na quarta-feira, quando foi noticiada a aprovação da ajuda pelo Senado, a rádio CBN não fez matéria para anunciar a aprovação, mas contou com especialistas econômicos para analisar os benefícios do programa de reestruturação e os resultados das bolsas de valores brasileiras e americanas (antes e depois da votação). Na sexta-feira, quando a Câmara aprovou o pacote e o presidente Bush sancionou-o, a rádio soltou um boletim anunciando o fato. A Rádio Band News FM trouxe uma matéria com opinião de professores de relações internacionais e economistas ao longo da semana e, na sexta, mais boletins com a aprovação da Câmara.
Já os veículos on-line, tanto o G1 e a Folha de São Paulo, publicaram notícias que continham, basicamente, os discursos de Lula sobre a crise econômica americana e seus possíveis efeitos no Brasil. Mas segundo o presidente Lula, não é preciso se preocupar com tais efeitos, pois a economia brasileira está controlada. A Folha de São Paulo on line trata com certa ironia sobre o assunto quando Guido Mantega, Lula ou até Henrique Meirelles fazem algum discurso positivo em cima da economia brasileira. Em todos os textos, os repórteres fazem o uso de muitas aspas, denotando afastamento daquilo que foi dito. No G1, no dia 3/10, foi publicado o último discurso de Mantega, que apesar de positivo, diz que a economia continuará crescendo, mas em um ritmo menor. Os dois veículos buscam o positivismo do governo em relação ao crescimento com distância e ironia a fim de denotar que na realidade “não vinga”.
As matérias publicadas na TV também trataram o assunto com ironia, principalmente na terça-feira, no Jornal Nacional. A chamada da matéria sobre a economia destacou a insegurança e a falta de poder do “homem mais poderoso do mundo”, o presidente Bush. Outro exemplo é a presença do comentarista Carlos Alberto Sardenberg no Jornal do Globo. Ele costuma fazer análises do mercado uma vez por semana no jornal, mas desde que este cenário começou a se agravar, ele tem participado com comentários todas as noites.
Resta aguardar os desdobramentos dessa história. Entretanto, vigilância constante e chá quente não fazem mal a ninguém.
Natália Ribeiro Pereira, Layla Fuezi, Jaqueline Silva, Samuel, Tamara, Camila Costa
Enquanto era aguardada a votação do plano de ajuda pelo Congresso Americano, a Bolsas passaram por várias oscilações. A Bovespa foi uma delas. Na segunda-feira, dia 29, a Bolsa fechou em baixa de 9,36 pontos percentuais, mas chegou aos 7,63 pontos no dia seguinte.
Dada a importância do assunto, todos os veículos de comunicação trazem informações, muitas vezes idênticas, sobre a crise americana. Qualquer dado novo a respeito é motivo para os mais variados segmentos da comunicação publicar boletins, edições especiais, entre outros. Os jornais impressos, Folha de São Paulo e O Globo, trouxeram matérias bem parecidas, alguns dias com opiniões de especialistas, ou com as “pérolas” de Lula sobre as conseqüências da crise para o Brasil.
A rádio CBN buscou informar os ouvintes, em diversos boletins durante a semana, acerca do cenário econômico mundial. As matérias traziam além das opiniões de especialistas e professores, os discursos do ministro Guido Mantega e dos presidentes Lula, do Brasil, e de George W. Bush, dos Estados Unidos. Lula buscou manter uma postura positiva frente ao caos. Essa postura, porém, durou somente alguns dias. A incerteza da aprovação do plano fez o presidente brasileiro mudar a opinião. Na quarta-feira, quando foi noticiada a aprovação da ajuda pelo Senado, a rádio CBN não fez matéria para anunciar a aprovação, mas contou com especialistas econômicos para analisar os benefícios do programa de reestruturação e os resultados das bolsas de valores brasileiras e americanas (antes e depois da votação). Na sexta-feira, quando a Câmara aprovou o pacote e o presidente Bush sancionou-o, a rádio soltou um boletim anunciando o fato. A Rádio Band News FM trouxe uma matéria com opinião de professores de relações internacionais e economistas ao longo da semana e, na sexta, mais boletins com a aprovação da Câmara.
Já os veículos on-line, tanto o G1 e a Folha de São Paulo, publicaram notícias que continham, basicamente, os discursos de Lula sobre a crise econômica americana e seus possíveis efeitos no Brasil. Mas segundo o presidente Lula, não é preciso se preocupar com tais efeitos, pois a economia brasileira está controlada. A Folha de São Paulo on line trata com certa ironia sobre o assunto quando Guido Mantega, Lula ou até Henrique Meirelles fazem algum discurso positivo em cima da economia brasileira. Em todos os textos, os repórteres fazem o uso de muitas aspas, denotando afastamento daquilo que foi dito. No G1, no dia 3/10, foi publicado o último discurso de Mantega, que apesar de positivo, diz que a economia continuará crescendo, mas em um ritmo menor. Os dois veículos buscam o positivismo do governo em relação ao crescimento com distância e ironia a fim de denotar que na realidade “não vinga”.
As matérias publicadas na TV também trataram o assunto com ironia, principalmente na terça-feira, no Jornal Nacional. A chamada da matéria sobre a economia destacou a insegurança e a falta de poder do “homem mais poderoso do mundo”, o presidente Bush. Outro exemplo é a presença do comentarista Carlos Alberto Sardenberg no Jornal do Globo. Ele costuma fazer análises do mercado uma vez por semana no jornal, mas desde que este cenário começou a se agravar, ele tem participado com comentários todas as noites.
