terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tragédia em Santa Catarina

O caos causado pelas enchentes em Santa Catarina foi o grande destaque da semana nos noticiários de todos os veículos de comunicação. Quase todos eles, principalmente os jornais de TV e rádio, estavam numa disputa para ver quem cobria o assunto de forma mais completa. Nas emissoras de televisão Record e Globo, essa disputa foi ainda mais evidente. E houve também uma dramatização excessiva. Não que a tragédia não seja grande o suficiente para ganhar destaque, mas algumas vezes as emissoras exploraram as imagens e a tristeza das vítimas para ganhar audiência.
No Jornal Nacional, as matérias e links sobre a situação do estado estiverem presentes diariamente no noticiário. Além de imagens surpreendentes dos estragos do temporal, a Rede Globo disponibilizou informações e dados, quase que em tempo real, dos estragos. Aqui em Brasília, por meio do DFTV, foi organizada uma campanha para ajudar as vítimas das cheias.
A TV Record também cobriu amplamente em todos os programas. Na quinta-feira (27), iniciou uma campanha de arrecadação de donativos e de dinheiro, dispondo uma conta corrente para depósitos e ressaltando que todas as doações seriam fiscalizadas pelo Ministério Público. Todos os programas relembram a campanha e inclusive durante os comerciais, os apresentadores aparecem pedindo que as pessoas participem. Flashes com a participação e resultados das afiliadas são exibidos em toda a programação. A catástrofe continua sendo exibida sim, mas compete com a campanha que, por sua vez, demonstra que a Record mede forças tete à tete com a Globo. Bom, enquanto as pessoas que perderam tudo sejam minimamente beneficiadas, que as emissoras continuem se digladiando!
Na rádio Bandnews FM, o assunto estava nem todos os giros. Jornalistas que estavam no estado entraram ao vivo, atualizando as informações da região. A rádio também se engajou na campanha para ajudar as pessoas que estão desabrigadas. Ao final das matérias, os âncoras incentivavam os ouvintes a ajudar. Especialistas foram entrevistados para explicar o motivo de tanta chuva no sul e porque tantos estragos.
A rádio CBN criou até uma página especial chamada "tragédia da chuva" na página inicial da emissora na Internet. No link, foram separadas todas as notícias sobre o assunto, desde a atualização do número de mortes até instruções para quem quisesse fazer doações às vítimas que perderam tudo.
A cobertura nos jornais impressos, até mesmo por motivos comerciais, não foi tão exaustiva quanto nos outros meios de comunicação, principalmente no televisivo. No entanto, o caos instaurado no Vale do Itajaí (SC) foi noticiado diariamente no caderno nacional dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo. No início da semana, ocupava as páginas dos jornais os primeiros resultados das chuvas desde o sábado passado, com destaque para as dezenas de deslizamentos registrados nas cidades de Itajaí e em mais 44 municípios, além da turística Blumenau. Com o passar dos dias o balanço da tragédia foi o destaque da cobertura, intercalada com notícias de solidariedade dos brasileiros para com os catarinenses. Destaque para notícia do O Globo sobre a organização de uma partida de futebol e uma corrida automobilística para arrecadar mais dinheiro para a reconstrução das casas de quase 80 mil desabrigados.


Grupo: Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

El Mapa de Todos e a mídia de ninguém

Aguardado pelos amantes da música, o festival "El mapa de todos"começou ontem (27), no Espaço Brasil Telecom. A atração mais aguardadaera Marcelo Camelo, vocalista da banda (em recesso) Los Hermanos, querecentemente lançou o CD solo "Sou". Os veículos que mais deramatenção ao festival, que vai até sábado, foram os jornais impressosCorreio Braziliense e Jornal de Brasília. Os telejornais locais apenas anunciaram os shows em suas agendasculturais, assim como os rádios. Isso deixa o público à parte de umfestival importante na integração ibero-americana. O brasiliense BetoSó, que abriu o festival, destaca a importância do El Mapa de Todos."Temos uma certa ignorância do que é a produção em festivais vizinhos.Eu mesmo conhecia poucas bandas que vão tocar aqui", confessa. Na cobertura do festival, não foi possível ver mídias muitoconhecidas. À exceção do portal clicabrasilia.com.br, de repórteres daTramavirtual e do colunista Jamari França, d'O Globo, poucos meios decomunicação se interessaram pela cobertura. A banda uruguaiaDanteinferno também esteve no palco ontem, e o vocalista, FranciscoPancho, adorou a estrutura. Cansado (depois de um show enfadonho), eledestacou o paredão que separa a cultura dos países ibéricos. "Acho queexiste falta de empenho de ambas as partes", acusou Pancho, que disseque de música brasileira "só ouvi Maria Bethânia e Chico Buarque". Um das figuras mais presentes atualmente na mídia (por conta de seunamoro com a teen Mallu Magalhães), Marcelo Camelo fez show morno, oque contrariou as expectativas dos fãs do Los Hermanos, uma das bandasbrasileiras mais cultuadas dos anos 2000. Nada. Apenas uma matéria nosite do Jornal de Brasília. Brasilienses reclamam tanto que não há espaço para as bandasindependentes da cidade. Que Brasília não recebe shows importantes. Eum festival que reúne bandas de diversos países (Argentina, Peru,Chile, Uruguai, Portugal) não recebe a menor importância.

Camila Denes, Luiza Andrade e Vítor de Moraes

Santa e Trágica Catarina

Desde o dia 22/11, as chuvas em Santa Catarina têm atingido níveis cada vez mais críticos. Já são 114 mortes e mais de 78 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e seguiram para abrigos públicos ou residência de familiares e amigos. Pelo menos 19 permanecem desaparecidas. Ao todo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. Foi decretado estado de calamidade pública em 12 cidades e o caos se instalou em Santa Catarina.
A maior operação aérea da Defesa Civil na história do Brasil se tornou uma operação de guerra, que tem como QG uma das salas do Aeroporto Internacional de Navegantes, onde há mapas afixados com cartas aeronáuticas, quadros com missões a serem cumpridas por pilotos e tripulantes de 12 instituições estaduais e federais, incluindo Exército e Aeronáutica.
Depois das enchentes, o estado está em reconstrução. O Corpo de Bombeiros trabalha dia e noite sem parar para socorrer as famílias. Os carros estão sem condições de circular.Em diversas regiões, as pessoas estão se deslocando nas ruas através de embarcações. Igrejas, campos de futebol e até casa noturnas se transformaram em abrigos para as vítimas das enxurradas. O Governador do Estado, Luis Henrique Silveira, divulgou telefones úteis para doações às vítimas das chuvas e o valor arrecadado já passa de R$2 milhões. Doações são recebidas a todo momento e de todo o país. Até as forças militares se mobilizaram.
Neste momento, umas das maiores preocupações são as doenças que podem causar epidemias diante da população de Santa Catarina. Até o momento, há 21 pessoas com suspeita de leptospirose.Diante à grande demanda nos hospitais do estado, a Aeronáutica vai montar um hospital de campanha na região do Vale do Itajaí. O hospital terá capacidade para fazer até 400 atendimentos por dia e começa a funcionar nesta segunda-feira (1º).
Além disso, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disponibilizou 150 homens da Força Nacional de Segurança para ficarem à disposição do Governador do estado. O presidente Lula assinou, na última quinta-feira uma medida provisória de R$1,6 bilhão para auxiliar os estados que passam por situação de calamidade pública causada pelas enchentes.
Na manhã da última sexta-feira (28), começou o trabalho de retirada de corpos nas regiões atingidas pela chuva. Voluntários estão ajudando policiais, bombeiros e militares no trabalho de resgate das vítimas. A segurança dos sobreviventes nas áreas destruídas se tornou uma preocupação a mais do Estado. Além de boatos de estupros na periferia de Blumenau e do Baú, há relatos de que pessoas com fardas falsas do Exército estão entrando nas casas para roubar.
Apesar da situação em Santa Catarina ser relativamente estável, cinco dias depois do início das chuvas, meteorologistas afirmam que não há perspectiva de tempo firme pelo menos até a próxima semana em Santa Catarina. Na última quinta-feira, o Governador do estado decretou luto oficial por três dias.

Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes e Thaís Paranhos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Números crescem em meio ao descaso do governo

Números. As mortes são apenas mais alguns números. A tragédia de Santa Catarina, que atingiu outras 12 cidades e Florianópolis, está mais uma vez nos noticiários. Mas neste ano, de uma forma mais intensa. Jornal Nacional, Jornal da Record, Jornal da Band, todos os telejornais destinaram praticamente um bloco inteiro para falar sobre o assunto. Tudo bem que é um tema importante, mas o que acaba acontecendo é que os números viram só mais uns nas estatísticas.
Nos jornais e na internet não é diferente. Números e mais números. "Segundo boletim divulgado pelo Departamento Estadual de Defesa Civil às 15h02 de hoje (28), Ilhota é a cidade com maior número de mortes (29). Em seguida, vêm Blumenau (23); Gaspar (15); Jaraguá do Sul (13); Luís Alves (cinco); Rodeio (quatro); Rancho Queimados, Benedito Novo e Itajaí (dois óbitos em cada) e Brusque, Pomerode, Bom Jardim da Serra, São Pedro de Alcântara e Florianópolis (uma morte em cada)", como diz o Correio Braziliense As rádios não ficam atrás.
O que não dá para entender é que o governo sabe que todo ano há enchentes que destroem casas, acabam com móveis, eletrodomésticos, relíquias que famílias demoraram anos para conseguir, mas mesmo assim espera a chuva cair e alagar tudo para depois socorrer os flagelados. É claro, eles estão nas suas casas, bem protegidos, sem perigo de serem soterrados ou terem suas casas devastadas e seus entes queridos indo para debaixo da terra. Não era mais fácil tomar alguma atitude, como melhorar a infra-estrutura, desentupir bueiros, dar condições de moradia para os menos favorecidos ao invés de tapar o sol com a peneira?
Não é de hoje que esse tipo de problema afeta as cidades do Sul e Sudeste do país. E parece, ou melhor, parece não, as autoridades fingem não saber disso. Esperam acontecer. E depois ficam arranjando desculpas em frente aos microfones. Tanto que São Paulo e Rio de Janeiro todo ano estão nas manchetes dos meios de comunicação. Por outro lado, somos um povo solidário. A ajuda das pessoas de outros estados, os alimentos, roupas, água, material de higiene vindos mostram como o povo brasileiro se conscientiza com a dor do outro, mesmo que esse nem parente seja.

Anna Karla, Caroline Figueira, Eugifran Moreira

As várias faces da cultura brasiliense

Brasília em meados da década de 80 era intitulada pelos nativos como a capital do rock. Mas, enganam-se os que pensam que esse título ficou no passado. Ainda hoje, algumas pessoas valem-se dessa afirmação para justificar seu gosto musical ou as coisas que simplesmente absorvem por osmose.

A quantidade de eventos culturais na capital pode não ser tão grande como é em São Paulo (capital) ou no Sul do país, mas é mais farta que em muitas cidades onde o acesso à cultura é algo eventual ou incomum. Em algumas localidades a cultura nasce de tradições familiares, pois muitos governantes não vêem nela algo em que se deva investir.

Brasília, ao contrário, oferece um leque de opção àqueles que estão acostumados a apreciar o convencional - independe do grupo ao qual pertença. Com o rock n’ roll não poderia ser diferente. O convencional também se destaca. Movimentos como o underground caem no sentido estrito-literal e acabam como outros setores marginalizados da música. Essa é a conclusão dos poucos expectadores e amantes do rock não-convencional, ou melhor, daquele que não faz parte e não tem lugar no cenário “arroz com feijão”.

Em 10 de março de 2003, o Correio Braziliense fez uma matéria sobre o Conic, um dos pontos do Distrito Federal onde se pode comprar cultura alternativa, como discos, blusas e até ingressos para um show de rock. A matéria chamou a atenção do leitor para a freqüencia de 1.5 mil pessoas diariamente no local - o que definitivamente não é um número muito expressivo para a capital do rock. Em contrapartida, a mesma publicação divulgou depoimentos de pessoas que confirmaram a dificuldade de donos de lojas em se manterem.

No Conic, ainda hoje, há opções para os apreciadores das diversas derivações do rock n’ roll. Além da venda de artigos diversos, existe uma casa de show na localidade. Mas, fato é que, pode-se contar nos dedos de uma mão a quantidade de casas de shows que oferecem a mesma proposta aos jovens do Planalto Central. As poucas que existem, porém, - seguindo a lógica de serem poucas - têm liberdade para taxar nas alturas o preço dos espetáculos que oferecem.