Resta aguardar os desdobramentos dessa história. Entretanto, vigilância constante e chá quente não fazem mal a ninguém.
Natália Ribeiro Pereira, Layla Fuezi, Jaqueline Silva, Samuel, Tamara, Camila Costa
Troca de farpas entre candidatos na última semana de campanha em São Paulo
Estamos em época de eleição no Brasil. Este ano, os eleitores escolherão o prefeito de sua cidade e os vereadores que vão compor a Câmara Municipal. No próximo domingo, 5 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher, no primeiro turno, seus novos representantes. O segundo turno será no dia 26 de outubro e acontecerá nas cidades com mais de 200 mil eleitores e caso nenhum candidato consiga a maioria dos votos válidos.
Em São Paulo, os candidatos a vereadores são diversos. Para a prefeitura, 11 candidatos disputam o cargo. Entre eles, Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS).
Nesta última semana de campanha, as notícias em torno da eleição em São Paulo foram diversas. Os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo deram um enfoque maior sobre a possibilidade dos partidos, DEM e PSDB, se unirem contra o PT no segundo turno. De acordo com atuais pesquisas, a candidata Marta lidera a preferência do eleitor, seguida de Kassab e Alckmin. Já no segundo turno, pesquisa da Datafolha mostra que o candidato do Democratas abre vantagem sobre Marta, é o que retratam, ainda, os jornais paulistas. O Estadão traz também um perfil dos candidatos da cidade.
Desde o início da eleição, o jornal local SPTV sorteou um tema para ser debatido durante a semana e colher opiniões dos candidatos sobre o assunto. Esta semana, foi debatido o problema sobre a educação em São Paulo. Para o jornal, a área é um dos maiores desafios que o futuro prefeito tem pela frente. Depois de ouvir cada proposta dos candidatos, o SPTV mostrou como foi o dia de campanha de cada um.
O jornal "Bom Dia São Paulo" foi às ruas com uma urna, para que a população da maior cidade do país elegesse a prioridade para o próximo prefeito de São Paulo. Em seguida, foram mostrados alguns dos candidatos ao cargo, e suas propostas para a área da saúde, a campeã perante a população. A matéria pôde ser acompanhada por todo o estado e serviu para que os eleitores conhecessem melhor cada candidato.
A Rádio CBN iniciou a semana retratando o debate ocorrido no último domingo, dia 28, entre os candidatos. A rádio deu um enfoque maior para a troca de farpas entre Alckmin e Kassab e relatou como estava dividida a platéia que assistia ao encontro. Os apoiadores de Marta se concentraram nos assentos mais a esquerda. Já o PSDB se dividiu no centro e na direita, assim como os democratas. A emissora trouxe também a informação de que o PSDB já estaria articulando aliança com o DEM no 2º turno. Repórteres noticiaram ainda a rotina de campanha de Marta, Kassab e Alckmin.
A Jovem Pan mostrou pesquisa e entrevistou o diretor do Instituto de Pesquisa Datafolha, Mauro Paulino. Para Paulino o que chama atenção no levantamento é que, dos três principais candidatos, Kassab é o único que mantém uma curva ascendente desde o início do horário eleitoral. O diretor destaca também que, além disso o democrata vem tirando votos de Marta na periferia, região em que tradicionalmente a petista é forte. A rádio destaca também o cancelamento dos debates na TV Globo com candidatos de SP e RJ. Para o especialista, Mauro Paulino, os debates seriam muito importantes e poderiam ajudar o eleitor que ainda está indeciso.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Thaís Paranhos, Stella Mendes
Em São Paulo, os candidatos a vereadores são diversos. Para a prefeitura, 11 candidatos disputam o cargo. Entre eles, Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS).
Nesta última semana de campanha, as notícias em torno da eleição em São Paulo foram diversas. Os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo deram um enfoque maior sobre a possibilidade dos partidos, DEM e PSDB, se unirem contra o PT no segundo turno. De acordo com atuais pesquisas, a candidata Marta lidera a preferência do eleitor, seguida de Kassab e Alckmin. Já no segundo turno, pesquisa da Datafolha mostra que o candidato do Democratas abre vantagem sobre Marta, é o que retratam, ainda, os jornais paulistas. O Estadão traz também um perfil dos candidatos da cidade.
Desde o início da eleição, o jornal local SPTV sorteou um tema para ser debatido durante a semana e colher opiniões dos candidatos sobre o assunto. Esta semana, foi debatido o problema sobre a educação em São Paulo. Para o jornal, a área é um dos maiores desafios que o futuro prefeito tem pela frente. Depois de ouvir cada proposta dos candidatos, o SPTV mostrou como foi o dia de campanha de cada um.
O jornal "Bom Dia São Paulo" foi às ruas com uma urna, para que a população da maior cidade do país elegesse a prioridade para o próximo prefeito de São Paulo. Em seguida, foram mostrados alguns dos candidatos ao cargo, e suas propostas para a área da saúde, a campeã perante a população. A matéria pôde ser acompanhada por todo o estado e serviu para que os eleitores conhecessem melhor cada candidato.
A Rádio CBN iniciou a semana retratando o debate ocorrido no último domingo, dia 28, entre os candidatos. A rádio deu um enfoque maior para a troca de farpas entre Alckmin e Kassab e relatou como estava dividida a platéia que assistia ao encontro. Os apoiadores de Marta se concentraram nos assentos mais a esquerda. Já o PSDB se dividiu no centro e na direita, assim como os democratas. A emissora trouxe também a informação de que o PSDB já estaria articulando aliança com o DEM no 2º turno. Repórteres noticiaram ainda a rotina de campanha de Marta, Kassab e Alckmin.
A Jovem Pan mostrou pesquisa e entrevistou o diretor do Instituto de Pesquisa Datafolha, Mauro Paulino. Para Paulino o que chama atenção no levantamento é que, dos três principais candidatos, Kassab é o único que mantém uma curva ascendente desde o início do horário eleitoral. O diretor destaca também que, além disso o democrata vem tirando votos de Marta na periferia, região em que tradicionalmente a petista é forte. A rádio destaca também o cancelamento dos debates na TV Globo com candidatos de SP e RJ. Para o especialista, Mauro Paulino, os debates seriam muito importantes e poderiam ajudar o eleitor que ainda está indeciso.
João Felipe, Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Thaís Paranhos, Stella Mendes
Dezessete filmes. Cobertura zero.
Do dia 22 ao dia 30 de setembro, o Cine Brasília recebeu o Festival de Cinema Europeu. Pouco movimentado quando não há eventos especiais, o cinema enche durante o festival. Tanto pela seqüência de filmes quanto pelo fato de a entrada ser grátis. Mas a imprensa brasiliense não deu muita atenção ao festival. Nos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília, tudo o que o festival mereceu foram notinhas no roteiro. Não houve textos que abordassem os filmes, entrevistas, nada. Na entrada do cinema, há uma espécie de manifesto, feito por cinéfilos que reclamam do estado do cinema. Há infiltrações, poltronas quebradas. E, para completar, o ar-condicionado não funciona. Só isso já daria uma boa pauta. O cinema que recebe o esperado Festival do Cinema Brasileiro não tem condições de recebê-lo. No manifesto, o autor conta que, em um dos dias do festival, o filme teve de ser interrompido por conta de um casal que havia esquecido que estava dentro de um cinema, apimentando o clima. Muitos se sentiram incomodados com o casal, e acabou gerando uma confusão que parou o filme. O rapaz, segundo o manifesto, teria xingado e dito que iria "queimar o cinema". E ninguém estava lá para registrar o momento ímpar. O assunto não foi abordado nos telejornais na última semana. Apenas no começo do festival o DFTV e DF Record fizeram matéria sobre assunto e divulgaram o evento nas respectivas agendas. O festival começou no dia 22 de setembro e acabou na terça-teira, 30 de setembro. O mesmo desinteresse ocorreu na cobertura das rádios. Nos horários em que os integrantes do grupo ouviram a CBN e a Band News nenhum comentário ou nota foi dado sobre o assunto.
Camila Denes, Luiza Andrade, Mariana Laboissiére e Vítor de Moraes.
Camila Denes, Luiza Andrade, Mariana Laboissiére e Vítor de Moraes.
EI! FUTSAL É FUTEBOL!!!
O futebol... ah, o futebol. O ópio do povo... Quando se fala em Copa do Mundo de futebol, o Brasil fica ouriçado, só se fala nisso. Os adultos param de trabalhar e as crianças param de estudar, e tudo com a anuência do governo. O Jornal Nacional monta acampamento em frente à concentração do time brasileiro, entrevista jogadores, torcedores, apresenta informações sobre a cidade-sede, os campos, sobra até para as camareiras dos hotéis.
E se dissermos que a Copa do Mundo será no Brasil? Melhor: Será no Brasil e em questão de dias?
Nada.
Nada... nem um pio.
Apenas o canto dos pássaros e o som das copas das árvores balançando ao vento.
Mas tudo tem uma explicação. Nesse caso, há um detalhe pequenininho, mas muito importante. A Copa do Mundo de Futebol de Salão começou no Brasil. De Salão, eu disse. Nos dias 27 a 29 de setembro já falavam da Copa de futebol de campo que acontecerá no longínquo 2014, também por aqui. Mas nada de futsal.
Assim, o futebol de salão só passou a existir para o Jornal Nacional no dia 30 de setembro, depois que a Copa havia começado (no mesmo dia, pela manhã), e olha que a emissora tem contrato de exclusividade de transmissão. E pelo que vimos só foi mencionado porque o escrete canarinho havia entrado em campo e dizimado o Japão por 12 x 1. Mostraram os gols e pronto, não se falou de nada depois. A Copa do Mundo, que está sendo realizada em Brasília e no Rio de Janeiro, foi ignorada pelo Jornal Nacional antes de seu início.
E essa foi a toada durante toda a semana. No dia 01/10 o JN mostrou a seleção da Itália que não tem italianos. São 14 jogadores nascidos em algum lugar entre o Oiapoque e o Chuí, muito longe da Bota. De italiana, as raízes, segundo os próprios jogadores; depois a nossa querida Fátima Bernardes anunciou a transmissão do jogo da seleção brasileira que aconteceria no dia seguinte e só.
Na noite seguinte, como já era de se esperar, uma reportagem sobre o massacre pra cima dos simpáticos jogadores/meninos/aprendizes/fãs das Ilhas Salomão. 21 x 0, com autoridade. O fato de o evento estar sendo realizado no Brasil foi quase que totalmente ignorado. Não se falou da grande reforma feita para o evento no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, nem da Cidade Maravilhosa, a outra sede. Ficou tudo por isso mesmo. Se a Copa do Mundo de futsal estivesse acontecendo em Dudinka, daria praticamente na mesma.