Por meio desse apanhado sobre a falta de oferta aliada aos altos preços, cai-se naquela velha discussão sobre gosto burguês. Isto é, aquele que se sustenta unicamente com dinheiro. Mas a pergunta que fica é: sem dinheiro, não há gosto para esses poucos apreciadores?

É necessário coragem para investir em algo diferenciado. É necessário dinheiro para sustentar uma plataforma sem o mínimo de garantia de sucesso. Isso pode, muito bem, ser a saída de donos, produtores de eventos e afins justificarem os altos preços dos ingressos. Mas, definitivamente, não é a melhor maneira de se investir em cultura. Porque cultura é algo amplo, seja lá qual for o gosto do expectador.

Guilherme Araújo, Mariana Laboissiere

Jornalistas de rédea curta

O deputado Raul Jungmann entregou "oficialmente" ao presidente do Supremo Tribunal federal, Gilmar Mendes, na semana passada a fita com o áudio da tal reunião do Protógenes. A notícia se espalhou como pólvora. Jornais de todo o país estavam de butuca no Congresso.

Mas o que ninguém se perguntou foi "onde Jungmann conseguiu o áudio?" - que foi juntado num processo sigiloso - e "se o requerimento nesse sentido - que não é dele - ainda depende de aprovação pela CPI?".
Em Brasília, há um evidente mal estar entre os repórteres. Tudo porque todos estão comendo na mão de Jungmann.

O que aconteceu com nossos heróis repórteres? Como na televisão, o repórter não tem muitas fontes? Talvez a culpa seja dos produtores que fielmente procuram somente as fontes que já estão marcadas na agenda de contatos. As fontes são acertadas pela produção que segue as pautas logo depois, mas seria bem melhor se os repórteres pudessem "cavar buracos" em outro local para ver se encontram novas informações. Os editores devem procurar jornalistas isentos que cobrem o setor esperando que procurem outras versões.
A mídia está percebendo – no gerúndio mesmo - de que está no fim da página. Os mass midia estão se desmoralizando perante o público, que criam o maior racha com a opinião pública. Jornalistas não perceberam por completo que o desgaste dos meios de comunicação – principalmente a Globo com as diretas, nos anos 80 - já se tornou café pequeno perto do que está ocorrendo nesse momento.

Ficar cavando ao redor de uma fonte só não é o que aprendemos nas faculdades, a prática é diferente, mas não tanto assim. Novamente os políticos estão rolando de rir às custas de "jornalistas com cabresto". A manutenção de fontes abaixo de qualquer suspeita, como o deputado Raul Jungmann, apenas aprofundará um fosso bem longe da verdade. Os repórteres estão tendo mais respeito pelas empresas do que com a própria verdade. Resta o público novamente, abrir o olho.

Gustavo Souza, Rayanne Portugal, Priscila Botão, Caroline Lima

O Rappa agita a galera de Brasília

Na sexta feira passada um público estimado de oito mil pessoas cantou e dançou as novas músicas do Rappa da nova turnê do CD 7 vezes. Em Brasília todos esperavam com grande expectativa esse novo show do grupo que já tem 15 anos de carreira.
Na ultima passagem da banda por Brasília, na divulgação do acústico MTV, houve problemas. O show começou depois 4 da manhã por causa a problemas com caminhão dos instrumentos que não chegou. Isso deixou o publico impaciente e rendeu até um pedido de desculpas para os brasilienses no programa do Jô. Problemas acontecem e Marcelo Falcão tem crédito com os fãs.
O Rappa vem à cidade pelo menos uma vez por ano com uma formação sólida: Xandão (guitarra), Lauro Farias (baixo) Falcão (vocal) Marcelo Lobato (bateria).Vale ressaltar que nesta turnê Marcelo Lobato voltou para os teclados junto com o irmão Marcos. O músico havia ocupado o lugar de Marcelo Yuka que sofreu acidente em 2001.
Para os fãs o show foi uma verdadeira Mega produção com telão que projetava as música novas, o que deixou todos empolgados com o show.
O repertorio é uma mistura de novos e velhos sucessos como Reza Vela, Lado B Lado A. Sem esquecer das músicas novas: O monstro invisível, Meu mundo é o barro. E algumas homenagens a Luiz Gonzaga e artistas da cidade. Falcão continua com a língua afiada e não deixou de alfinetar os políticos.


Adimar Junior, Hermes Pena e Diana Vasconcelos.

Consumismo... até onde é normal?

O fim de ano desperta sentimentos controversos na sociedade. Férias, festas de Natal e de Ano Novo, renda extra com o décimo terceiro salário... Nasce daí uma necessidade desenfreada por comprar aquilo que, até ontem, não era necessário e hoje passou a ser essencial. Afinal, para que a família se reúna e, com isso, comemore as conquistas do ano que se encerra, é necessário enfeitar a casa, preparar a árvore de Natal e comprar todas as guloseimas que só nesta época do ano comemos sem culpa.
Mas o que está por trás de toda essa festividade? Lucro para o comércio (claro!). Vendas aceleradas, mesmo com o consumidor cheio de contas para pagar. Afinal, as condições são irresistíveis. Pagar pelo que se está comprando? Só no ano que vem! (como se com isso o consumidor deixasse de pagar). Parcelamentos a perder de vista ou, melhor, primeiro pagamento só depois do Carnaval (onde vamos parar!).
Todos os sacrifícios valem a pena podem afirmam muitos. Afinal ninguém pode (ou quer) deixar de comprar uma “lembrancinha”, que seja, para o pai, a mãe, o filho, o cachorro e o periquito. Ah! E não se pode deixar de fora (mais compras!) a roupa nova para o Natal e para a virada do ano. Alguns podem perguntar: Trata-se de consumismo exagerado? Suspeitamos que sim. Mas, associada a outras questões como, por exemplo, esquecimento do sentido real das festas de fim ano, distanciamento das questões religiosas e/ou familiares, necessidade de mostrar aos outros o quão “feliz” e bem sucedido está... Aparência é tudo!
O que é realmente importante (reunir a família simplesmente pelo prazer de estar junto) parece escorrer por entre os dedos como se fosse água. Passou a ser normal uma pessoa nem olhar na cara do outro durante todo o ano e, durante as festividades, comemorarem como bons e velhos amigos. O que se tira de tudo isso? Nada. Apenas aparências. Os castelos estão sendo construídos sobre a areia e, a qualquer momento, ruirão. E a mídia, apenas colabora para que esse comportamento seja cada vez mais divulgado. Afinal, são negócios. E com dinheiro não se brinca, pelo menos com o dos veículos midiáticos.
E a rotina continua, no início de todos os anos, a história se repete. Depois das festas, da “alegria” desmedida, restarão dívidas homéricas como a renovação de matrículas, a compra de material escolar e a fatura do cartão de crédito (assustadoramente) alta! Arrependimento de toda a sorte ocorrerá. Metas serão traçadas (mas nunca cumpridas). Trata-se de um círculo altamente vicioso. Necessita-se urgentemente de pessoas de coragem para rompê-lo!

Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natália Pereira, Samuel Junior e Tamara Almeida

SE BEIJAR É CRIME, PODEM NOS PRENDER!

Deu no globo.com: Passageiro vira réu após tentar roubar beijo em van de Brasília. O caso trata-se, basicamente, de um indivíduo muito do gaiato que tentou beijar no rosto uma moça em uma van, na periferia de Brasília. Resultado, não conseguiu beijá-la e ainda tomou uns tapas da mesma, que o processou. Depois de mais de dois anos com o processo arrastando na justiça, o sujeito foi inocentado. Além da própria matéria por si só ser muito pitoresca, vale ressaltar as geniais frases do juiz, devidamente colocadas em aspas na matéria. Em uma delas, ele explica o caso: "a moçoila ofendida foi surpreendida pelo inopinado beijoqueiro, que, não resistindo aos encantos da donzela, direcionou-lhe a beiçola, tendo como objetivo certo a face alva da passageira que se encontrava ao lado".
É só a gente que acha isso ou realmente existe uma grande quantidade de ironia na frase acima? De tão indignado que estava o juiz, por ver-se obrigado a julgar algo tão inútil, ele ainda afirmou fazer “votos de que não surja um ‘iluminado’ com a ‘estupenda’ idéia de, por meio de recurso, prorrogar a presente discussão e sangria de recursos públicos financeiros e humanos”. Com essas autênticas jóias, ele até merece sair do anonimato. Fábio Martins de Lima, juiz substituto da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do DF. Já somos fãs desse cara.

Esse caso todo nos põe a pensar. Onde está o romantismo de outrora? Será que não é mais possível fazer algo romanticamente inesperado? Será que um beijo roubado numa van não pode vir a desencadear um romance arrebatador, ou até um casamento frutífero? Será que em breve um pobre sujeito pode tomar um processo nas costas por dizer “rapaz, isso lá em casa...” ao ver uma moça graciosa passando pela rua? Será que agora só poderemos arriscar seduções mais ousadas através de salas de bate papo na Internet?

Se a moça da van não gostou (e não gostou mesmo), deveria se limitar aos tapas, devidamente testemunhados pelos presentes, e pronto. Ela sairia com sua honra lavada e o cara frustrado; mas acabaria ali, sem necessidade de gastos com recursos públicos ou com o precioso tempo de promotores e juízes, que deveriam cumprir suas jornadas de trabalho com pautas mais significantes.

Mas deixamos o melhor pro final. Segundo a matéria, o juiz, após o desfecho da audiência, perguntou à moça se o tal rapaz era bonito, assim, só por curiosidade. Sabem o que ela respondeu? “Doutor, se ele fosse o Reinaldo Gianechini, a reação teria sido outra”. Essa mulher não é uma bela duma sem-vergonha? O cara, então, foi processado não por tentar beijá-la, e sim por ser feio demais para ousar? Tudo bem que as chances dela encontrar o Gianechini em uma van em Brazlândia, cidade-satélite de Brasília, são as mesmas que nós temos de ganhar um Prêmio Esso por esse texto, mas é muita cara de pau da moça dizer na cara do juiz, em outras palavras, que o beijo não foi o problema, o problema foi a cara do beijoqueiro. Por essas e outras que ela perdeu a ação. Essa dona aí merece morrer solteirona e sem filhos, cuidando de 15 gatos e dos filhos da irmã, quando esta sai para pegar um cineminha com o maridão, que todo mundo diz ser incrivelmente parecido com aquele ator, o tal do Reinaldo Gianechini.

Marcelo Brandão, Raquel Bernardes, Erik Lima, Nathalia Frensch, Amilton Leandro

Barbáries inaceitáveis

Nem só de coisas leves, suaves, vivem os meios de comunicação no Brasil. Notícias grotescas, inaceitáveis e inacreditáveis tomam conta dos noticiários praticamente todos os dias.
As crianças estão sendo vítimas freqüentes de pedofilia, abuso sexual, assassinato com requintes de crueldade... O caso das duas meninas no Paraná, violentadas sexualmente e assassinadas, chocam não só pelo crime em si, mas pela forma cruel que são realizados.
Nós, como telespectadores não devemos apenas ler ou ver a notícia e ficarmos horrorizados.
Acho que nós, como “vítimas” devemos preservar nossas crianças, cuidar da inocência da infância de nossos filhos, ser mais atentos ao que eles fazem, com quem falam, o que falam. Claro, isso não vale para os algozes, que muitas vezes são os próprios pais e parentes. Esses deveriam sofrer e não vejo alternativa para esses doentes se não a morte.
Já para nossos “farejadores de tragédias”, os jornalistas, além de repassar a notícia, devem buscar soluções junto às entidades governamentais, ONGs para que formulem políticas de prevenção para esses crimes.
Para não ficar apenas nas críticas, quero elogiar a iniciativa de várias entidades governamentais e não-governamentais na criação de um projeto de lei aprovado recentemente pelo Congresso Nacional, já sancionado pelo presidente Lula, que pune com oito anos de prisão quem produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. E o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que reúne três mil pessoas de 140 países esta semana, no Rio de Janeiro que discute ações, medidas para combater crimes de violência sexual.
Mas, atenção!!! Alerta!!! Não podemos ficar apenas na teoria, temos que realmente fazer alguma coisa. É a vida de nossos filhos que está em jogo!!