E a Record nem isso. Como não está transmitindo o campeonato, a TV do Bispo fez bico, deu de ombros e virou as costas, com aquela cara de “tô nem aí, tô nem aí...”. Outras coisas de futebol foram faladas, mas não sobre o campeonato. Se fosse o campeonato paulista de futsal e a Record estivesse transmitindo, eles fariam um mega especial, com doze mil câmeras no ginásio, aquela palhaçadinha toda. Deixa eles. Para a “Recó” vai o Troféu Saco de M.®, que me ocorreu agora.
Ligando o rádio e caçando as notícias como um leão atrás de um grupo de cervos perdidos e assustados (mas muito rápidos), pudemos encontrar na Band News uma matéria mais ou menos sem vergonha sobre o jogo da nossa seleção e uma geral sobre a Copa. Longe de ser fantástico, mas pelo menos mostrou que sabe o que está acontecendo debaixo do seu nariz.
Agora vamos ao bom trabalho dos impressos, essa galera boa que tem tempo para conversar com as fontes, pesquisar, fazer gráficos bonitinhos e cadernos especiais.
A Folha fez uma cobertura legal, com matérias durante toda a semana. Na matéria de terça, data em que começou o mundial, a Folha se deu ao gentil trabalho de explicar um pouco sobre a história do esporte e deu detalhes sobre as quantias gastas no campeonato. Competente, eficiente e convincente.
O Jornal O Globo, por sua vez, é o grande campeão desse post e leva o Troféu Balacobaco®, que também acabei de inventar. O Globo fez uma grande cobertura da Copa do Mundo de Futsal nessa semana compreendida entre o dia 27/09 e 02/10. Na última terça-feira, o jornal saiu com um caderno especial sobre o evento, destacando o calendário da competição – que não está tão fácil de se encontrar por aí – e as cidades-sedes dos jogos. As matérias estavam bem elaboradas, em sua grande maioria, com dados relevantes e informações importantes para quem quisesse ir assistir às partidas, como endereço, acesso aos locais dos jogos, preços e afins. Não satisfeito, o impresso ainda fez um raio-x de cada país que participa da competição, destacando as principais conquistas de cada seleção, quem é o técnico e os principais jogadores dos times. Digno de uma copa do mundo de futebol de grama. Coisa linda de se ver.
Além disso, O Globo fez uma boa cobertura durante toda a semana, sempre procurando manter o leitor ligado na competição.
Quiçá as empresas de comunicação fossem mais dedicadas a outras modalidades além do futebol masculino tradicional. O incentivo ao esporte seria outro, e não sairíamos rindo feito bestas com uma pífia 23ª colocação no quadro de medalhas em Pequim e apenas três medalhas de ouro. Pra frente Brasil...
Marcelo Brandão, Nathalia Frensch, Amilton Leando, Raquel Bernardes, Erik Lima
E se dissermos que a Copa do Mundo será no Brasil? Melhor: Será no Brasil e em questão de dias?
Nada.
Nada... nem um pio.
Apenas o canto dos pássaros e o som das copas das árvores balançando ao vento.
Mas tudo tem uma explicação. Nesse caso, há um detalhe pequenininho, mas muito importante. A Copa do Mundo de Futebol de Salão começou no Brasil. De Salão, eu disse. Nos dias 27 a 29 de setembro já falavam da Copa de futebol de campo que acontecerá no longínquo 2014, também por aqui. Mas nada de futsal.
Assim, o futebol de salão só passou a existir para o Jornal Nacional no dia 30 de setembro, depois que a Copa havia começado (no mesmo dia, pela manhã), e olha que a emissora tem contrato de exclusividade de transmissão. E pelo que vimos só foi mencionado porque o escrete canarinho havia entrado em campo e dizimado o Japão por 12 x 1. Mostraram os gols e pronto, não se falou de nada depois. A Copa do Mundo, que está sendo realizada em Brasília e no Rio de Janeiro, foi ignorada pelo Jornal Nacional antes de seu início.
E essa foi a toada durante toda a semana. No dia 01/10 o JN mostrou a seleção da Itália que não tem italianos. São 14 jogadores nascidos em algum lugar entre o Oiapoque e o Chuí, muito longe da Bota. De italiana, as raízes, segundo os próprios jogadores; depois a nossa querida Fátima Bernardes anunciou a transmissão do jogo da seleção brasileira que aconteceria no dia seguinte e só.
Na noite seguinte, como já era de se esperar, uma reportagem sobre o massacre pra cima dos simpáticos jogadores/meninos/aprendizes/fãs das Ilhas Salomão. 21 x 0, com autoridade. O fato de o evento estar sendo realizado no Brasil foi quase que totalmente ignorado. Não se falou da grande reforma feita para o evento no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, nem da Cidade Maravilhosa, a outra sede. Ficou tudo por isso mesmo. Se a Copa do Mundo de futsal estivesse acontecendo em Dudinka, daria praticamente na mesma.
E a Record nem isso. Como não está transmitindo o campeonato, a TV do Bispo fez bico, deu de ombros e virou as costas, com aquela cara de “tô nem aí, tô nem aí...”. Outras coisas de futebol foram faladas, mas não sobre o campeonato. Se fosse o campeonato paulista de futsal e a Record estivesse transmitindo, eles fariam um mega especial, com doze mil câmeras no ginásio, aquela palhaçadinha toda. Deixa eles. Para a “Recó” vai o Troféu Saco de M.®, que me ocorreu agora.
Ligando o rádio e caçando as notícias como um leão atrás de um grupo de cervos perdidos e assustados (mas muito rápidos), pudemos encontrar na Band News uma matéria mais ou menos sem vergonha sobre o jogo da nossa seleção e uma geral sobre a Copa. Longe de ser fantástico, mas pelo menos mostrou que sabe o que está acontecendo debaixo do seu nariz.
Agora vamos ao bom trabalho dos impressos, essa galera boa que tem tempo para conversar com as fontes, pesquisar, fazer gráficos bonitinhos e cadernos especiais.
A Folha fez uma cobertura legal, com matérias durante toda a semana. Na matéria de terça, data em que começou o mundial, a Folha se deu ao gentil trabalho de explicar um pouco sobre a história do esporte e deu detalhes sobre as quantias gastas no campeonato. Competente, eficiente e convincente.
O Jornal O Globo, por sua vez, é o grande campeão desse post e leva o Troféu Balacobaco®, que também acabei de inventar. O Globo fez uma grande cobertura da Copa do Mundo de Futsal nessa semana compreendida entre o dia 27/09 e 02/10. Na última terça-feira, o jornal saiu com um caderno especial sobre o evento, destacando o calendário da competição – que não está tão fácil de se encontrar por aí – e as cidades-sedes dos jogos. As matérias estavam bem elaboradas, em sua grande maioria, com dados relevantes e informações importantes para quem quisesse ir assistir às partidas, como endereço, acesso aos locais dos jogos, preços e afins. Não satisfeito, o impresso ainda fez um raio-x de cada país que participa da competição, destacando as principais conquistas de cada seleção, quem é o técnico e os principais jogadores dos times. Digno de uma copa do mundo de futebol de grama. Coisa linda de se ver.
Além disso, O Globo fez uma boa cobertura durante toda a semana, sempre procurando manter o leitor ligado na competição.
Quiçá as empresas de comunicação fossem mais dedicadas a outras modalidades além do futebol masculino tradicional. O incentivo ao esporte seria outro, e não sairíamos rindo feito bestas com uma pífia 23ª colocação no quadro de medalhas em Pequim e apenas três medalhas de ouro. Pra frente Brasil...
Marcelo Brandão, Nathalia Frensch, Amilton Leando, Raquel Bernardes, Erik Lima
Greve é motivo para veículos defenderem governo do DF

O DFTV mostrou matérias nos dias 30/09 e 01/10. A reportagem do dia 30/09, quando a greve tornou-se mais clara, foi uma reportagem grande, com bastante espaço no jornal. Quase um bloco inteiro para mostrar todos os lados.
Foi uma matéria cheia de dados e fontes. Mas a matéria do dia seguinte, a de que os professores pretendiam voltar a dar aula, foi menor. Mais parecia uma nota do que uma matéria de verdade. O âncora do jornal só divulgou o que os professores decidiram. Notícia dada. Creio que a nota foi divulgada assim pelo fato de no dia anterior o Bom Dia DF ter abordado a notícia. O Bom Dia DF mostrou uma reportagem sobre a greve também. Não foi uma matéria muito bem elaborada, não cobriu todos os lados.
O DF Record mostrou uma matéria no dia 30/09 sobre a greve. A matéria estava um pouco menor que a matéria do DFTV, mas o conteúdo não deixou a desejar. No dia 01/10 o jornal da Record, deu uma nota mais completa sobre a volta dos professores.
Na rádio Band News, às 11h26 do dia 02/10, houve um pequeno comentário sobre a greve dos professores em meio a comentários de outras greves, como dos bancários e dos Correios.A chamada falava que os alunos ficam sem aula com a paralisação dos professores no Distrito Federal, o que os prejudica. Logo após, há uma sonora do professor José Siqueira Neto sobre o assunto. Segundo ele, a paralisação em Brasília pode gerar um grande problema na educação dos alunos. Na Radiobrás FM e AM, na CBN, na Rádio Jovem Pan e na Transamérica não foi abordado o assunto.
A matéria do Correio Braziliense sobre o término da greve dos professores da rede pública, publicada no dia 1º de outubro, traz inúmeras informações sobre o assunto. O jornalista ouviu todos os lados da história, de representantes do governo ao Sinpro (Sindicato dos Professores). Mas cometeu alguns erros de português e foi pouco claro em alguns pontos, como em “A próxima assembléia da categoria está prevista para ocorrer em três semanas, quando serão avaliado os avanços nas negociações com a Secretaria de Educação.” Ele queria dizer que a próxima assembléia ocorrerá daqui a três semanas ou durante três semanas?
A matéria “Escolas Públicas sem Aula” do Jornal de Brasília foi totalmente tendenciosa. Mais parecia um artigo, não fosse pela quantidade de informações da matéria. Houve reclamações dos alunos e do governo, mas faltou ouvir os professores e seus argumentos para a ocorrência da greve.
Anna Karla Dantas, Caroline Figueira e Eugifran Moreira.
Foi uma matéria cheia de dados e fontes. Mas a matéria do dia seguinte, a de que os professores pretendiam voltar a dar aula, foi menor. Mais parecia uma nota do que uma matéria de verdade. O âncora do jornal só divulgou o que os professores decidiram. Notícia dada. Creio que a nota foi divulgada assim pelo fato de no dia anterior o Bom Dia DF ter abordado a notícia. O Bom Dia DF mostrou uma reportagem sobre a greve também. Não foi uma matéria muito bem elaborada, não cobriu todos os lados.