Hermes Pena, Diana Vasconcelos, Adimar Júnior

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A velha história das carteirinhas estudantis

Quem procura se divertir nas tarde e noites de Brasília indo ao cinema pode se decepcionar com a atual situação dos estabelecimentos. A grande quantidade de expectadores, muitas vezes, gera congestionamento nas bilheterias e nas salas onde são transmitidos os filmes. Esse aborrecimento testa a paciência daqueles que procuram na atividade de lazer uma opção de divertimento. Mas o problema não se restringe a superlotação, pois, o valor do ingresso na capital está entre os mais caros do mundo.
Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, a superlotação ocorre devido à emissão desenfreada de carteiras estudantis falsas. Ele explica que essa prática justifica o preço exorbitante dos espetáculos, reduzindo assim a duração das temporadas. Como solução, Ferreira sugere que o Congresso fixe regras sobre a concessão da meia-entrada para os estudantes.
A senadora Marisa Serrano, do PSDB, propõe alternativas mais concretas. Uma delas consiste em reservar 30% dos assentos para as meia-entradas pagas por estudantes e idosos. Segundo Marisa, a medida baratearia os espetáculos brasileiros.
O Correio Braziliense e o Jornal de Brasília acompanharam esse assunto durante a semana. Segundo publicação de ambos, ainda haverá muita coisa para se discutir até que a situação se resolva. Os políticos que acompanham o caso estimam que essa discussão se estenda por mais um ano.
Uma das questões que deveriam ter sido tratadas para tentar solucionar o caso refere-se à ampliação das opções culturais da capital e ao investimento em projetos que atendam a grande demanda de espectadores. Outro ponto que merece destaque é a centralização de emissão de carteiras estudantis em alguma instituição séria e comprometida. Com isso, os fraudadores teriam mais dificuldade de burlar o sistema. Para que isso ocorra, acreditamos que seria necessária mão-de-obra qualificada e métodos mais rígidos, que comprovem se a pessoa realmente está matriculada em alguma instituição de ensino.

Mariana Laboissiere e Guilherme Araújo

Euforia norte-americana agita brasilienses

Para quem curte rock alternativo com pitadas sessentista e setentistapoderá ver de perto a banda norte-americana Black Lips nocentro-oeste. Com duas apresentações marcadas, a banda se apresentouna última quinta-feira (20) em Brasília, no espaço Brasil Telecom. Opróximo show acontecerá em Goiânia, no festival Goiânia Noise, queacontecerá no próximo final de semana, dias 22 e 23 de novembro. A banda, ainda não muito conhecida, vem conquistando seu espaço poronde passa com suas apresentações irreverentes, eufóricas e algumasvezes, chocantes. Black Lips mantém de pé o carisma e a animação dosfãs que curtem os shows tão animados quanto os integrantes que nãoparam de pular, dançar, rodopiar e conversar com o público. Além de se garantirem em cima do palco, a banda contou com adivulgação de seus shows em sites de notícias, rádio e cadernosdirecionados a eventos, nos jornais impressos. A divulgação que já vemsendo feita há alguns meses, teve força ainda maior na última semana,principalmente nas páginas de notícias da internet, o que faz sentidopor ser um evento direcionado aos jovens. Os cadernos de cultura dos jornais impressos realizaram bem o trabalhode divulgação do show da banda estrangeira, pecando em alguns dias,mas sem deixar de anunciar. No rádio, em horários e programasespecíficos, ouviu-se uma, ou duas vezes a divulgação do show, tambémem programas que divulgam os eventos da cidade. Nos telejornais, comoo imaginado, não houve divulgação dos shows. Para quem perdeu a oportunidade de assistir ao show da banda, que estádando o que falar, ainda tem tempo de se animar e pegar a estrada parao Festival de Goiânia, se despedir da passagem inesquecível, da banda pelo Brasil.

Vítor de Moraes, Luiza Andrade e Camila Denes

Recicle suas idéias!! O planeta agradece

O evento sócio-ambiental que aconteceu no IESB contou com a participação de empresas privadas e do setor publico. O governo estava representado pelo Eco-Câmara. (Projeto da Câmara dos Deputados em apoio ao meio ambiente). Para Jacimara Guerra, Machado representante do projeto, a Câmara tem várias ações na área ambiental. “A Câmara tem projetos de coleta seletiva de lixo. Acho que a situação neste sentido melhorou, porém está longe de ser ideal”, explica.
As palestras contaram com especialistas do setor privado, educacional e ambiental. Além disso, o encontro contou com exposição de produtos alternativos que seguem a linha do ecologicamente correto, como por exemplo, alimentos do cerrado cultivados e tratados sem agrotóxicos e objetos recicláveis. Paulo Silva 38 anos, faz parte da Cooperativa Central do Cerrado de agricultura familiar. “As pessoas estão consumindo mais os produtos orgânicos, com isso, nós produtores conseguimos uma renda maior com a produção deste tipo de alimento”, conclui.
Para a estudante do 2º Semestre de secretariado executivo Carla Watanabe, falta ao estudante universitário empenho para praticar o desenvolvimento sustentável. “Apesar dos estudantes universitários terem consciência ecológica, não ligam muito para essas coisas”, justifica. Segundo um dos organizadores do evento, Emanuel Fonseca, a área de preservação do meio ambiente está em crescimento e engloba vários cursos.
A participação da galera foi intensa, muitos alunos de publicidade, turismo e jornalismo ajudaram na organização do evento. Alguns estudantes disseram que esse tipo de evento deve se repetir ao longo do semestre. Estudantes, donas de casa, cidadãos, enfim todos devem reciclar as idéias, se conscientizar, caso contrário o planeta irá para o lixo, sem direito de comprar um novo.

Hermes Pena, Adimar Júnior, Diana Vasconcelos

Brasil vence Portugal na reabertura do Bezerrão

O tão esperado amistoso pelos brasilienses foi encerrado com festa. A seleção brasileira goleou a equipe de Portugal por 6x2, na última quarta-feira (19). A torcida pode ver um desfile de estrelas em campo, e saiu satisfeita com o que viu. O jogo marcou a reabertura do Bezerrão, no Gama, após uma reforma para adequar o estádio aos padrões da Fifa, uma vez que a Copa de 2014 será realizada no Brasil e a capital cogita sediar o mundial de futebol.
A seleção brasileira esteve à vontade em campo. Mas foi preciso tomar um susto, quando em menos de 10 minutos de jogo, a seleção portuguesa abriu o placar da partida. Depois o time reagiu. Aos poucos, os jogadores brasileiros foram se soltando em campo. E a vitória estava garantida e justa. Destaques do jogo? Os jogadores brasileiros Kaká, Robinho e Luís Fabiano, que fez três, dos seis gols da partida. A bela atuação da seleção e da torcida, marcou a cidade como a capital do futebol.
Em campo estiveram o melhor jogador do mundo, o brasiliense Kaká e o forte candidato a melhor jogador deste ano, Cristiano Ronaldo. A disputa de qual seria o melhor jogador em campo animou os brasilienses. Outra disputa fugiu a discussão de quem jogava melhor. As mulheres de Brasília discutiram quem era o jogador mais bonito. Kaká ou Cristiano Ronaldo? Quanto à beleza, não houve um resultado, mas dentro de campo, o jogador brasileiro esteve melhor. Cristiano Ronaldo esteve tímido durante a partida e sua atuação decepcionou a torcida que estava no estádio.
Foram gastos R$ 50 milhões para reformar o local e mais R$ 10 milhões na festa de reabertura. Estiveram presentes celebridades como o cantor sertanejo Zezé de Camargo, os ex-jogadores de futebol Pelé e Romário e o piloto da Fórmula 1 Felipe Massa.

Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos

Brasil vence Portugal na reabertura do Bezerrão

O tão esperado amistoso pelos brasilienses foi encerrado com festa. A seleção brasileira goleou a equipe de Portugal por 6x2, na última quarta-feira (19). A torcida pode ver um desfile de estrelas em campo, e saiu satisfeita com o que viu. O jogo marcou a reabertura do Bezerrão, no Gama, após uma reforma para adequar o estádio aos padrões da Fifa, uma vez que a Copa de 2014 será realizada no Brasil e a capital cogita sediar o mundial de futebol.
A seleção brasileira esteve à vontade em campo. Mas foi preciso tomar um susto, quando em menos de 10 minutos de jogo, a seleção portuguesa abriu o placar da partida. Depois o time reagiu. Aos poucos, os jogadores brasileiros foram se soltando em campo. E a vitória estava garantida e justa. Destaques do jogo? Os jogadores brasileiros Kaká, Robinho e Luís Fabiano, que fez três, dos seis gols da partida. A bela atuação da seleção e da torcida, marcou a cidade como a capital do futebol.
Em campo estiveram o melhor jogador do mundo, o brasiliense Kaká e o forte candidato a melhor jogador deste ano, Cristiano Ronaldo. A disputa de qual seria o melhor jogador em campo animou os brasilienses. Outra disputa fugiu a discussão de quem jogava melhor. As mulheres de Brasília discutiram quem era o jogador mais bonito. Kaká ou Cristiano Ronaldo? Quanto à beleza, não houve um resultado, mas dentro de campo, o jogador brasileiro esteve melhor. Cristiano Ronaldo esteve tímido durante a partida e sua atuação decepcionou a torcida que estava no estádio.
Foram gastos R$ 50 milhões para reformar o local e mais R$ 10 milhões na festa de reabertura. Estiveram presentes celebridades como o cantor sertanejo Zezé de Camargo, os ex-jogadores de futebol Pelé e Romário e o piloto da Fórmula 1 Felipe Massa.

Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos

Sétima arte em ascensão

Como há 41 anos, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou essa semana. Com várias atrações, esta edição traz uma novidade em relação aos outros anos. Para aqueles que não têm acesso a esse tipo de programação ou, ainda, não tiveram a oportunidade de conhecer as obras, a história será diferente. Alguns filmes serão exibidos nas estações do metrô: Central, 108 Sul, Praça do Relógio e Ceilândia, de 16h30 as 19h30, até dia 25 de novembro.
Além dos filmes, os admiradores do cinema podem acompanhar seminários e oficinas com temas desde “As diferenças entre teatro, cinema e TV” até, “A linguagem literária para Cinematográfica”. Esta é uma ótima chance para divulgar ainda mais os filmes brasileiros produzidos e para disseminar a cultura de um trabalho tão admirado e prestigiado nos últimos tempos.
Mesmo com tantas vantagens, contudo, há quem não considere os filmes produzidos uma grandiosidade. Durante a semana, nas principais rádios da cidade, foram feitas algumas matérias sobre o evento. Enquanto uns aplaudem de pé as produções, outros alegam que a qualidade das obras tem caído ano após ano. Além disso, as más línguas ainda anunciam que as obras trazem uma linguagem muito pobre, sem falar na grande quantidade de cenas de violência.
É fato que ao longo das quatro décadas o estilo mudou bastante e está cada vez mais perto da realidade que vive o brasileiro. Por que não retratar isso sob outro olhar? Questionamentos à parte, o fato é que o Festival de Cinema atrai a atenção de muitos na cidade e é uma atração cultural esperada durante todo o ano.
No site do próprio evento é possível acompanhar toda a programação, além de notícias (que na verdade são mais releases!) e pequenos vídeos de filmes do evento. Um fato pitoresco é que, além do engajamento dos brasilienses, (que sempre prestigiam o evento) há uma quantidade considerável de patrocinadores. Milhares de logomarcas brigam por um espaço na web Page do evento. Assim, percebemos que o cinema brasileiro atinge o âmbito empresarial de forma estarrecedora, pois vários ramos estão se dispondo a “colaborar”, o que significa que existe retorno (e grande!). Se até mesmo o setor empresarial viu valor nesse segmento cabe a nós, meros mortais, nos rendermos (de corpo e alma) à sétima arte.
Mas o que você está esperando? Vá correndo assistir uma das obras em cartaz no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro antes que os créditos subam e... the end!

Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natália Pereira, Samuel Júnior e Tamara Almeida

TERRÁQUEOS

O Planeta Terra nunca esteve tão bom. Nenhum acidente de carro, zero seqüestros-relâmpago, absolutamente nada de assassinatos brutais. No lugar disso, muita música. E da boa.
Incontáveis testemunhas do Iesb estiveram em São Paulo para conferir esse fenômeno. No dia 8 de Novembro, a 2ª edição do Planeta Terra, festival de música do portal Terra, abduziu centenas de universitários e os levou até uma fábrica desativada cheia de galpões e alamedas, espaço ideal para a maratona de 12 horas ininterruptas de música.
Era tanta coisa ao mesmo tempo que a consciência ecológica alertava contra o desperdício. Havia três espaços distintos, distribuídos em 145 mil metros quadrados: o Main Stage, o Indie Stage e o DJ Stage. Início dos shows impecavelmente no horário. Terminava aqui, corre-corre pra lá. Terminava lá, corre-corre pra cá.
Para concorrer com o a edição passada, o Terra teve que suar. O portal, que escalou nomes como Lily Allen e Cansei de Ser Sexy em 2007, providenciou mais. Trouxe Offspring, Jesus and Mary Chain, Bloc Party, Spoon, blá, blá blá, blábláblá e, o melhor da noite, Kaiser Chiefs.
O line-up agradou tanto que os ingressos acabaram com dez dias de antecedência. O que não impediu a presença de cambistas vendendo os últimos golden tickets por até R$ 250. São os efeitos da crise financeira. No início do festival, o tempo contribuiu com uma garoa. O suficiente para a abiogênese de vendedores de capas de chuva começar. Com a inflação, cada saquinho de lixo transparente amarelado rejuntado com durex saía por R$ 10.
As capas foram mais úteis como saco de dormir. Na metade do festival, havia amontoados de terráqueos esparramados sobre os plásticos para recuperar o fôlego. Fôlego, esse, dispensável nos banheiros. Para eventos em Brasília, fica a dica: raminhos de eucalipto deram um ar bucólico e enganaram o mau cheiro.
Terminado o festival, os candangos voltaram para o cerradão. Quem foi, terá muito assunto durante a semana. Porque poucas coisas são capazes de criar tantas lembranças e evocar tantas memórias quanto a música. E o tema dessa edição do Planeta Terra foi exatamente esse: “Um festival. Várias experiências”.

Ana Câdida, Caroline Moraes, Fabíola Souza, Letícia de Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas

Com chave de ouro

O último amistoso da Seleção Brasileira de futebol neste ano foi o principal assunto na editoria de esportes em todos os jornais, tanto impressos, quanto de rádio e de televisão. A goleada aguardada durante quase um ano pelos torcedores brasileiros foi repercutida no O Globo e no O Estado de S. Paulo de forma parecida. Em ambos, o destaque foi a notória contribuição do jogador Luís Fabiano para o resultado final. Autor de três dos seis jogos da seleção, o atacante estampou os cadernos de esporte dos dois veículos. Outro ponto bastante comentado foi a aparente rixa entre o atual melhor jogador do mundo, Kaká, e o mais cotado para substituí-lo, Cristiano Ronaldo, da seleção de Portugal.

Os repórteres enfatizaram as especulações de que os nomes da partida seriam os dois e os responsáveis por possíveis "espetáculos" que a torcida brasiliense iria assistir. No dia seguinte, porém, o destaque foi para as pisadas na bola de Cristiano Ronaldo e o jogo nada brilhante de Kaká, que ainda assim venceu o duelo de egos. Estadão e O Globo também publicaram, dois dias após o jogo, entrevista com o técnico Dunga, que afirmou ainda passar por fortes pressões a frente da seleção brasileira. As notícias insinuavam que, mesmo com o placar de 6x2 favorável ao Brasil, o gaúcho corre sérios riscos de terminar 2008 sem o cargo.

A rádio CBN cobriu desde a preparação até as conseqüências depois da goleada. Também deu ênfase ao preço dos ingressos e à questão dos convidados. Dez mil autoridades, celebridades e esportistas receberam o ingresso gratuito. Para a população, a entrada mais barata foi vendida a R$ 90. Depois do jogo, o assunto mais comentado foi a competência do atacante Luís Fabiano e a má atuação do time português.

O jogo foi motivo para grandes especulações na Bandnews FM, que acompanhou todos os detalhes. O que mais chamou atenção no noticiário foi a quantidade de ingressos separada para os patrocinadores e convidados. Várias entrevistas foram feitas para cobrar explicações dos responsáveis. Em todos os giros tinha informações atualizadas da partida tão esperada.

A Rede Globo também não podia ficar de fora da cobertura do jogo do Brasil. Tanto a programação nacional quanto a local deram grande destaque ao amistoso e à inauguração do estádio Bezerrão. Os jogadores da Seleção e o craque "bonitão" português Cristiano Ronaldo roubaram a cena...


A TV Record se poupou da avalanche de matérias e colocou poucas notas sobre o jogo da seleção. Foram vistas três notas sobre a goleada e as visitas importantes que a partida reuniu (Pelé, Felipe Massa, Romário), além de uma, antes do jogo, sobre a visita do ex-técnico da Seleção, Felipão fez a Lula foram apresentadas. Os comentários mais demorados, sobre a situação do Dunga e a qualidade do futebol apresentado (e por que não a constância desse futebol) ironicamente foi vista durante o programa matutino cuja a apresentadora é uma modelo. Que todo brasileiro tem uma quedinha por futebol, todos sabem. Mas é engraçado que os comentários futebolísticos venham em maior parte do programa de variedades. De resto, tudo bem, todos vivos, até, quiçá os portugueses do esnobe Cristiano Ronaldo.

Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem

Brasil x Portugal: um jogo de parar a mídia

É inevitável fugir: o assunto da semana foi o amistoso entre Brasil e Portugal, que marcou a reinauguração do estádio Bezerrão, no Gama. Dias antes do jogo, que foi disputado na quarta-feira (19), os jornais de Brasília, principalmente, davam capa todos os dias sobre o jogo.

Os jornais impressos Jornal de Brasília e Correio Braziliense davam um enfoque maior à disputa individual desse jogo: Kaká x Cristiano Ronaldo. Mas, apesar disso, dedicavam outras páginas a pautas relacionadas ao jogo, como as mordomias dos vestiários (equipados com banheiras de hidromassagem).

O Jornal de Brasília fez uma matéria que confrontava o Correio Braziliense. Este publicou uma matéria em que dizia que o primeiro jogo disputado no estádio, entre Gama e Botafogo, havia terminado em 2 a 1 para o Botafogo. Um repórter do Jornal de Brasília, Gustavo Mariani, cobriu esse jogo e bateu o pé: na verdade, o jogo terminou com goleada alvinegra: 3 a 0. Pura falta de pesquisa do Correio.

Rádios e TVs mandaram seus repórteres para Brasília dias antes do jogo, também para fazer outras pautas. O Globo Esporte transmitiu, todos os dias, reportagens realizadas no hotel em que a seleção brasileira ficou hospedada, o Hotel Alvorada. Mas não se prendeu a isso. Um repórter também acompanhou a seleção de Portugal, que ficou hospedada no Kubitschek Plaza. Palmas para a Globo. E vaias. Que diferença faz na vida de quem está almoçando (o jornal é transmitido às 12h45) se o Cristiano Ronaldo tomou banho de piscina ou no quarto do hotel?

O Jornal do SBT, pelo que pudemos perceber, foi um pouco menos presente. Apesar de acompanhar a seleção brasileira, não foram muitas reportagens. O assunto não ia muito além do treino.

Já as rádios CBN e Band News aproveitaram o dinheiro que têm para investir. Também enviaram repórteres aos hotéis. Todos os dias, durante a programação, os enviados falavam sobre os dias das seleções e suas escalações.

Depois da goleada que o Brasil aplicou (6 a 2), os veículos continuaram dando ênfase ao jogo. Principalmente ao português Cristiano Ronaldo que, mesmo sendo o mais cotado a receber o prêmio de melhor do mundo, sumiu em campo. Os 6 a 2 fizeram os corneteiros da seleção pensarem duas vezes antes de chamar Dunga de burro, coro pouquíssimo entoado no Bezerrão.

Camila Denes, Luiza Andrade e Vítor de Moraes

Vai e Vem

A moda da bolsa pequena voltou! Putz...Que b...! As "Small Bags" estão fazendo a cabeça das inglesas e estão vindo para o Brasil com força total para as próximas estações. Mas porque? Alguém pediu para elas virem? Presta atenção. A moda dita: Usem bolsas grandes, as "MaxiBolsas". Fizemos de tudo por elas. Economizamos, porque não é só a bolsa que é grande. O R$ também. Abandonamos as antigas, pequenas, médias ou de qualquer tamanho, e agora teremos que comprar novas e pequenas bolsas? Ah não! São tão lindas...Conseguem carregar o necessário para o dia todo. Estojo, maquiagem, celular, agenda, frutas, escova de cabelo, creme, óculos escuros, sombrinha, iPOD...Aff!!! É muita coisa para carregar. Carregamos conosco o mundo para cima e para baixo. E agora? Porque não adianta dizer que as "Maxi" continuam em alta, sendo que a ÚLTIMA MODA são as pequenininhas. Qual mulher vai aceitar andar que não seja com "a da vez"?
E no que depender dos estilistas, as "Maxi" estão fora de vez do guarda-roupa das mulheres. As top tops Chanel, Balenciaga, Louis Vuitton, Gucci, Armani desfilaram bolsas bem menores. Do tamanho médio, clássicos da Chanel voltaram com tudo, no melhor estilo couro com correntes de metal. Nas semanas de moda brasileiras, Tufi Duek, Animale, 2nd Floor, Carlota Joakina, Osklen, Juliana Jabour, Giulia Borges, Homem de Barro, Eliza Conde e Santa Ephigênia também desfilaram suas versões nada maxi. Nada "Maxi"?? Eles estão enlouquecendo. As dúvidas não param. Como as mulheres modernas irão fazer? Saem cedo de casa, trabalham o dia todo, passam o dia fora de casa e necessitam, isso mesmo, elas não precisam simplesmente! NECESSITAM carregar o que for preciso para se manter na rua. Isso vai desde um absorvente a uma blusa fashion para ir a balada depois do expediente.
A solução minhas queridas amigas, é sair às ruas e dizer não a ditadura da moda. Usem o que, ou melhor, a que se encaixa nas suas necessidades. Mas não se esqueçam de dar uma passadinha nas lojas, tem cada bolsinha pequenininha que é uma gracinha!

Camila Costa

Kaká versus Cristiano Ronaldo

Ao falar sobre a disputa amistosa que aconteceu nessa quarta-feira entre Brasil e Portugal, muitos meios de comunicação foram tendenciosos. Para começar, que muitos dos "jornalistas" esportivos nem são jornalistas de fato, apenas meros comentaristas graças à experiências no esporte ou algum conhecido na área que os fez estar ali.
O DFTV, por exemplo, só falava em Kaká e Cristiano Ronaldo. As seleções foram esquecidas na notícia para dar lugar a disputa entre o jogador melhor e mais bonito. Onde está o espírito de equipe? A isenção jornalística? Se a matéria ainda fosse sobre um concurso do jogador mais bonito, tudo bem. Mas esse assunto não coube no momento.
Coitados dos jogadores das seleções, que tinham que responder se preferiam o Kaká ou Cristiano Ronaldo.... Para começar, todo patriota que se preze iria torcer para o jogador que representa o seu país.Essa era uma pergunta meio óbvia, e também, os jogadores coitados devem ter ficado pensado: Será que acham que sou gay?

Anna Dantas

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Racismo na Casa “Branca”

E finalmente eles deram as caras. A Ku Klux Klan (KKK) novamente apareceu nos jornais do mundo todo. Mas desta vez, a vítima não foi uma pessoa afrodescendente, o que é de praxe. Uma americana, branca, de Oklahoma, que foi recrutada pela internet para participar de um ritual de iniciação na Ku Klux Klan, foi assassinada após tentar abandonar o encontro.

Segundo autoridades, o ritual de iniciação já havia começado quando ocorreu o homicídio. O líder local da Ku Klux Klan, Raymond "Chuck" Foster, de 44 anos, foi preso sob acusações de assassinato e outros sete membros foram indiciados por participação no crime.

Como se não bastasse, em texto publicado no site do KKK, Robb afirma que "Barack Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos", e não negro, já que "ele não foi criado em um ambiente negro. Ele foi criado por sua avó [branca]", argumenta, na nota intitulada "América, nossa nação está sob julgamento de Deus!".

Robb interpreta que, com a eleição de Obama, o "povo branco" dos EUA vai perceber que é hora de se unir contra aqueles que odeiam seu modo de vida --estrangeiros e negros, de acordo com a KKK. Para ele, a votação da última terça-feira (4) não foi uma disputa entre liberais e conservadores, mas "uma guerra racial e cultural, travada contra o povo branco".

A KKK é a associação racista mais famosa do planeta, identificada historicamente por seus capuzes brancos, cruzes incandescentes e crimes raciais. Mas desde sua criação, na década de 60, cambaleia em sua ideologia contraditória.

Longe de apoiar egoístas, racistas, esquerdistas ou flamenguistas. O racismo, que impregnou a humanidade e que há séculos interfere nas atitudes das pessoas, condena não só os 888 grupos espalhados nos Estados Unidos, mas também os freqüentes conflitos entre os países.