O DF Record mostrou uma matéria no dia 30/09 sobre a greve. A matéria estava um pouco menor que a matéria do DFTV, mas o conteúdo não deixou a desejar. No dia 01/10 o jornal da Record, deu uma nota mais completa sobre a volta dos professores.
Na rádio Band News, às 11h26 do dia 02/10, houve um pequeno comentário sobre a greve dos professores em meio a comentários de outras greves, como dos bancários e dos Correios.A chamada falava que os alunos ficam sem aula com a paralisação dos professores no Distrito Federal, o que os prejudica. Logo após, há uma sonora do professor José Siqueira Neto sobre o assunto. Segundo ele, a paralisação em Brasília pode gerar um grande problema na educação dos alunos. Na Radiobrás FM e AM, na CBN, na Rádio Jovem Pan e na Transamérica não foi abordado o assunto.
A matéria do Correio Braziliense sobre o término da greve dos professores da rede pública, publicada no dia 1º de outubro, traz inúmeras informações sobre o assunto. O jornalista ouviu todos os lados da história, de representantes do governo ao Sinpro (Sindicato dos Professores). Mas cometeu alguns erros de português e foi pouco claro em alguns pontos, como em “A próxima assembléia da categoria está prevista para ocorrer em três semanas, quando serão avaliado os avanços nas negociações com a Secretaria de Educação.” Ele queria dizer que a próxima assembléia ocorrerá daqui a três semanas ou durante três semanas?
A matéria “Escolas Públicas sem Aula” do Jornal de Brasília foi totalmente tendenciosa. Mais parecia um artigo, não fosse pela quantidade de informações da matéria. Houve reclamações dos alunos e do governo, mas faltou ouvir os professores e seus argumentos para a ocorrência da greve.
Anna Karla Dantas, Caroline Figueira e Eugifran Moreira.
Células- tronco dividem opiniões
Depois de muitas batalhas e mais de dez anos após a ovelha Dolly o Brasil avançou nas pesquisas com células-tronco embrionárias. O que é muito bom, pois vai proporcionar tratamentos alternativos contra doenças degenerativas como mal de Parkinson e Diabetes.
As pesquisas são lideradas pela cientista da Universidade de São Paulo (USP), Lygia Pereira. A pesquisadora já obteve muitos avanços após dois anos de tentativas.
Apesar de ser um assunto polêmico, e a sociedade poder ouvir os dois lados do tema, hoje não se admite que em pleno século XXI, células fiquem congeladas simplesmente por não concordarem com uma linha de pensamento.
A expressão religiosa não deve influenciar no avanço da Ciência. Tampouco a Ciência deve interferir nas crenças de cada um. O respeito à diversidade e pluralidade de pensamento e opinião, é talvez, a maior vantagem da humanidade. É Muito melhor procurar o bem estar dos que já estão aqui, do que ir por teorias do que poderia acontecer...
O que seria das câmeras digitais, se todos insistissem em usar as velhas máquinas analógicas?
O que seria do DVD se todos continuassem a assistir filmes no retrógado vídeo cassete?
Imaginem se hoje todos continuassem usando pombos correios ao invés do celular?
Adimar Junior, Diana Vasconcelos, Hermes Pena
As pesquisas são lideradas pela cientista da Universidade de São Paulo (USP), Lygia Pereira. A pesquisadora já obteve muitos avanços após dois anos de tentativas.
Apesar de ser um assunto polêmico, e a sociedade poder ouvir os dois lados do tema, hoje não se admite que em pleno século XXI, células fiquem congeladas simplesmente por não concordarem com uma linha de pensamento.
A expressão religiosa não deve influenciar no avanço da Ciência. Tampouco a Ciência deve interferir nas crenças de cada um. O respeito à diversidade e pluralidade de pensamento e opinião, é talvez, a maior vantagem da humanidade. É Muito melhor procurar o bem estar dos que já estão aqui, do que ir por teorias do que poderia acontecer...
O que seria das câmeras digitais, se todos insistissem em usar as velhas máquinas analógicas?
O que seria do DVD se todos continuassem a assistir filmes no retrógado vídeo cassete?
Imaginem se hoje todos continuassem usando pombos correios ao invés do celular?
Adimar Junior, Diana Vasconcelos, Hermes Pena
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Aberta a temporada de caça às benesses
Recesso branco no Congresso. Em decorrência do período eleitoral nos municípios brasileiros, os parlamentares têm se beneficiado do direito a “licença” para irem aos estados de origem prestar apoio aos aliados nas campanhas. Com essa saída estratégica os suplentes estão garantindo seus dias de fama. Está aberta a temporada de caça às benesses que o poder legislativo oferece.
A notícia da semana foi a posse da segunda suplente do senador Fernando Collor, que saiu de licença, por 90 dias, para apoiar a campanha de familiares em Alagoas. Com esta saída, o número de suplentes aumentou: mais de 20% dos 81 senadores eleitos.