Sobre as eleições não seriam diferentes as reações. Na internet alguém escreveu: “Este negro safado é do Quênia e vai deixar a América feito a África”. E como resposta, um negro diz que “esses brancos pecadores devem ser dizimados da face da terra”

O racismo está em toda parte até hoje. Palestinos contra judeus e vice-versa. Faxina étnica na Bósnia, Iraque, Taliban e Guantánamo, Irã contra Israel, brancos contra índios e vice-versa na América Latina. As freqüentes brigas na França também são justificadas pela raça. Também foi racismo quando os Otomanos invadiram meio mundo no mediterrâneo, e também é racismo o que a Rússia faz com os outros países menores da Europa Oriental.

O “racismo” vai além da cor da pele. Esse sentimento podre é somente um tipo de estratégia para colocar a culpa de algo em alguém. A culpa é sempre do outro, do “diferente” de todos. Desde criança já praticamos o racismo – já se esqueceram do bulling?

Obama não foi eleito porque é negro. Ele venceu porque é inteligente, capaz de fazer diferença e de mudar a cara da América. Ou porque tinha uma ótima assessoria. Seja qual for o motivo, até a imprensa é racista: falar em “presidente negro” já mostra como os termos se separam, se dividem, se segregam. E se der algo errado, não irá faltar reclamação do tipo “Viu? A culpa é do negão!”. “Não. Não é! A culpa é dos brancos azedos e racistas do sul!”. Aí a Casa Branca vai ficar de todas as cores, Branca por fora, preta por dentro, vermelho de vergonha pelos preconceitos e azul de inveja quando observam países como a Suíça que não tem problemas com o racismo.

Continuando assim, será uma vitória da Ku Klux Klan. Do preconceito e dos árcades. Do mal contra o bem, ou do bem contra o mal, que dá no mesmo.


GRUPO: Gustavo Souza, Rayanne Portugal, Priscila Botão e Caroline

As Crianças Não Estão Bem!

Crianças. Bens de Deus, inofensivos, mas que aparecem nos jornais, nas revistas, nas TVs, nos rádio e na internet sendo maltratados por aqueles que crianças um dia já foram. Todos os dias durante as últimas duas semanas, as rádios, televisões e os jornais noticiavam que crianças foram achadas, mortas, em lugares bizarros. E o fato não ocorre em um único local do país, mas em vários. Na capital, na grande São Paulo, em Curitiba. O Corpo de menina de nove anos é encontrado dentro de uma mala, com traços de estupro e espancamento, garoto é agredido por professora em Brasília, homem prende menina em banca de revistas e tenta violentá-la, corpo de garota é localizado na grande Curitiba: dentro de uma caixa de papelão, crianças são espancadas por babás entre outras atrocidades.
Por ser um tema recorrente, e presente, os veículos de informação estão explorando o assunto ao Máximo. Tanto que durante duas semanas, todos os dias, em algum jornal da Globo ou Record, em uma rádio, ou em jornais impressos, alguma notícia sobre o assunto era reportada. As matérias são sempre de coro apelativo, voltada ao sentimento protetor que a maioria dos seres humanos tem em relação às crianças. Seja um tom mais repreensivo nas rádios, uma foto mais forte nos jornais ou uma imagem mais apelativa nas TVs, o fato é que todos estão se aproveitando desses crimes para conseguir chamar a atenção das pessoas. Mas é uma faca de dois gumes. Alguns não gostam de ver esse tipo de notícia por ser chocante ou triste demais. Por isso os jornais e TVs têm que escolher as imagens com muito cuidado para não espantar a audiência e compradores.
Em uma era em que as crianças, seres puros e sem maldade alguma, nem noção de defesa, são atacadas e violentadas por adultos problemáticos, a mídia usa os recursos para mostrar às pessoas que alguma coisa está errada. Arrisco-me até a falar que se tivesse um referendo sobre a pena de morte, como punição para pessoas que cometem esses tipos de atrocidades, a mídia com certeza iria ter um papel importante nesse aspecto, e aumentaria as chances de aprovação na votação.


Eugifran Moreira, Caroline Figueira, Ana Karla

Brasil e Portugal – Polêmica dentro e fora do campo

Mesmo antes de entrar em campo na próxima quarta-feira, brasileiros e portugueses agitam a capital federal. Não é pela presença de craques como Cristiano Ronaldo e Kaká, mas sim pelas trapalhadas que os dirigentes do Brasil e de Portugal causaram. Há um certo reboliço e revolta aqui na cidade.
Como pode o salário mínimo ser 415 reais mensais e um ingresso custar 250 reais? E mesmo para quem tem dinheiro são poucos os ingressos para a população. Como pode um estádio ficar em reforma por mais de dois anos e justamente na festa de inauguração com jogo da seleção brasileira a torcida ficar de fora?
Para compensar a grande besteira que foi feita pelo secretário de esportes Aguinaldo de Jesus, o governador Arruda, decidiu cortar uma quantidade absurda de convite liberando assim mais entradas para o jogo. A questão não é só essa. De onde tiraram esse preço absurdo de 250 reais? E em 2014 quanto vai custar o ingresso? 1000 reais? Isso sem contar os outros gastos como lanches, estacionamento e camisa do time .Com esse preço exorbitante um pai não pode levar os filhos para o estádio. È assim que o Brasil quer sediar grandes eventos esportivos?


Adimar Jr, Hermes Pena, Diana Vasconcelos

A lei sobre a lei

Torturas, repressões e mortes. Todas essas práticas pertenceram à época da ditadura, onde os militares usavam a “força” para controlar a sociedade na década de 60, 70 e 80. Hoje, em plena democracia, essa história está dando o que falar, pois voltou as ser repercutida pela mídia e alguns órgãos do Governo Federal e discutida pela sociedade. O objetivo dos organismos que debatem o tema é alterar a Lei da Anistia – lei que isenta os torturadores de receberem qualquer punição quanto aos atos cometidos na ditadura.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) pediu para a União que considerasse os crimes de tortura praticados por agentes do regime militar imprescritível e insuscetível de anistia. Isto é, querem aplicar a lei vigente a pessoas que praticaram mecanismos de repressão contra a sociedade da época. A SEDH também alegou que a Advocacia-Geral da União estava a favor dos torturadores.
O Ministério Público Federal também foi contra os militares, e pediu para que fossem abertos todos os arquivos do Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão de inteligência e repressão da ditadura de 1964.
A Advocacia-Geral da União (AGU) - órgão representativo da União - declarou que os pedidos dos órgãos governamentais não poderiam ser atendidos porque os militares que praticaram torturas haviam sido beneficiados pela Lei da Anistia. O caso, portanto, já tinha sido transitado em julgado (já decidido pela Justiça). Além disso, a AGU sustentou que todos os arquivos registrados no período do golpe foram arquivados e destruídos, enfatizando sua defesa à União e não aos coronéis.
Entidades de Direitos Humanos estão tentando ressuscitar casos que tinham sido já arquivados. Também tentam aplicar leis vigentes - que não condizem com o tempo em que os fatos ocorreram - aos acusados daquele período. Os torturadores não podem ser punidos, pois seus atos foram praticados em um sistema de governo diferente. Acreditamos que deveriam ser repensadas as medidas de aplicação da lei, para que casos como esse seja uma exceção no cenário nacional.

Guilherme Araújo e Mariana Laboissiere

DE OSAMA A OBAMA, O QUE MUDOU?

Na coluna NOSSA ANTENA, Ruth de Aquino, que é diretora da sucursal de EPOCA no Rio de Janeiro, comenta sobre o problema racial nos Estados Unidos e no Brasil, com a eleição do primeiro Presidente negro Barack Obama

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Ruth de Aquino ao comentar sobre a questão racial nas eleições americanas aborda um assunto que é o problema racial no Brasil. E lembra que Nelson Madela, Presidente da África do Sul, ao almoçar com o Governador Antonio Carlos Magalhães teve que ir a cozinha para procurar seus pares de cor. Ela não tem nada com isso e nem eu, mas levar Nelson Mandela para almoçar com Toninho Malvadeza já é algo indigesto.

No primeiro parágrafo do seu texto, ela aborda o problema racial americano, dando uma pincelada como era há cinqüenta anos, na verdade esse problema era bem mais no sul dos Estados Unidos onde havia a segregação racial, como era na África do Sul. Ao norte cidades como Chicago e New York foram governados por negros. Obama era Senador pelo Estado Illinois, onde fica Chicago. E ainda faz o comentário a respeito de sua avó branca. Pelos moldes brasileiros o novo Presidente seria pardo?

No segundo parágrafo o assunto é um relatório do professor Marcelo Paixão do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que é negro, aponta para distorções. Pretos e Pardos são a metade da população, menos de 10% estão no Congresso e etc tal. Ruth questiona se negro antes de tudo deveria exercer papéis de chefe? E pardo seria o quê? Lembro de uma professora aqui mesmo do Iesb, que ficava indignada por que na carteira de identidade, diz que ela é parda. Parda para ela era envelope. O pai dessa professora era negro e chegou ao posto de General.

A vitória de Obama seria uma vitória dos direitos humanos e civis, no qual eu concordo, pois eleger Condolezza Rice ou mesmo o Gen. Powell seria uma continuação do governo Bush, no qual o cansaço de suas confusões como na política interna ou externa levou o povo americano votar na oposição principalmente ao partido republicano. Obama tirou proveito dessa situação e se colocou como um salvador.

Ruth de Aquino comenta sobre a felicidade que tomou conta de Joaquim Barbosa, Ministro do Supremo que é negro, e sobre o seu discurso de que um dia o Brasil ainda vai ter um Presidente Negro. Mas muito eu me pergunto, Fernando Henrique e Lula, afinal são brancos ou eles entram na lista de pardo? Afinal o que é pardo? E Fernando Henrique tem mesmo o pé na cozinha ou que significa ter um pé na cozinha. Vale lembrar que Collor era branco e o PC Farias, pardo?. Eles foram colocados para fora do governo praticamente a chutes.

Osama Bin Laden mudou a América, porque ao cometer o atentado, pegou o País de calça curta, pois tinha um Presidente fraco, que se reelegeu às custas sabe lá de que, pelo sistema americano, pode se eleger sem ter o maior número de votos.

Ao final de seu texto ela fala de como Obama vive cercado pelo serviço secreto e das ameaças que ele teve. Qualquer imbecil sabe que qualquer Presidente Americano vive cercado de segurança e recebe ameaça, chega a ser um caso cultural.


João Felipe

O ateísmo em tempos de botox

Aconteceu a XXXVI Semana de Filosofia da UnB, cujo tema foi o ateísmo moderno. Diversas palestras tentaram explicar o porquê do crescimento do ateísmo e a relação entre religião e ciência. Embora as palestras tenham sido muito boas, fica no ar a pergunta: por que a opção pela descrença e, se essa é feita, qual o intuito de defendê-la e pregá-la?
Recentemente, uma grande quantidade de títulos nas livrarias fala do assunto. O “Tratado de Ateologia” de Michel Onfray, “Deus não é Grande” de Christopher Hitchens e, principalmente “Deus – um Delírio” de Richard Dawkins são apenas alguns exemplos. A relação do indivíduo, hoje, com a religião, mudou bastante de uns tempos para cá.
O advento de novas tecnologias e a rápida substituição destas por outras mais novas tornaram o ritmo de consumo incessante. Como seres humanos, nos vemos quase que obrigados a consumir o máximo possível. Seja pelas propagandas ou por um pingo de status social, nossa meta é consumir.
Pode-se dizer que isso tornou a vida extremamente pragmática e, de certa forma, mais “realista”. Focamos, principalmente, no hoje, no agora, na juventude e deixamos algumas questões metafísicas para depois (ou, para nunca, em alguns casos). Assim, parece não haver perspectivas futuras. Por que se preocupar com o amanhã? A inconseqüência da juventude, os mais velhos que retardam o processo da velhice enquanto o botox e as cirurgias plásticas permitirem, são alguns exemplos disso.
Por um lado, parece bom nos preocuparmos somente com coisas práticas da vida e, de certa forma, emergenciais. Mas por outro lado, é necessário e inerente ao ser humano a capacidade de refletir, analisar. E essa capacidade, mesmo que não se acredite em nenhuma religião, é muito importante para o indivíduo.
A opção pelo ateísmo é, sem dúvida, uma opção válida. Apesar de parecer muito descrente e pessimista para alguns, há toda uma filosofia por trás do assunto, e que eventos como esse que ocorreu na UnB ajudam a explicar.

Marcelo Brandão, Amilton Leandro, Raquel Bernardes, Erik Lima, Nathalia Frensch

Violência nas escolas: aonde foi que erramos?????

Agora virou moda, toda semana pelo menos uma matéria, seja de notoriedade local ou nacional. é dada pelos veículos de comunicação sobre alunos que se engalfinham, quando não se matam diariamente nas instituições de ensino de todo Brasil. Mas se entre eles a coisa tá feia, imaginem quando as agressões mudam de foco, e passam também a serem proferidas contra os professores.
Mas aonde foi que erramos mesmo?? Para muitos essa pergunta pode soar estranha ou indiferente, já que pensam que como não tem filhos, ou se tem eles jamais foram envolvido em situações semelhantes, essa pergunta não lhes diz respeito.
Todos têm culpa. Há algum tempo saíamos de casa para a escola sabendo que no período que estivéssemos tendo aulas, nossos professores eram a autoridade máxima, portanto deveríamos respeito a eles como aos nossos pais. Mas, com a chegada da modernidade veio a tecnologia, direitos humanos, estatuto da criança e do adolescente – que a princípio foram pensados para proporcionar melhorias às comunidades e suas relações – e valores foram literalmente deturpados.
Hoje papais e mamães vão à escola para brigar – vejam bem, brigar – com os professores que chamam a atenção de seus filhos na frente dos coleguinhas, sem querer saber o que o filhinho aprontou para receber tal sermão. Culpam os professores quando o filho não está com boas notas, sim porque se o aluno não estuda é porque o professor não está dando aula direito. E assim vai. Os pais estão ensinando seus filhos a tratarem seus mestres com desrespeito, indiferença, arrogância, como se ali durante anos eles só servissem para reproduzir palavras decoradas e como se eles não merecessem nossa admiração.
E o governo não erra??? Sim e muito. Cadê ele que não vê seus professores adoecendo cada dia mais por medo de seus alunos e não tomam providências.
Mas mesmo assim, ainda a educação vem de berço e o que está faltando é ensinar que o direito de um começa quando termina o do outro. E que professor ainda é a autoridade máxima da sala – guardada suas proporções e coerência. E que quando ele erra, sim professor também erra, devemos procurar a correção com diálogo. Estamos errando porque não estamos sabendo repassar valores.


Ana Cândida, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia de Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas

Mais um drama da classe média brasileira...

Na última quinta-feira (13), uma notícia deixou perplexa boa parte das famílias brasileiras que acompanharam os principais telejornais. O escândalo da vez é o caso de uma menina de 15 anos, moradora da cidade de Joaçaba (SC), estuprada por três jovens. A parte mais sórdida do episódio foi o fato da prova do crime ter sido divulgada na rede mundial de computadores. O requinte perverso, porém, ajudou a polícia a prender os acusados.

A Globo e a Record, como era de se esperar para uma notícia quente, exibiram matérias sobre o estupro em todos os noticiários. Suítes sobre o que poderá acontecer com os acusados, a comoção da cidade em torno do crime e até a notícia do depoimento do rapaz que teria denunciado o crime foram reportados. Todos eles exibiram cenas do vídeo, em que a menina aparece desacordada e sendo despida.

A história foi relembrada, com ênfase no fato dos jovens estupradores serem de classe média alta, universitários, e entre os dois maiores de idade envolvidos havia um menor. É interessante perceber que a repulsa causada por tal crime acontecido em Santa Catarina, quase chega a encobrir o outro crime hediondo acontecido na mesma semana no Paraná, em que uma menina de nove anos foi encontrada morta em uma mala.

A rádio CBN deu uma matéria grande, de 2'50", sobre o caso. O repórter já começou a matéria com a conclusão, falando sobre o inquérito e a possível punição dos acusados. Depois disso, relembrou a história e ouviu o delegado responsável pelas investigações em duas sonoras. Já a Band News FM não deu matéria nem nota sobre o assunto. O que é de se estranhar, pois é um caso de grande repercussão na maioria dos veículos.

No noticiário impresso, o drama da adolescente de Santa Catarina não foi tão explorado como nos outros veículos. Pelo menos nos jornais analisados – O Estado de S. Paulo e O Globo - o que se viu foram matérias "resumão", que não noticiavam nenhuma novidade ao caso divulgado pelos meios de comunicação televisivos e radiofônicos na noite anterior.

Ainda assim, o jornal carioca mostrou com mais detalhes a monstruosidade do crime praticado por jovens de classe média. A comoção da cidade também foi colocada em destaque na única notícia do impresso. Já o Estadão, poupou o leitor de informações que davam um enredo ainda mais assustador ao caso. Com um texto publicado na parte superior da página, mas sem ilustração, o veículo contou apenas com o tradicional estilo "notícia seca" para não levar o furo de um fato que tanta repercutiu nos principais veículos do País.

Camila Bogaz, Camila Vidal, Fernanda Alves, Juliana Ribeiro e Rebeca de Bem

Metade com valor de inteira

Parece que mais uma vez os inocentes pagarão pelos culpados. Um projeto de lei do Senado restringe o uso da carteirinha de estudante. È isso mesmo! Além disso, por motivo de segurança (necessário! Afinal um ponto positivo ao projeto!), nem todas as instituições de ensino poderão emitir a identidade estudantil. Essa última questão é válida. Mas proibir o uso de carteirinha de quinta-feira a sábado é um absurdo. Afinal de contas, o que faz – ou pelo menos deveria fazer - um estudante de segunda à sexta? Resta, então, praticamente o sábado para a prática de outras atividades que não relacionadas a estudo. Há informações desencontradas (para dizer o mínimo).
É fato que o número de falsificações é altíssimo. Atualmente é muito fácil fazer uma carteirinha, principalmente com as ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado. Não é difícil encontrar pessoas, de idades variadas, que não participam de nenhuma atividade estudantil, com a carteirinha no bolso só para ir ao cinema no fim de semana. Os falsificadores até poderiam ter razão, afinal de contas a entrada (inteira) para o cinema chega a custar R$ 18 (quase um roubo a mão armada). E os shows e peças de teatro? Esses então... é melhor nem comentar.
Obviamente existem abusos e por causa desses é que os estudantes (de fato) precisam utilizar suas carteirinhas para pagar a metade do valor de uma sessão no cinema. Os cinemas, por sua vez, cobram cada vez mais por essa metade do valor que acaba sendo o preço real da entrada se não houvesse tantos abusos... Neste sentido, o projeto de lei do Senado não ajuda em nada, ao contrário prejudica o lado frágil dessa guerra financeira: o jovem estudante que trabalha cerca de 8 horas/dia (às vezes até mais) para poder pagar as mensalidades (altíssimas, por sinal) nas faculdades e/ou cursos de aprimoramento. Lazer? Diversão? Só se não for necessário pagar metade com valor de inteira, como acontece cotidianamente.
O acesso à cultura no Brasil está cada vez mais distante. Se antes era por conta do preço alto, agora, se o projeto for mesmo aprovado, a tendência é piorar. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e segue para a Comissão de Educação.
Lutar pelo fim da falsificação, orientar melhor as bilheterias, discutir outras maneiras de acabar com esse tipo de crime e propor uma legislação mais rigorosa (ou que, pelo menos funcione) e que atenda às necessidades de quem (realmente) precisa, são ações que deveriam ser analisadas pelo Congresso. Mas isso é complicado demais para os nossos representantes... o consumidor (como sempre) acaba (como sempre, de novo) com o pior e menor pedaço do bolo...
E você, caro leitor? O que acha de tudo isso?

Jaqueline Silva, Layla Fuezi, Natália Pereira, Samuel Júnior e Tamara Almeida

A situação da violência no Brasil é corrosiva

Há muito tempo lutamos contra os casos de violência no Brasil. O que acontece é que cada dia esse número vem aumentando de forma cada vez mais rápida. Sempre que ligamos a televisão, o rádio ou lemos jornais, revistas e internet nos deparamos com mais um novo caso espantoso de violência.

Vários veículos de comunicação divulgaram no último dia 13 um caso ocorrido há três semanas em Joaçaba (SC), onde jovens estupraram uma adolescente e colocaram o vídeo com as cenas na internet. Foi uma história de violências, abuso, prepotência e desrespeito. A cidade ficou chocada com o caso e com a capacidade dos envolvidos em colocar as cenas em uma rede mundial sem se preocupar sequer com as possíveis punições.

O ato ocorreu em uma festa na casa de amigos de classe média. Nas imagens que circulam na Internet, a adolescente aparece desacordada. Ela foi estuprada por três rapazes dentro de um banheiro. Dos envolvidos dois tem 18 anos e um tem 16. Nenhum dos participantes da festa chamou a polícia ou ajudou a menina. A polícia segue com as investigações.

Todo o Brasil fica abalado e sofre ao ter que ver notícia como essa. O pior é saber que nada é feito para acabar ou amenizar a violência. Nos últimos meses presenciamos também o caso da garota Eloá que foi mantida refém por mais de 100 horas e acabou morta pelo seu ex-namorado Lindemberg. E o caso da menina Rachel Maria de 9 anos, encontrada morta dentro de uma mala na rodoviária de Curitiba, com sinais de estupro.

As pessoas não têm mais medo de cometer qualquer tipo de violência devido a justiça falha que temos. Três rapazes para fazerem o que fizeram com essa garota e ainda terem coragem de divulgar as cenas na internet sem ao menos esconder o rosto, sabem que daqui a pouco estarão em liberdade para continuarem a fazer mais vítimas.

Estudos feitos por especialistas e acadêmicos que se dedicam a estudar assuntos como este apontam lentidão do governo federal no combate à criminalidade e também na reforma do sistema prisional. E acusam o governo de falta de vontade política para enfrentar o problema de maneira mais incisiva. Algumas das cidades mais violentas do Brasil têm o mesmo índice de homicídios que o Iraque. A violência no Brasil hoje é um sério obstáculo ao desenvolvimento do país e pode afetar gerações futuras.

Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos

Primeiro presidente negro da história americana é eleito

O candidato democrata Barack Hussein Obama, 47 anos foi escolhido, no último dia 4, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, vencendo seu concorrente republicano John McCain. Seu discurso de vitória emocionou a todos. "A mudança chegou", declarou Obama diante de uma multidão de simpatizantes que comemoravam sua vitória e junto com ele gritavam "Yes, we can". Segundo os dados divulgados, Obama teve 338 dos 538 votos no Colégio Eleitoral e 52% dos votos populares. Esse dia marcou o fim da mais longa campanha presidencial da história dos EUA. Durou 21 meses. O 44º presidente americano inicia agora sua mudança para a Casa Branca. A posse está marcada para 20 de janeiro do próximo ano.
Parecia piada saber que um negro foi eleito presidente numa nação onde até a década de 1960 os negros do sul do país eram proibidos de votar. A eleição de Barack Obama como 1º presidente negro deveria estimular no exterior a imagem dos EUA como uma terra de oportunidade para todos. Porém, alguns analistas acreditam que o resultado eleitoral não muda em nada a desigualdade social.
Obama entra para a história depois de uma longa campanha, disputada com a ex-primeira-dama Hillary Clinton. Um ano antes das eleições, o agora presidente-eleito ainda era desconhecido da maior parte dos Estados Unidos. Ele concorreu fazendo um apelo por "mudança", palavra chave da sua campanha, e conseguiu empolgar o eleitorado, especialmente os mais jovens, com propostas de rompimento com o atual governo.
Emocionante o dia da vitória e elegante a atitude do republicano John McCain quando reconheceu a vitória da oposição. Além de cumprimentá-lo, acrescentou que a eleição de Obama representa "uma grande avanço para os Estados Unidos" e é "uma prova da superação do racismo" no país. "Fui candidato ao maior posto do país que eu amo tanto. Hoje, permaneço funcionário dele. Isto é uma benção suficiente para qualquer um. Agradeço ao povo do Arizona por isso", afirmou McCain.
Earl Ofari Hutchinson, autor de um recente livro sobre raça e política, acredita que um afro-americano qualificado pode ser muito bem aceito em um cargo elevado, mas não acredita que isso faça com que os problemas sumam magicamente para os negros. Hutchinson acreditam que os estereótipos negativos continuam sendo os mesmos. Chuck D., considerado o padrinho do rap engajado nos EUA, acredita que a eleição de Obama pode mudar radicalmente o debate racial nos EUA, mas afirma que isso pode ter um lado ruim. "As pessoas dirão: 'Vocês já têm um presidente negro, então está tudo bem'. Mas isso não apaga a discussão racial que é preciso ter", afirmou Chuck. D.
A maioria dos afro-descendentes americanos são de classes mais baixas, mas, uma classe média negra floresceu nos EUA desde que o movimento dos direitos civis, nas décadas de 1950 e 1960, acabou com o sistema de segregação racial no sul, abrindo caminho para leis que estenderam o direito de voto a todos os negros dos EUA. Porém, muitos negros de classe média dizem que, apesar do sucesso profissional e financeiro, a raça continua sendo um fator significativo, entranhando nas interações sociais e profissionais. Já a colunista do Atlanta Journal Constitution, Cynthia Tucker, acredita que a eleição em si não elimina as disparidades, mas pode alterar a forma como elas são vistas, e isso já faz uma grande diferença.
"Se existe alguém aqui que ainda duvida que a América é um lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda indaga se o sonho dos nossos fundadores está vivo, que ainda questiona o poder de nossa democracia, o dia de hoje é a resposta", afirmou.
Ele acrescentou que muitos americanos não irão concordar com todas as suas decisões, mas devem saber que o governo não pode resolver todos os problemas ao mesmo tempo. Mas prometeu ainda "ser sempre honesto" sobre os desafios que terão de ser enfrentados.
Confirmada a vitória nas urnas, Obama recebeu do mundo inteiro, congratulações pela vitória. O governo do Quênia, país natal do pai do novo presidente americano, declarou feriado nacional no país, simbolizando como a vitória do candidato foi recebida pelo mundo. Trata-se de um homem do futuro, com um discurso favorável à inclusão social e pela pacificação do mundo. O mundo espera agora, que o novo presidente da maior potência do planeta trabalhe, principalmente, pela paz.
Apesar de todas as comemorações, agora é preciso pensar em trabalho. Os americanos enfrentam uma crise no mercado financeiro, nos moldes da que atingiu todo o mundo em 1929. A crise deixa de ser financeira e passa a ser econômica, atingindo o mundo todo. O espírito de mudança almejado pelo novo presidente precisa virar a atual situação que o país enfrenta.