A agência de notícias do Jornal Estadão publicou matéria sobre a posse de Ada Mello, a segunda suplente de Collor. No texto constam informações sobre a senadora que assumiu o cargo depois que o primeiro suplente, Euclydes Mello, também deixou o poder para auxiliar na campanha do município de Marechal Deodoro, no Estado de Alagoas. A matéria ainda cita informações sobre as intenções de Ada em lutar pelos “menos favorecidos”. O discurso de luta em prol dos oprimidos foi feito no plenário da casa, na última segunda–feira, dia 15 de setembro. A matéria ainda cita a proposta de emenda constitucional sobre o caso de suplência de senadores, que ainda está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa.
O site G1 também noticiou esse caso. No entanto, as duas matérias são similares a da Agência Estado. Somente são acrescidos dados sobre outros senadores que deixaram seus cargos para suplentes este ano.
Tanto a rádio Band News quanto a CBN não noticiaram o caso. Em relação aos veículos televisivos, fora a TV Senado, que fez a transmissão ao vivo da posse da Ada Mello, não houve ocorrência sobre o assunto.
Uma questão como essa não pode ser deixada de lado. A população, que é quem elege os parlamentares, deveria ser melhor informada sobre o assunto. Ao contrário, a informação ficou restrita à internet. Com um sistema de comunicação tão diversificado como o atual é inconcebível que um assunto dessa magnitude fique refém a apenas um instrumento de informação. A internet ainda não é acessível a toda a sociedade. Acrescente-se a isto o fato de a população não possuir conhecimento apurado acerca do processo de suplência na política brasileira. Muitas vezes nem se sabe quem é o suplente do político eleito. Isso mostra que o Brasil ainda está longe de ser democrático de fato.
Ninguém compra um produto sem saber se um outro, muitas vezes de pior qualidade, pode substituir o principal. Porque, então, na política tem que ser assim? Nessa perspectiva os veículos de comunicação, muitas vezes, são complacentes. A mídia deve, ou pelo menos deveria, honrar o acordo tácito firmado com a sociedade: divulgar todas as informações necessárias à formação de opinião para que a população possa tomar decisões.
Ainda estamos longe disso.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuez, Natália Pereira, Tamara Almeida, Samuel Júnior
A notícia da semana foi a posse da segunda suplente do senador Fernando Collor, que saiu de licença, por 90 dias, para apoiar a campanha de familiares em Alagoas. Com esta saída, o número de suplentes aumentou: mais de 20% dos 81 senadores eleitos.
A agência de notícias do Jornal Estadão publicou matéria sobre a posse de Ada Mello, a segunda suplente de Collor. No texto constam informações sobre a senadora que assumiu o cargo depois que o primeiro suplente, Euclydes Mello, também deixou o poder para auxiliar na campanha do município de Marechal Deodoro, no Estado de Alagoas. A matéria ainda cita informações sobre as intenções de Ada em lutar pelos “menos favorecidos”. O discurso de luta em prol dos oprimidos foi feito no plenário da casa, na última segunda–feira, dia 15 de setembro. A matéria ainda cita a proposta de emenda constitucional sobre o caso de suplência de senadores, que ainda está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça daquela casa.
O site G1 também noticiou esse caso. No entanto, as duas matérias são similares a da Agência Estado. Somente são acrescidos dados sobre outros senadores que deixaram seus cargos para suplentes este ano.
Tanto a rádio Band News quanto a CBN não noticiaram o caso. Em relação aos veículos televisivos, fora a TV Senado, que fez a transmissão ao vivo da posse da Ada Mello, não houve ocorrência sobre o assunto.
Uma questão como essa não pode ser deixada de lado. A população, que é quem elege os parlamentares, deveria ser melhor informada sobre o assunto. Ao contrário, a informação ficou restrita à internet. Com um sistema de comunicação tão diversificado como o atual é inconcebível que um assunto dessa magnitude fique refém a apenas um instrumento de informação. A internet ainda não é acessível a toda a sociedade. Acrescente-se a isto o fato de a população não possuir conhecimento apurado acerca do processo de suplência na política brasileira. Muitas vezes nem se sabe quem é o suplente do político eleito. Isso mostra que o Brasil ainda está longe de ser democrático de fato.
Ninguém compra um produto sem saber se um outro, muitas vezes de pior qualidade, pode substituir o principal. Porque, então, na política tem que ser assim? Nessa perspectiva os veículos de comunicação, muitas vezes, são complacentes. A mídia deve, ou pelo menos deveria, honrar o acordo tácito firmado com a sociedade: divulgar todas as informações necessárias à formação de opinião para que a população possa tomar decisões.
Ainda estamos longe disso.
Camila Costa, Jaqueline Silva, Layla Fuez, Natália Pereira, Tamara Almeida, Samuel Júnior
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Falta com a educação ou falta de educação?
Em meios de comunicação de massa como a televisão e o rádio, os assuntos comentados devem ser de importância social, levando em conta que não é preciso formação acadêmica para saber que a sociedade pauta os temas apresentados pela televisão. A TV consegue pautar o que se conversa.
Infelizmente, certas discussões parecem acontecer apenas quando é conveniente ao meio que o veicula. Pior que isso, talvez: é levado em conta o momento em que é veiculado. Acusação? Então porque temas dentro da educação chovem em época de eleições?
Na teoria, a sociedade pautaria os telejornais, que por sua vez, pautaria a política. Na prática, os telejornais pautam os assuntos que para eles são relevantes. Educação por exemplo. Por fim, a sociedade se vê encabrestada pelos jornais a fim de cobrar dos políticos. Uma simples forma de indução subliminar.