Luiza Seixas, Mariane Rezende, Mila Ferreira, Stella Mendes, Thaís Paranhos

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Luana não tem mais Dado em casa

O fim do relacionamento de Dado Dolabella e Luana Piovani rendeu bastante na semana passada. Novidades sobre a briga do casal foram aparecendo a cada dia. Grandes jornais brasileiros, como, o Estadão, a Folha, O Globo e Correio Braziliense não deram muita bola para o assunto. Já os jornais pequenos com veiculação voltada para um público de classe mais baixa deu bastante corda. Um deles chegou a fazer uma brincadeira com o nome do ator e a solterice da atriz com a seguinte frase: "Luana não tem dado em casa".
O principal portal de notícias da Globo, o G1, comentou bastante o fato. Repórteres do portal entrevistaram tanto Luana e Dado, quanto a camareira que teria sido agredida ao tentar apartar a briga dos ex-noivos. A cobra fumou mais ainda quando descobriram que Luana havia feito uma denúncia na Polícia do Rio de Janeiro por violência doméstica contra o pseudo cantor e ator.
Ele que faz um papel de "gato rebelde" na novela da Record Chamas da Vida, parece ter incorporado seu personagem na vida real. De acordo com os primeiros laudos da polícia, Dado teria realmente agredido Luana e a tal camareira, Esmê, que por enquanto está com os braços imobilizados.
Talvez se Luana Piovani tivesse conhecido João Gordo e trocado algum papo com ele, saberia que não é de agora que Dado apresenta um comportamento violento. No programa de João Gordo, Dado levou uma espécie de machadinho e quebrou a mesa do apresentador. Tudo começou com uma discussão onde Dado acusava João de ter traído o movimento punk. O fato é que blogs de fofocas, programas como o de Leão Lobo e jornais sensacionalistas lucraram bastante com o acontecimento.

Camila Denes, Luiza Andrade e Vítor de Moraes

Paraguai X Brasil

Sem-terra paraguaios ameaçaram expulsar produtores de soja brasileiros instalados no país. O líder do movimento, Antônio Cabreira, disse que essa seria a única alternativa para acabar com o conflito agrário no departamento (estado) de San Pedro, no centro do país. Um grupo de sem-terra estava acampado em frente a fazendas da região. Eles acusaram imigrantes brasileiros de comprarem e arrendarem terras ilegalmente.
Outra acusação que recaiu sobre os colonos foi em relação ao desrespeito às leis ambientais. Essa história foi contada em três dias no Jornal de Brasília. Nos dois primeiros dias, as matérias falaram sobre o embate entre paraguaios despatriados e brasileiros “invasores”. Esse assunto rendeu quase meia página em cada edição. Ambas as publicações vieram acompanhadas de fotos com boa qualidade. Na tentativa de dar continuidade ao assunto envolvendo os sem-terra paraguaios, o Jornal de Brasília publicou no terceiro dia uma notinha de pouco mais de dois parágrafos sobre um conflito entre a polícia paraguaia e os manifestantes, que tentaram invadir um edifício público para pressionar a renúncia do procurador-geral do Estado.
Na ocasião, alguns sem-terra saíram feridos. Nessa notinha, em especial, os colonos brasileiros não foram citados diretamente. Apesar dessa diferença de enfoque nos dias em que o assunto foi repercutido, avaliamos que, em termos de neutralidade, o jornal cumpriu o seu objetivo, isto é, contar a história sem expressar claramente sua opinião. Outro ponto positivo foi o de publicar uma matéria sobre América Latina em pleno desenrolar das eleições americanas, diferentemente de muitos jornais, como por exemplo, o Correio Braziliense, que não publicou absolutamente nada sobre os acontecimentos envolvendo os “brasiguaios”.

Mariana Laboissiere e Guilherme Araújo

O prende e solta. De quem é a culpa?

Comentário sobre a Polícia Federal, pelos locutores da Radio Bandeirante, após a notícia sobre as nove operações da Polícia Federal:

“Para onde vão tanto presos pela Polícia Federal, pois todos os dias têm uma nova operação? Prendem e invadem casas, e o Dantinha...Danielzinho...Ele não é preso e nem sua casa é invadida”
Meio fora de propósito. Primeiro que a Polícia Federal o prendeu por duas vezes e sua casa com ordem do juiz foi toda revistada e os computadores foram levados.
Se não está preso não é por causa da Polícia Federal e sim por ato do STF, que é a Suprema Corte do Brasil. Se gostaria de criticar deveria criticar os Ministros, que acabam de confirmar que Daniel Dantas deverá ficar livre.

João Felipe

Obama, a Televisão e o Mundo

A mídia, não só no Brasil, mas em todo o mundo foi um pouco tendenciosa. Mostrou o candidato Obama como o bonzinho da história e Mccain como o vilão, principalmente as TVs. Tanto é que em boa parte do mundo países que mal conheciam o novo presidente dos EUA. Está certo que ele tem um passado muito bonito e parece ser um ótimo governante, mas os meios de comunicação exageram ao afirmar que ele é a mudança que virá. E se ele não for tudo isso que a mídia quer que nós acreditemos que ele é? Confesso que estava torcendo para que ele ganhasse, mas tudo o que ele falou até agora só são promessas.Pelo menos essa foi uma grande demonstração de que o povo americano não tem mais tanto racismo quanto há alguns anos, além de ser uma forma de luta contra o pensamento racista.

Um marco na historia. É isso que as eleições Américas provaram esse ano. Com a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. Se fossem oito anos atrás, e você perguntasse para um americano se ele votaria em um presidente negro, a resposta provavelmente seria não. Mas esse preconceito foi quebrado nessas eleições por uma necessidade de esperança e de mudança.
Com a eleição de Barak Obama, os EUA vão mudar. E foi isso que noticiaram todas as rádios, jornais, televisões, enfim, todos os meios de comunicações durante essa semana que passou. Não só no Brasil, mas em todos os lugares do mundo, as eleições americanas tomaram parte de todos os programas em todos os meios de informação.
No dia das eleições, as rádios, televisões e sites da internet estavam noticiando ao vivo. Sempre que surgia uma novidade, a Globo entrava no ar com um plantão de notícias. O Jornal da Globo foi inteiro sobre as eleições, assim como o Jornal Nacional. Os jornais da Record e do SBT também estavam noticiando as eleições sempre que novidades surgiam.
As rádios também noticiavam com plantões as notícias que surgiam. As capas dos jornais impressos de todos os lugares do mundo eram sobre a vitória do Barak e sobre a esperança que ele está trazendo para o povo americano
Por ser um evento inédito e sem precedentes, os veículos de comunicação deram toda a atenção e cobertura necessários para tornarem essas eleições um marco na história do mundo e do jornalismo. A rede de televisão CNN estava com um programa ao vivo e estreou uma tecnologia nova, a de usar holograma de uma jornalista que estava em uma outra cidade. Por curiosidade a CNN foi a primeira a usar o “touch panel” (painel de toque) que a Rede Globo usou nas Olimpíadas, e agora usa no Fantástico.
As Eleições dos EUA foram um evento que o mundo pode acompanhar, e prestigiar a eficiência que a tecnologia dá aos jornalistas nos dias de hoje.

Anna Dantas, Caroline Figueira, Eugifran Moreira

TONI GARRIDO AGITA O IESB ABERTO

O cantor Toni Garrido foi convidado para encerrar o IESB aberto 2008. O evento deste ano foi realizado no estacionamento do Campus Sul e reuniu aproximadamente 2000 pessoas. Apesar de ser um cantor consagrado com 25 anos de carreira, o que muita gente não sabe é que ele é fisioterapeuta. E na carreira artística, não começou cantando e sim atuando em um musical. Nesta peça, montou a primeira banda e só depois disso, veio Cidade Negra, filme, novela, etc.
Perguntado sobre qual é sua verdadeira profissão, Toni não se define. Segundo o artista, o único trabalho que se organiza para fazer é a música. O resto, o que pintar faz. O cantor demonstra afinidade com o público brasiliense. Para ele, Brasília é especial. Os fãs daqui o acompanham desde o primeiro disco “Sobre todas as forças”, de1994. Sobre o show, a resposta do público foi excelente. O repertório com músicas conhecidas da banda como, “Onde você mora”, “Na estrada”, “Pensamento”, e canções de outros artistas renomados como, “Kid Abelha”, “Ira”, “Legião Urbana”, Tim Maia e do xará Toni Tornado.
A partir de agora, Toni Garrido vive uma nova fase, carreira solo. A banda é composta por novos músicos e outros já consagrados como, Eduardo Lira, ex-Paralamas e Carlos Trilha, ex-Legião. O CD está quase pronto e chegará às nas lojas no início de dezembro.


Adimar Junior, Diana Vasconcelos e Hermes Pena.

Catedral de Brasília:Reforma com investimento da Petrobrás e do GDF

Mesmo com tantos monumentos em Brasília é impossível deixar de admirar a beleza e a representatividade que a Catedral de Brasília possui. Seja pelos traços arquitetônicos ou pela parte interna, a igreja tem seu devido valor. O grande problema é a conservação. Toda essa grandiosidade parece estar esquecida. A Catedral passou por vários anos sem uma manutenção adequada. No piso e nos vitrais o descuido é notável. Quem passa pela Esplanada dos Ministérios logo percebe o descaso com um ponto tão visitado pelos turistas, cartão postal de Brasília. Mas... parece que esses dias chegarão ao fim.
Uma parceria entre a Petrobrás e o Governo de Distrito Federal prometem revitalizar a Catedral. A promessa é que até 2010, quando Brasília completa cinqüenta anos, a reforma esteja terminada. Além da reforma, vai ganhar uma capela na área externa. Se tudo isso for realmente feito, os brasilienses agradecem. Se depender da Petrobrás, que já garantiu 17 milhões para o financiamento da obra, ótimo. O GDF deve totalizar os 25 milhões para a revitalização.
Mas a grande questão é: este projeto de revitalização já circula em vários âmbitos do governo e até hoje nada de concreto foi feito. Será que na data prometida estaremos com o ponto turístico de Brasília mais visitado realmente reformado? Está mais do que na hora de os moradores e turistas obterem respostas sobre o início das obras. Para onde será que vão todos esses milhões?
Em agosto deste ano, o DFTV lançou uma de suas últimas matérias sobre o assunto, onde turistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros, manifestaram sua frustração dizendo que a Catedral é um monumento bonito demais para estar naquele estado. Entre outubro e novembro várias foram as matérias dizendo que, finalmente, os projetos deixaram de ser apenas papel e vão realmente começar. O teor das matérias segue a indignação de todos os visitantes que não se conformam com a capital do país sem qualquer cuidado em seus monumentos.

Natália Pereira, Samuel, Tamara, Layla Fuezi, Jaqueline

Nem só de miséria vive o cinema nacional

Assistir um filme nacional antes de ver ou ler a crítica, sempre acho muito bom, pois as críticas dos nossos filmes nunca são boas. Bem, eu sou suspeito para falar, não poderia nunca ser crítico do nosso cinema, pois eu tenho duas paixões, o Fluminense e o Cinema Nacional, dos filmes da Vera Cruz, passando pelas pornôs dos tempos da ditadura e ao novo boom. Sou fã de tudo e nunca aceito críticas como bem-vindas.
Li a matéria que a Época desta semana na coluna “Em Mente Aberta”, assinada por Rodrigo Turrer, e vi uma dose de ironia ao comentar o filme de Bruno Barreto e ao falar do momento histórico do Brasil através do filme ou do cinema e também a suposta corrida em que o cinema vem perseguindo um Oscar, que não foram ganhos com o filme Cidade de Deus ou mesmo Tropa de Elite.
Não sei se existe essa corrida ao ouro de Hollywood mas, se ela existe é saudável, pois assim os diretores e produtores terão mais capricho e mais produções haverá.
O filme Ultima Parada 174, seria a explicação do documentário de Ônibus 174 do diretor José Padilha. O filme seria uma explicação do seqüestro de um ônibus ocorrido no Rio de Janeiro, que culminou com a morte de uma refém e de um ex-menino de Rua, de nome Sandro. O filme retrata a miséria que leva à violência urbana e fechar os olhos para esses fatos seria fechar o mundo para o nosso cotidiano.

Rodrigo esquece que o nosso cinema não vive só de miséria alheia. Que Os Dois Filhos de Francisco, retrata o sucesso e a trajetória de uma dupla sertaneja e também ficou cotado para a lista do Oscar.
Historia de mãe e filhos perdidos em vielas de favelas, meninos de ruas roubando e chacinas financiadas por homens honestos, são um soco na boca do estomago do público? Que seja! Não podemos tapar o sol com a peneira. E se retrata realmente o momento histórico do nosso País, que seja. Não podemos esquecer que o nosso cinema vem produzindo muitas comédias de bom gosto. Que podemos retratar nosso momento histórico como uma grande comédia.

João Felipe

A Novela Americana

O mundo, mais uma vez, se voltou, essa semana, aos Estados Unidos. Não, não foi mais uma guerra, um atentado ou uma crise econômica. Dessa vez, os olhos estavam voltados à Casa Branca, ou melhor, aos seus futuros moradores... Barack Obama ou John Maccain? Tava todo mundo doido pra saber o resultado!Os candidatos à presidência foram os grandes destaques da programação do Jornal Nacional. Até William Bonner foi para Washington ver de perto a novela das eleições americanas. Com entradas ao vivo, o âncora do programa informava o público brasileiro passo-a-passo do que estava acontecendo por lá. Além de Bonner, outros jornalistas, que já moravam nos Estados Unidos e outros enviados especiais, produziam matérias diárias sobre as eleições.
Assim como na televisão, os programas de rádio mostravam ao vivo as informações da Terra do Tio Sam. A Bandnews FM , por exemplo, informou todos os instantes da apuração mais aguardada do mundo. Durante a programação, a rádio buscava explicar as influências do novo presidente no Brasil e no mundo. Jornalistas também foram enviados até o olho do furacão para acompanhar de perto todos os detalhes.
A CBN também não perdeu nenhum capítulo da novela. Todos os dados e números das eleições foram transmitidos, em tempo real, aos ouvintes. As matérias, no entanto, eram secas... A emissora se limitou a reproduzir os resultados e esqueceu de inovar. Uma matéria curiosa seria bem aceita por aqui...Nos jornais impressos a notícia não foi diferente. Em todas as bancas estavam estampadas fotos e mais fotos do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Na Folha de São Paulo foi assim. Com notícias diárias e bem estruturadas, o veículo pode mostrar aos curiosos brasileiros os números e bastidores das eleições.

Rebeca de Bem, Juliana Ribeiro, Camila Bogaz e Camila Vidal

NÃO É A MÍDIA QUE ESTÁ ERRADA. É VOCÊ

Quantos de vocês acompanham as peripécias da Junkie Bad Girl Amy Winehouse. Ou ficaram sabendo que o noivado entre a atriz Luana Piovani e o destemperado pseudo-ator Dado Dolabella terminou? Para os que responderam negativamente, amigos, nós vos saudamos. A economia rolando por água abaixo, o mundo todo olhando para os Estados Unidos e para a eleição de Barack Obama, além dos velhos e constantes problemas no Brasil, e ainda assim as homes de grandes portais de notícias emplacavam diariamente as novidades da crise entre o Casal do Barulho com outras notícias, de real relevância para a sociedade. A querida Amy, então, nem se fala. Toda semana ela nos “surpreende” com uma careta cada vez mais aterradora cheia de álcool e drogas. Ótima influência para as novas gerações, diga-se de passagem.

É aí que entramos em velhos problemas de prioridade. Entre uma atividade e outra no trabalho, o funcionário abre a Internet para ler sobre o quê? Política, atualidades, economia ou sobre os agitos dos famosos nas noites paulista, carioca e novaiorquina? Essa grande quantidade de procura por fofocas faz com que tais assuntos sejam levados cada vez mais para as primeiras páginas de sites e portais de notícias. É a mesma cultura que dá ao programa Pânico na TV, de qualidade severamente discutível, uma audiência monstro, sobretudo para os padrões de uma emissora de segundo escalão como a Rede TV. Emissora que, por sinal, encabeça a lista de programas de qualidade duvidosa. Para citar apenas os primeiros que nos vêm à mente, temos o Superpop (da groupie mais bem-sucedida do país, que por várias oportunidades posa de moralista, para gargalhada geral), o TV Fama (programa de fofocas com cadeira cativa na emissora) e o já mencionado Pânico na TV. E essa moda não vem de hoje.

Desde o advento dos grupos de axé com dançarinas rebolantes de shortinhos sumários, a tv e a Internet não têm sossego. Um dia teremos a honra de dizer para nossos filhos e netos que testemunhamos o nascimento das mulheres-fruta. É mulher melancia (que também poderia ser chamada de Mulher Michelin), mulher melão, mulher maçã e por aí vai. É perigoso inventarem a Mulher-Creme de Leite, para completar a salada (com uma mulher-cereja em cima, claro).

Ao que as pessoas de bem se perguntam: “Oh, Deus, quando isso vai acabar?”.
Mas sejamos legais, não vamos meter Deus nessa sujeira. Pode deixar que nós mesmos respondemos: Nunca.
Eles fazem o papel deles, de dar para as pessoas o que elas querem. Se está lá, é porque alguém quer ver. Se está aqui, lá e em todo lugar, é porque muita gente quer ver.
Não há jeito. Cada dia vai aparecer algo pior. Tenho certeza que nossos avós já pensam “É, até que a lambada não era tão ruim assim...”.

Não há fim, mas há saída.
Existem meios alternativos em tudo na nossa vida. Está passando um programa ruim em um canal? Mude para outro. Mas é domingo e você não tem tv a cabo? Vá ler um livro. Muitos de nós reclamamos da programação da tv, do que está em voga na Internet e esquecemos da estante cheia de bons livros ou do sol brilhando lá fora. E existe boa fonte de informação na Internet – um universo tão titânico que ninguém nunca vai conseguir explorar em sua totalidade – bons sites, blogs com opiniões de diversas pessoas sobre tudo (mas nunca se esqueça da sua própria opinião), fóruns e um milhão de outras coisas.
Resumindo, vamos procurar dar ibope para o que realmente é relevante. Estamos combinados?

Raquel Bernardes, Marcelo Brandão, Erik Lima, Nathalia Frensch, Amilton Leandro

O começo da Evolução

Esta semana tivemos mais uma prova de que nos Estados Unidos tudo é possível. A eleição do primeiro presidente negro do país marca o início de uma nova história para o mundo e como disse o próprio presidente democrata eleito, Barack Hussein Obama, "a mudança chegou a América".Obama que liderava todas as pesquisas de intenção de voto há 11 dias da eleição, será o 44º presidente dos Estados Unidos. Depois de oito anos do governo republicano de George W. Bush, o mundo respira a esperança de novos padrões de política internacional aliado a um toque de humanidade. A iniciativa de diálogo com Irã e Síria e o fim da guerra do Iraque serão algumas das atitudes esperadas e prometidas pelo novo presidente que além dos conflitos militares, herdará também de Bush, a atual e maior crise econômica já vivida.O nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que já manifestava a torcida pela vitória de Obama, avaliou que mudanças culturais são possíveis e positivas para um país. Claro! Um metalúrgico eleito presidente do Brasil tem que ser favorável a mudanças.Apesar de torcermos pela vitória do primeiro presidente negro da história dos EUA, temos que ter a consciência de que antes de tudo, Obama é americano. E os interesses a serem defendidos serão os do EUA e não os do Brasil.

Camila Costa

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A violência do dia-a-dia

Brasília ficou chocada com a história da professora que segurou um aluno para os coleguinhas de sala bater nele. Depois de ter mexido com um coleguinha de classe a professora teria segurado o aluno para que os demais colegas dessem tapas em sua cara, com o intuito de ensiná-lo a ter vergonha e não fazer de novo. O fato deixou alguns pais de alunos revoltados. A notícia esteve presente em vários telejornais, mas esteve ausente em algumas rádios. No dia do ocorrido, umas deram a notícia, outras não.
As rádios preferiram noticiar outros casos de violência. Por exemplo, a CBN noticiou que uma babá estava agredindo duas crianças. A Radiobrás noticiou que uma enfermeira estava agredindo alguns velhinhos.
Em meio a tantas agressões as rádios estão preferindo dar noticias diferentes, sobre o mesmo assunto, violência domestica.

No jornal Bom Dia Brasil, da Globo a repórter começou a matéria sobre o assunto: 'professora acusada de segurar um aluno de cinco anos para que os colegas o batessem' alertando para os casos freqüentes de violência na escola. Todos os lados foram ouvidos: a escola, a mãe do aluno e a professora. Também foi enfatizado na matéria o fato da professora "supostamente" ter agredido o aluno, mostrando que ainda não foi comprovada a acusação pelo aluno. Já o Jornal Hoje dá a entender que a professora realmente é culpada das acusações e nem dá a chance da professora se defender... Onde está a imparcialidade?

O Correio Braziliense retratou a história de forma detalhada e com diversas fontes. Além de dividir o caso em vários subtítulos, o que auxilia o leitor na compreensão do que está lendo. O Jornal de Brasília deu a notícia de maneira mais enxuta. Ainda houve erros de português, na concordância. A matéria do Correio tem mais credibilidade, visto que há mais fontes, o que a torna, portanto, mais séria e verdadeira. O Jornal de Brasília, além dos erros, apresenta somente a professora e a Secretaria de Educação como fontes. Apesar de ser menos confiável, o Jornal de Brasília mostrou uma novidade que o Correio não apresentou: a escola será acompanhada por um grupo de psicólogos nos próximos dias.


Eugifran Moreira, Anna Dantas, Caroline Figuieira

Babá protagoniza cenas de violência no DF

Essa semana mais uma ação de violência contra criança ganhou a editoria de cidade dos principais veículos. Um menino de quatro anos relatou para a mãe que ele e o irmão de dois anos sofriam maus tratos pela babá, em Santa Maria.

No começo a mãe não deu credibilidade, mas a criança continuou com as queixas. A mãe providenciou uma câmera de vídeo e a colocou na sala da casa. Não acreditou: cenas de murros nos braços, apertões nas orelhas e chutes na cabeça.

Sem saber o que fazer, Márcia Martins Teixeira de Souza, 35 anos, ficou desesperada e foi a delegacia denunciar a mulher que torturava seus filhos todos os dias em sua própria residência. No outro dia a noticia ganhou espaço nos jornais locais do DF.

O Correio Braziliense divulgou três fotos das cenas de agressão e uma página relatando todos os acontecimentos. O sofrimento da mãe que agora não sabe se trabalha fora para ajudar na renda da família ou fica em casa cuidando dos filhos. O jornal de Brasília também divulgou a dificuldade em encontrar pessoas confiáveis para cuidar dos pimpolhos.

O online postou imagens da agressora na delegacia. Marilene Ferreira alegou nunca ter encostado nas crianças. E disse não saber que imagens eram aquelas.
Matérias com sonoras da mãe foram publicadas na rádio CBN Brasil. Segundo psicólogos, as agressões podem trazer traumas às crianças. Outras matérias da rádio informaram sobre a prisão preventiva da babá, decretada pela justiça. No entanto, a Band News FM não divulgou nada sobre o assunto.

Já na televisão, os jornais nacionais cobriram com uma matéria rasa de 43 segundos mostrando o vídeo das agressões e o depoimento da mãe da criança. A partir desse gancho, as televisões relembraram outros episódios de violência contra crianças.

Ana Cândida, Caroline Morais, Fabíola Souza, Letícia de Menezes, Luana Carvalho, Morena Mascarenhas