O Jornal Nacional, por exemplo, elaborou sua pauta de educação superficialmente. Apesar dos problemas seculares de educação no Brasil, o JN continua batendo na mesma tecla: falta capacitação pedagógica nos centros de ensino público. Isso não tira o mérito do JN. Mas, o jornal mais popular do país só está lançando essa bandeira novamente porque é época de eleição. Daqui a pouco, doutor Cristovão Buarque (ex-presidente da Universidade de Brasília e ex-governador de Brasília) aparece na televisão dizendo que o “problema está na educação”. O mesmo aconteceu com a Record.
Os jornais que me desculpem, mas a sociedade está careca de saber, está careca de reclamar e está careca de ouvir desculpas. Talvez, tenhamos nascido com algum tipo de calvície permanente porque sempre estivemos “carecas” por alguma coisa.
Foram dois dias de matéria de educação, uma na quarta-feira quando o JN lançou uma pesquisa do IBGE – onde a educação era um dos pontos críticos da pesquisa – e outra na quinta-feira, quando o mesmo jornal mostrou o drama do número de escolas com crianças analfabetas.
Não se devem desmerecer as matérias do Jornal Nacional, mas os prezados diretores do JN e da Record devem entender que não existem mais cabeças manipuláveis. Não precisamos de pauta que nunca muda e que não mostra nenhuma solução. É necessário levar os jornalistas de volta para as salas de aula e ensiná-los novamente as Leis Universais do Jornalismo? É necessário abrir mais a porta para este tema.
Tirem os gatekeepers de circulação por enquanto. Mostre em horário nobre a violência que toma as escolas públicas no país. Quem é que está sabendo, a não serem os moradores locais, que as escolas do Distrito Federal (berço da política) estão implantando câmeras de vigilância para monitorar e controlar a criminalidade?
Talvez o problema nem seja por causa dos barões do telejornalismo que querem que os políticos invistam em segurança mais rigorosa nas escolas. Não, este não é o calcanhar de Aquiles. Jornais simplesmente só pautam o que é Importante – com I maiúsculo mesmo. Pode até não ser de muita relevância, mas enquanto os jornais de horário nobre mostram estudantes de países longínquos, como um da Finlândia que matou dez pessoas nesta última terça-feira, a sociedade irá esquecer o real problema que atinge nossas escolas e nossa sociedade. Parece até que o problema também é nosso, e não deles. Aqueles que esqueceram das Leis Universais.
Carolina Lima, Gustavo Oliveira, Priscila Botão e Rayanne Portugal
Infelizmente, certas discussões parecem acontecer apenas quando é conveniente ao meio que o veicula. Pior que isso, talvez: é levado em conta o momento em que é veiculado. Acusação? Então porque temas dentro da educação chovem em época de eleições?
Na teoria, a sociedade pautaria os telejornais, que por sua vez, pautaria a política. Na prática, os telejornais pautam os assuntos que para eles são relevantes. Educação por exemplo. Por fim, a sociedade se vê encabrestada pelos jornais a fim de cobrar dos políticos. Uma simples forma de indução subliminar.
O Jornal Nacional, por exemplo, elaborou sua pauta de educação superficialmente. Apesar dos problemas seculares de educação no Brasil, o JN continua batendo na mesma tecla: falta capacitação pedagógica nos centros de ensino público. Isso não tira o mérito do JN. Mas, o jornal mais popular do país só está lançando essa bandeira novamente porque é época de eleição. Daqui a pouco, doutor Cristovão Buarque (ex-presidente da Universidade de Brasília e ex-governador de Brasília) aparece na televisão dizendo que o “problema está na educação”. O mesmo aconteceu com a Record.
Os jornais que me desculpem, mas a sociedade está careca de saber, está careca de reclamar e está careca de ouvir desculpas. Talvez, tenhamos nascido com algum tipo de calvície permanente porque sempre estivemos “carecas” por alguma coisa.
Foram dois dias de matéria de educação, uma na quarta-feira quando o JN lançou uma pesquisa do IBGE – onde a educação era um dos pontos críticos da pesquisa – e outra na quinta-feira, quando o mesmo jornal mostrou o drama do número de escolas com crianças analfabetas.
Não se devem desmerecer as matérias do Jornal Nacional, mas os prezados diretores do JN e da Record devem entender que não existem mais cabeças manipuláveis. Não precisamos de pauta que nunca muda e que não mostra nenhuma solução. É necessário levar os jornalistas de volta para as salas de aula e ensiná-los novamente as Leis Universais do Jornalismo? É necessário abrir mais a porta para este tema.
Tirem os gatekeepers de circulação por enquanto. Mostre em horário nobre a violência que toma as escolas públicas no país. Quem é que está sabendo, a não serem os moradores locais, que as escolas do Distrito Federal (berço da política) estão implantando câmeras de vigilância para monitorar e controlar a criminalidade?
Talvez o problema nem seja por causa dos barões do telejornalismo que querem que os políticos invistam em segurança mais rigorosa nas escolas. Não, este não é o calcanhar de Aquiles. Jornais simplesmente só pautam o que é Importante – com I maiúsculo mesmo. Pode até não ser de muita relevância, mas enquanto os jornais de horário nobre mostram estudantes de países longínquos, como um da Finlândia que matou dez pessoas nesta última terça-feira, a sociedade irá esquecer o real problema que atinge nossas escolas e nossa sociedade. Parece até que o problema também é nosso, e não deles. Aqueles que esqueceram das Leis Universais.
Carolina Lima, Gustavo Oliveira, Priscila Botão e Rayanne Portugal
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